sábado, 27 de outubro de 2012

Alma Transitória – Teimosa Conspiração.


Direito autoral reservado. Autor: Dirceu Carlos da Silva
Lançamento: ‘Julho de 2009’ 
Atualização: 09/agosto/11. 
2ª edição ocorreu em junho de 2012 

dirceu.carlos.silva@gmail.com

Obras Inspiradoras:


Bíblia Sagrada – Soc. Bíblica Trinitariana do Brasil – João Ferreira de Almeida
Bíblia Sagrada – Ed. Pastoral – José Luiz Gonzaga do Prado
Perdôo –Te,   Obra mediúnica por Amália Domingos Y Soler e Eudaldo Pagés
A Caminho da Luz – pelo Espírito de Emmanuel, psicografia: Frco. Candido Xavier
O Evangelho Segundo o Espiritismo – Alan Kardec
O Livro dos Espíritos – Alan Kardec
O livro dos Médiuns – Alan Kardec
A Vida Humana e o Espírito Imortal – p/ Espírito de Ramatiz
A Lei do Triunfo – Napoleon Hill
Elucidações do Além – p/ Espírito de Ramatiz
Analisando as Traduções Bíblicas – Severino Celestino da Silva
Os Exilados de Capela – Edgar Armond
Contos que a Vida Conta – Henrique Rodrigues
Força Interior – Carlos França
A 3ª Visão – T. Lubsang Rampa
Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho – Obra mediúnica p/ Frco. C. Xavier
Mantras da Vida – p/ Espírito de João Nunes Maia
Mahatma Gandhi – Huberto Rodhen
Livro Discurso de Posse – Miguel A. Gonçalves de Souza
Sagarana – Guimarães Rosa
Ètica Prática – Peter Singer
O Poder da Cura – Deepak Chopra
Retratos de Nazaré – Léon Tolstoi
Revista ISTOÉ – jun/98
Revista Veja – jun/98
Jornal Est. Minas – jun/98.

INTRODUÇÃO – cap. I


O aumento assustador da violência na capital mineira e a ausência da natureza, contribuíram, enormemente para a busca de novas paragens naturalmente ecológicas, visualizando um caminho para a cura de uma teimosa depressão. Sendo eu leitor assíduo de cativas obras espiritualistas e da metafísica, aprendi e pus em prática a busca de uma força interior que todos nós possuímos em grau maior ou menor, ou seja, fiz uso de um veículo permitido pelas Leis Naturais e que se trata de nosso EU MAIOR (ou O CRISTO INTERNO) - São forças mentais psíquicas, um dom inerente a todo ser humano, cuja habilidade se encontra na poderosa Sabedoria Cósmica. Para essa tão sonhada mudança de vida, pus em prática a utilização desse método que se acha inserido nas leis naturais do universo e que consiste em pedir tudo aquilo que vier realmente proporcionar ao indivíduo a melhora esperada, desde que o pedido não venha interromper a escalada evolutiva desse mesmo SER.
O nosso inconsciente é o nosso próprio espírito quando se acha emancipado do nosso corpo físico e pode ser chamado também de ‘SEXTO SENTIDO’. Ele possui o conhecimento milenar de muitas existências, trabalha para nossa inexorável evolução e, para esse fim, está disposto, inclusive, se houver perigo na escalada da evolução da presente vida física, a permitir nossa própria morte ‘física’; mas – por exemplo, se seu desejo for ter uma casa própria, uma casa dos seus sonhos, peça! Se o seu pedido for justo, o resultado poderá ser positivo. Veja como o sexto sentido e a força interior influenciaram a minha vida!
            Avizinhava meus cinquentas anos e muito afoito ás coisas da natureza, minha vontade consistia simplesmente em transferir-me radicalmente da grande metrópole mineira diretamente para a roça e em possuir uma morada naturalmente rural e que me trouxesse não mais do que um pouco de conforto e a possibilidade de dormir com as janelas abertas, sem preocupações, tal como ocorria nas comunidades em um passado não muito distante. Construir um espaço natural para ler, escrever um livro e fazer caminhadas ecologicamente sadias, eram minhas metas. Querem saber? Todos os meus desejos se realizaram plenamente.
 Só pude perceber que muito mais do que um pedido atendido, havia estabelecido, involuntariamente, uma TROCA, sendo que de minha parte consistia debruçar-me nas buscas intermináveis do conhecer para confirmar o que havia escrito pelo sexto sentido. Foram indispensáveis longas consultas em variadas obras, fato que por si só proporcionou-me acentuada melhora como pessoa deixando-me um pouco mais afável, tolerante e mais confiante como ser humano.
Sobre a minha chegada na roça, bem como minhas caminhadas ecológicas, contarei em capítulo mais adiante, intitulado: ‘Mãe D’ouro, Fábio Lima – Um amigo Incomum’.
A presente obra trata-se da 2ª edição - onde pude corrigir algumas páginas, dispensar outras, complementar alguns capítulos e só assim, sentir-me finalmente realizado.
Para seguir em frente devo esclarecer que a universalidade de temas em curto espaço no livro não me permite maior aprofundamento temático ao leitor desinformado a respeito da Doutrina Espírita Kardecista - sobre o que seja, por exemplo, PERISPÍRITO, REENCARNAÇÃO e outros assuntos da doutrina Espírita. Entretanto, dentro do ponderável, irei dando algumas explicações ao longo da obra, a fim de desenvolver o raciocínio pretendido.
A grosso modo, o PERISPÍRITO, independente de o indivíduo acreditar ou não, confessar essa ou aquela igreja, ser negro ou ser branco, ser fiel ou infiel, ser ateu, crente ou católico, em nada irá mudar sua origem e sua constituição fluídica universal. O PERISPÍRITO é o veículo que liga ou que prende o espírito ao corpo físico do individuo para sua existência física aqui na terra. O Espírito, em face de sua natureza e vibração sutilíssima, para encarnar, precisa servir-se desse veículo intermediário. Assim, como o raio de Sol não pode mover um vaso de barro, o espírito, pela sua natureza imaterial, também não seria capaz de movimentar diretamente um corpo físico. Para que o corpo desenvolva todos os sentidos, os ‘espaços vibratórios’ precisam ser preenchidos pelo veículo chamado PERISPIRITO. Em capítulo próprio estarei apontando funções excepcionais acerca desse misterioso veículo - funções que até então não eram consideradas.
Não é minha pretensão alfabetizar fiéis e religiosos, mas se puder irei propor novas lições, visando ruir o edifício do passado para construir um novo edificado e propor a renúncia à fé cega e à crença ingênua para reverenciar a maturidade do novo homem no novo milênio. Essa sim - é minha proposta ao longo do livro!
           Por exemplo: Apesar da violência no dia a dia por conta do atraso espiritual de uma considerável parte da sociedade terráquea, a humanidade já comemora a maturidade ou a maioridade de nossa raça nesse novo milênio e essa conquista nos permitirá a emancipação espiritual para novos fatos da vida em vista de uma nova visão filosófica e espiritual.
            Pela metafísica e pelo melhoramento espiritual, aprenderemos a utilizar os elementos da natureza; Pela intuição escolheremos os melhores livros que irão nos orientar. Na busca, descobriremos que o verdadeiro evangelho não mente. O Fenômeno conhecido na Ásia pelo nome de Registro AKASHICO, largamente utilizado pelos monges do Tibet e comentado por algumas obras espíritas, é como uma fita magnética viva que grava tudo que ocorre na Terra, desde a criação do planeta até nossos dias. O registro capta desde uma simples folha que cai de uma árvore, até os mais furiosos terremotos. O registro AKASHICO é conhecido no ocidente pelo nome de psicometria. Pelos dons do novo homem no entendimento das Leis naturais, as máximas do Evangelho serão rediscutidas e reavaliadas. A natureza de Cristo não entra no mérito, mas descobriremos um Cristo muito mais elevado - muitíssimo acima da humanidade. Em se tratando da pesca milagrosa referida na bíblia, o novo homem descobrirá que Jesus não produziu peixes onde não os havia, mas com a excepcional visão de penetração muito superior a que possuímos, utilizou-se da dupla vista, da vista psíquica ou vista espiritual para localizar os peixes no fundo do mar - foi quando disse Jesus a Simão: ‘avança para o mar e lança as tuas redes de pescar’. Ao acatar a ordem inquestionável de Jesus, Pedro atordoou-se com a abundancia de peixes acolhidos pelas redes. Com as mesmas vistas, Jesus enxergava os doentes do corpo ou da alma e os curava. As igrejas irão sair de seu pequeno mundo ‘ocidentalizado’ e independente de sua bandeira religiosa, irão adotar ou reverenciar outros profetas do planeta, ídolos ou benfeitores da humanidade de hoje e de ontem, tais como, Crisna, Rama, Confúcio, Buda, Krisnamurt e Gandhi que viveu sua vida física inteira em defesa dos fracos e dos oprimidos contra a tirania dos Ingleses, utilizando-se como arma a ‘não violência’, tendo acolhido sob seus cuidados, milhões de hindus. Gandhi poderia ter sido rico, mas quando morreu deixou apenas uma cabra como herança. Irá adotar Francisco Candido Xavier, que, tal como Gandhi, serviu a humanidade a vida inteira, produziu mais de 400 diferentes obras ‘espiritualistas’ para nortear o novo homem do novo milênio e que talvez sejam essas obras o feito de maior importância para o esclarecimento do novo homem. Francisco Candido Xavier, durante toda sua vida, como médium, buscou conforto para as famílias enlutadas através da psicografia. Com os recursos das obras literárias, repassava as instituições de socorro aos necessitados. Morreu e não deixou nada de herança, porque nada possuía; Descobriremos, ainda, que - a FÉ não é uma força mística como imaginam alguns fiéis e religiosos, mas uma força fluídica, energética, universal, magnética e nada tem a ver com o entendimento mágico ou sobrenatural, porque faz parte das Leis Naturais.
Entenderemos que as doenças psíquicas são doenças da alma, sendo, muitas vezes, doenças de outras vidas e que podem encontrar soluções ou cura pelo processo da regressão. Devemos acreditar na reencarnação? A paternidade sanguínea cientificamente comprovada na sua totalidade para fins específicos só foi possível há pouco mais de três ou quatro décadas, através do processo de DNA. Até então, a ciência achava impossível essa comprovação sem desconsiderar as probabilidades de erros pelos meios utilizados até aquela data.
Meus temas são inspirados em variadas obras, porém seu conteúdo intrínseco e básico é fruto do meu sexto sentido, não descartando na obra meras suposições, visto que um ou outro tema discutido no livro não encontra ‘ainda’ o aval da ciência. Mas, utilizando-me desse ‘sexto sentido’ - ferramenta de emaranhados caminhos, de trilhas inesgotáveis - é que prevejo em breve tempo a confirmação, por exemplo, da reencarnação ou da pluralidade das existências comprovadas cientificamente pelas características contidas talvez pelo processo da regressão, já que, do corpo físico, é claro, só podemos comprovar a presente vida física.
            Costumo dizer que não há a necessidade de ser poeta ou filósofo para compreender que nas páginas do livro da Mãe Natureza se encontra a presença de Deus. Num desabrochar de uma bela flor, num voo livre de um pássaro e num despertar de uma manhã de primavera se leem as mensagens de Deus e suas prontas e imutáveis Leis. Segundo as escrituras tibetanas, os ‘Jardineiros da Terra’ ou os ‘Divinos Jardineiros’, com a permissão de Deus, trabalharam na construção desse fantástico PARQUE NATURAL que recebe o nome de ‘TERRA’; não por um gesto ou por ação do milagre como propõe a bíblia, mas tal como os engenheiros da atualidade constroem uma ponte prevendo as finalidades atuais e futuras. Com o vagar que a obra exigia e merecia, aqueles Cosmopolitas Construtores, construíram o nosso planeta. Essas informações encontraremos também no livro A Caminho da Luz, ditado pelo espírito de Emmanuel (assunto que desenvolveremos passo a passo mais adiante). Questionar é direito, mas é também um dever sagrado do SER humano. Algumas luzes só serão ‘assimiladas’ mais tarde, quando o homem fizer por merecer e se encontrar mais evoluído intelectual e espiritualmente. Contudo, se não houver mudanças significativas na postura do homem frente à natureza, fatalmente o planeta Terra sofrerá as consequências imprevisíveis e catastróficas aos moldes diluvianos. Esse provável fenômeno não será por castigo, como entendem muitos, mas pelos próprios estragos e maus tratos do homem frente a natureza, tal como no passado os povos foram aniquilados, provavelmente por um choque meteórico ou por um planeta desgarrado, cujo fenômeno culminou com o dilúvio asiático.
Provavelmente não assistiremos mais ao processo de paz de outrora, até que a Terra venha vomitar todos os excessos depositados em suas entranhas pela goela abaixo, durante séculos. Voltando ao livro psicografado de Emmanuel e editado por Chico Xavier, acha-se escrito que os Engenheiros Cósmicos conhecidos por ‘Divinos Jardineiros’, um dia construíram também o filtro planetário que nós habitualmente conhecemos como camada de ozônio (usina de ozone) que se encontra a 40/60 km de altitude, para a proteção de nossa saúde e de nosso bem estar físico. A criação e formação da camada de ozônio não foi uma obra realizada ou idealizada por efeito da mágica, do milagre ou de modo sobrenatural, mas foi construída com os elementos constituídos do éter Cósmico, de modo científico pelos Engenheiros Cosmopolitas. Estaria nas mãos D’eles o reparo da camada, contudo, há que se considerar as mesmas Leis criadas por Deus onde está inserido o refrão que diz: ‘Se colhe o que se planta’. É o preço do livre arbítrio e é lógico que ‘Eles’ não farão esse reparo.

CIÊNCIA: OBRA PRIMA DE DEUS – UM PRESENTE AOS HOMENS – cap. II


Ora, todos os setores da vida humana evoluem, ‘materialmente’ pelas mãos da ciência, pois é papel dela a evolução para a permanente busca da melhor qualidade de vida do homem. Entretanto, o aumento de tempo de vida do homem há de ser homogêneo, equilibrado e equitativo porque não adianta prolongar a vida do Ser sem o seu desejo pessoal e natural em prolongar a sua própria existência.
Mas, percebemos uma força invisível e negativa que bloqueia a evolução no campo da filosofia que abrange religião e política pública.
A palavra ‘caminho’ foi substituída pela palavra ‘cristianismo’ e foi uma proposta do profeta Lucas para designar os seguidores de Cristo e que foi acolhida por unanimidade. É por via dessa trilha é que a luz da verdade revelará ao novo indivíduo o caminho para a libertação do velho homem que se acha ainda enfunado na zona vibracional do instinto para a busca da racionalidade intuitiva onde se achará o verdadeiro cristão desse novo milênio. Alguém disse: “As Leis de Deus são eternas e não se alterarão em um segundo para evitar uma dor ou adiantar um sorriso”. Se alguém deseja aprender, deve abrir o coração no entendimento fraterno, democrático e espontâneo, sem os hiatos da hipocrisia inútil e estacionária. Íris, personagem identificada em outro capítulo de meu livro, em passeio pela natureza, diz assim: “Quanto ensina o livro da natureza! Felizes aqueles que aprendem em suas folhas palpitantes do saber! Para eles, será o reino dos céus”. A idiossincrasia de “céu e inferno” haverá de ser definitivamente jogada no lixo para que o novo homem inicie novas buscas. Por exemplo, Deus se encontra intrinsecamente onde Ele quer estar e não necessariamente onde queremos que Ele esteja. É pobreza de ‘espírito’ o religioso construir igrejas faraônicas na iludida pretensão de que Deus possa adentrar ali porque aquela igreja é mais bonita do que as outras.
            Por falar em igreja e, voltando à Íris, como disse, identificada em outro capítulo, por via de uma obra espírita psicografada, conta sobre sua existência pretérita e sua experiência física na Espanha, no século XVI, quando ela era uma figura eclesiástica e exercia a função de freira. Sua força e seu caráter eram particularidades que chamavam tanto a atenção do clã eclesiástico que faziam dela uma espécie de construtora de igrejas. Construíam obras suntuosas e faraônicas que sobrevivem até hoje oferecendo uma beleza arquitetônica que se espalhou por toda a Espanha. Ela e outro sacerdote amigo, ambos dotados de espíritos mais evoluídos, achavam um desperdício de tempo e de dinheiro a construção de inúmeras igrejas; contudo, ficavam felizes porque as obras permitiam emprego para os pobres trabalhadores. O sacerdote, um dia, ao pé da obra, disse assim a Íris: “Se as pedras são obras mortas, os braços que lidam com elas são obras vivas e eu quero fazer um templo que seja eterno para que os trabalhadores tenham pão durante muitos anos; há dinheiro de sobra na igreja e eu quero que os pobres vivam. Além do mais, nossa religião gosta de pedras, muitas pedras, arcos, abóbadas, torres, muitas torres e, algumas delas, bem altas com sinos grandes que despertam a consciência dos pobres de espírito”.
            Ainda sobre o livro acima referido, alguém chamou Íris e seu amigo sacerdote para o almoço, porém, Íris não almoçou e justificou: “tenho fome de um alimento que a terra não produz e tenho sede da água divina. Apesar de tantas iguarias, nunca estamos satisfeitos. Sabem por quê? Porque o vazio que sentimos só poderá ser preenchido com algo que se chama amor”.
 Afinal, quem somos nós? - “Precisamos buscar o conhecimento sem qualquer interferência em nossos hábitos. Se pudermos fazer isso, manifestaremos o conhecimento na realidade. Estamos aqui para sermos criadores e para preenchermos o espaço com ideias e grandes pensamentos. Estamos aqui para algo maior desta vida”. Este pensamento foi extraído do DVD “Quem somos Nós”. Não é por acaso a minha homenagem feita com um capítulo dedicado à ciência. A ciência é eventualmente criticada pelo universo eclesiástico, injustamente. Isso acontece porque a ciência desvenda e desmonta mitos e padrões atrasados. O inconsciente coletivo sabe que o desenvolvimento da ciência irá fatalmente derrubar os mistérios íntimos e profundos dos padrões indevidamente perpetuados. Tal como hoje, as igrejas dispensam algumas mensagens bíblicas na parte da Gênese, com o vagar do tempo, mister indispensável, e com a permissão de Deus, a ciência que nos informa que o planeta Terra possui quatro bilhões e meio de anos e que o mesmo planeta gastou outros tantos milhões de anos para se formar, eventualmente irá desvendar outros mistérios.
             Não foi por obra do acaso que o homem recebeu mais de Deus: recebeu a inteligência e o livre arbítrio, faculdades exclusivas da alma humana que fazem do indivíduo um ser privilegiado, cujas dádivas, utilizadas com responsabilidade, permitirão a todos, tempos ainda não sonhados. São ferramentas, atributos que inspiram esse SER a utilizar-se da permanente pesquisa e do estudo para alcançar as metas desejadas. A intuição, essência emanada da inteligência, é mais um presente de Deus ao homem; é um requisito indispensável nas invenções, nas descobertas científicas e tão permanente como o despertar do dia seguinte, cujo atributo inspira-nos a acreditar que o futuro nunca estará pronto. É por iniciativa desta mesma intuição que a ciência chega, rompe obstáculos, derruba crenças, dogmas e ultrapassa mitos descartáveis. Ora! Ao homem é dado conhecer, pela mesma ciência o inimaginável, visando ao seu conforto, seu crescimento intelectual, social e moral.
            A passos serenos, porém sucessivos e investigativos, a astronomia ignora tabus e preconceitos e vai desvendando os mistérios do universo. O fato é que julgamos as coisas como as vemos e compreendemos; imaginamos que a natureza não age ou não segue seu curso sobre o próprio planeta Terra ou sobre outros mundos, senão segundo os nossos conceitos ou padrões.
Ramatiz diz: “Todo ser humano, mormente, pelas suas dificuldades, busca Deus como o Supremo alvo de sua vida. Quem procura o ‘melhor’, indubitavelmente, procura Deus, pois nada existe melhor além D’ele”.
 O novo homem e os novos tempos exigem a conscientização para um novo padrão e um novo estilo. Os humanistas afirmam que não se deve permitir um outro caminho que não seja à luz da filosofia holística. O holismo vem do grego “HOLOS”, que eleva a inspiração, sugerindo a ética e a fraternidade como força e entendimento indispensáveis para nossa evolução espiritual. Pois bem! Se hoje não podemos encontrar Deus por suas mensagens, suas obras ou produções, o encontraremos pelos caminhos da ciência. Observe um exemplo: recentemente, em meados de outubro de 2005, um astrônomo, em Minas, captou a luz originária da explosão de uma estrela que ocorrera há 12 bilhões de anos luz. Se não bastasse, bem mais longe, acima de 16 bilhões de anos luz, encontraremos os “Quasares”, relembrando-nos que a velocidade da luz é de 360.000 mil quilômetros por segundo.
Na Gênese, por kardec, os amigos do plano astral fazem-nos a seguinte advertência no campo religioso: “Se a religião se nega a avançar com a ciência, esta avançará sozinha; somente as religiões estacionárias podem temer as descobertas da ciência, as quais, funestas só as são as que se deixam distanciar das ideias progressistas, imobilizando-se no absolutismo de suas crenças. Elas, em geral, fazem tão mesquinha ideia da Divindade que não compreendem que assimilar as Leis da natureza que a ciência revela é glorificar a Deus em suas obras; na sua cegueira, porém, preferem render homenagem ao espírito do mal (ao demônio). Uma religião que não estivesse em nenhum ponto em contradição com as Leis da Natureza, nada teria a temer ao progresso e seria invulnerável”.
No Japão, já é grande a faixa etária da terceira idade acima dos 100 anos. Essa melhoria, construída em sua maior parte pela ciência, revela e ao mesmo tempo recebe as bênçãos de Deus. Ora, se Deus é pai, qual pai carinhoso não quer o melhor aos seus filhos?   
Em contramão, o setor da filosofia que abrange política e religião não registrou nenhum avanço; não houve amadurecimento digno de registro que correspondesse ao crescimento científico. Pelo contrário; na política, continua a corrupção que teve início no período de Dom João VI e que prossegue até os nossos dias.
 As Igrejas se esquecem de rever o entendimento de céu e inferno. O demônio permanece ameaçador na visão do clero, cuja crença mantém a igreja viva e o dízimo em dia.
São crenças ultrapassadas que sustentam fantasias sem sentido e que exigem atualização. As últimas descobertas científicas e o próprio avanço tecnológico impõem à igreja uma nova postura frente aos fiéis; o paraíso ainda existe para muitos e é ensinado como cenário de prazeres e emoções infantilizadas e inadmissíveis para os nossos dias.      
            Ramatiz, um Espírito iluminado do outro lado do plano físico, no livro “Elucidações do Além”, faz severa recomendação quando diz: “as igrejas - católicas ou protestantes - mesmo sendo entidades dignas de nosso apreço, dificultam o trabalho dos mentores espirituais no além-túmulo, porque ao invés de esclarecerem seus adeptos quanto à autenticidade da Lei do Carma e do processo Reencarnatório, persistem em divulgar e ensinar a ideoplastia mórbida e infantil de Céu e Inferno. Em consequência, tais religiosos são responsáveis pelas “crianças espirituais” que aportam diariamente ‘do lado de lá’ completamente aterrorizadas pelos hediondos pesadelos e isoladas mentalmente das mais singelas iniciativas das equipes socorristas- isso nos lembra as moscas que se prendem às teias de aranhas devido à própria imprudência e ignorância”.
            Pela metafísica aprenderemos a utilizar os elementos da natureza. A psicometria, a clarividência, a telepatia, a radiestesia, os estados vibratórios, a levitação, a viagem astral e os dons mediúnicos são elementos que irão orientar-nos nas dúvidas aparentemente inexplicáveis. Pela intuição, escolheremos os livros que irão nos ensinar. Na busca, descobriremos que o verdadeiro EVANGELHO não mente, mesmo que as pessoas queimem os grandes livros ou as melhores bibliotecas do planeta. O fenômeno conhecido na Ásia pelo nome de “Registro Akashico”, largamente conhecido pelos monges do Tibet e comentado também por algumas obras espíritas é como uma fita magnética viva que grava tudo o que ocorre na Terra desde a criação do planeta até os nossos dias; o registro capta desde uma simples folha que cai de uma árvore até os mais furiosos terremotos. Quando o homem fizer por merecer, quiser estudar e aprender, sem o cabresto da mediocridade, estará a caminho da verdadeira
mensagem universal. O Registro Akashico e outros assuntos da metafísica constarão em capítulos adiantes.

INTERPRETANDO A BIBLIA: - cap. III


Em tenra eu já simpatiza pela Doutrina Espírita, mas também já encontrava os primeiros desafios e incertezas no campo religioso. Não compreendia de imediato porque alguns indivíduos, uns católicos e outros protestantes, condenavam e corriam do espiritismo como o capeta foge da cruz. Mais tarde vim saber que em alguns capítulos de determinadas edições da bíblia, encontraremos incontáveis condenações ao espiritismo.
Antes de descobrir onde encontrava a realidade dos fatos, minha primeira reação foi de tristeza, porquanto o espiritismo se alinhava ao meu mais alto padrão moral e cristão para o meu entendimento no que se referia aos fatos da vida religiosa.
 Fui em busca da verdade e pude consultar inumeráveis obras, algumas espíritas e outras da metafísica, onde pude descobrir que alguns autores bíblicos, tendenciosamente, modificaram textos originais para condenar o espiritismo.
 Para reflexão, para a busca da verdade dos fatos, divido o questionamento com meu distinto leitor, entre estes, os alunos de teologia ou professores da área, pastores de igrejas, padres e/ou fiéis que se colocarem disponíveis para procurar nas fontes - a verdade.
Meu questionamento é o seguinte: Melhor que ler a bíblia uma vez é consultá-la sempre, fazendo dela uma bússola para trilhar o caminho Cristão; Melhor que guardar para si os ensinamentos é colocá-los em prática. Todavia, a bíblia perdeu, ao longo dos tempos, parte de textos importantes para a interpretação ‘exegese’ - que tem como significado a palavra pura ou divina. No futuro o homem não precisará da bíblia para encontrar seu verdadeiro caminho cristão; contudo, antes desse momento importante da vida, ele irá buscar nas fontes originais as mensagens ‘puras’, desprovidas de interesses pessoais. Talvez por isso Jesus tivesse dito: “Toda planta que meu Pai não plantou, um dia será arrancada”.
 Ao longo da presente matéria, relato alterações na bíblia onde o leitor poderá analisar e tirar suas próprias conclusões. Contudo, o livro mais lido no mundo não perdeu seu papel instrutivo, espiritual e indispensável para o direcionamento do cristão em todas as épocas. Não tenho a intenção de desvirtuar ninguém dos ensinamentos bíblicos, mas sim mostrar ao leitor abnegado que os tradutores ocidentais e, sobretudo, tradutores ‘não espíritas’, dentro de suas interpretações pessoais ao longo dos anos e de forma tendenciosa, sem razões plausíveis, condenam o espiritismo.
 A bíblia já sofreu, ao longo de sua existência, inúmeras revisões e alterações questionáveis em suas variadas edições. Do texto original para o grego, do grego para o latim e do latim para outras línguas, conforme demonstraremos a seguir. Se quisermos procurar em obras antigas e nas boas e grandes bibliotecas, encontraremos informações que irão mostrar-nos a trajetória da bíblia. Para comentar sobre o tema, entre outros livros consultados, busquei inspiração no livro de Doutor Severino Celestino da Silva, que recebe o título de “Analisando As Traduções Bíblicas”, onde encontrei fartas, inteligentes e responsáveis explicações acerca das revisões bíblicas ao longo dos tempos. Como minha intenção é mostrar contradições ‘conspiratórias’ contra o espiritismo, é justo que se diga que ‘alguns’ trechos do capítulo, foram literalmente copiados do livro de Celestino.
Por exemplo, a bíblia recebeu a primeira grande alteração por volta dos anos 290 a.C. a mando do rei do Egito, PTOLOMEU FILADELFO, que mandou buscar em Jerusalém 72 sábios representando a Tribo de Israel, a fim de traduzir a bíblia hebraica para o grego para atender à Colônia Judaica que vivia em Alexandria. Nessa época, a bíblia sofria sua primeira grande alteração.
  Em achados históricos, comenta-se que a tradução da bíblia não recebeu daqueles religiosos, ou da colônia Judaica, apoio moral unânime, uma vez que na tradução perdeu-se muito de sua mensagem ‘exegese’ (divina). Essa primeira tradução recebeu o nome de Septuaginta (ou Setenta – LXX).
   Houve depois, na era cristã, no 3º século, outra tradução do grego para o latim que recebeu o nome de “A VULGATA DE SÃO JERÔNIMO”, a mando do Papa DAMASO-I. São Jerônimo, a contragosto, traduziu a bíblia e desabafou: “Acusar-me-ão de sacrilégio, de falsário, porque terei tido a audácia de acrescentar, substituir, corrigir alguma coisa nos antigos livros. Um duplo motivo me consola desta acusação: primeiro é que vós que sóis soberano pontífice, me ordenais que o faça; segundo é que a verdade não poderá existir em coisas que divergem, mesmo quando tivessem elas, por si, a aprovação dos maus”.
    Ao longo dos tempos, a bíblia recebeu mais alterações profundas. A própria incompreensão na interpretação da língua hebraica contribuiu para que houvesse desvio significativo dos textos originais; assim, cada tradução recebeu o peso ‘hermenêutico’ (pessoal) do tradutor.
Platão, em espírito, nos tempos atuais, ou seja, no Livro dos Espíritos, na questão 1009, faz referência à necessidade de que se faça uma consulta aos textos bíblicos nas fontes originais, pois essas fontes mostram que os gregos, os latinos e os modernos não deram a mesma significação aos textos originais hebraicos.
  O rabino MOSHE GRILAK, em sua obra “Reflexão de Torá”, explica que é difícil para nós, atualmente, avaliarmos os eventos bíblicos, pois a distância física e a distância do tempo impedem-nos de fazer uma avaliação objetiva e abrangente. Ele disse: “Como pode alguém julgar com tanta veemência textos do passado, adaptando-os às realidades do presente e às suas crenças e convicções pessoais”? E continua: “Os originais dos textos sagrados hebraicos não possuem, em nenhuma de suas páginas, referência ou condenação à Doutrina Espírita; as referências contra o espiritismo são por conta ‘deles’. Os tradutores sabem disto!”, finalizou.
   Mais cedo ou mais tarde o novo homem buscará nos originais antigos e, sobretudo,  na Tanách, conteúdos e mistérios ainda incompreendidos para fornecer luz ao caminho do próprio homem, sem as contradições para um sentimento mais humanístico na abrangência das Leis Naturais.
Segundo Severino, grande conhecedor dos livros sagrados, a ‘reencarnação’ está inserida no sentimento filosófico, espiritualista e religioso ao longo dos livros sagrados originais.
  A busca das mensagens exegese da bíblia inalterável ocorreria pelo Concílio Eclesiástico? Pela ciência? Pelos teólogos? Quem toma a liberdade de interpretar as Escrituras Sagradas? É como diz Celestino: ‘Neste século de emancipação intelectual e de liberdade de consciência, o direito de exame pertence a todos e as escrituras não são mais a Arca Santa na qual ninguém se atreveria a tocar com a ponta dos dedos, sem correr o risco de ser fulminado’. Contudo, revogar alterações ocorridas arbitrariamente e mostrar claramente as intenções tendenciosas de autores bíblicos, quer seja de autores do passado, quer seja de autores contemporâneos, seria reparar uma injustiça aos direitos sagrados do cristão.
   Diz Napoleon Hill, no livro ‘A Lei do Triunfo’: “a verdadeira bíblia foi iniciada muito antes de o homem atingir a fase do pensamento, ou mesmo antes de ter ele alcançado o grau de desenvolvimento da ameba (animal unicelular). Não há poder capaz de alterar essa bíblia. A bíblia da natureza, onde tiramos todos os conhecimentos que vale a pena possuir, não pode ser alterada por nenhum homem”.  
Veja abaixo algumas alterações verificadas contra a doutrina espírita. A tradução da bíblia pelos Testemunhos de Jeová, na 1ª edição de 1967, diz assim: “Quanto à alma que se vira para os ‘médiuns espíritas’ e para os prognosticadores profissionais de eventos, a fim de terem relações imorais com eles, certamente porei minha face contra essa alma e o deceparei dentre seu povo”. A tradução correta e original se encerra assim: “Contra esse ser ou alma que vai diante dos ‘necromantes’ e dos ‘adivinhos’ para se prostituir, seguindo-os, eu os darei a minha face e eu o cortarei de dentro de seu povo”. O autor da bíblia, 1ª edição de 1967, literal e equivocadamente, institui as palavras MEDIUNS e ESPÍRITAS, substituindo as palavras NECROMANTES e ADVINHOS com a clara intenção de se posicionar contra a Doutrina Espírita.
Mais uma tradução, a 35ª edição da Bíblia Católica (editora Ave Maria), diz assim: “Se alguém se dirigir aos ‘espíritas’ ou aos ‘adivinhos’ para fornicar com eles, voltarei o meu rosto contra esse homem e o cortarei do meio de seu povo”.
Veja a tradução correta: “Contra esse ser ou alma que vai diante dos necromantes e dos adivinhos para se prostituir, seguindo-os, darei a minha face e o cortarei de dentro do seu povo”
   Ora, a palavra “espírita” (e não espírito) se originou após a instituição da Doutrina Espírita a partir de 1857 para identificar os indivíduos partidários do espiritismo. A palavra ‘médium’ é uma palavra originária do latim e, de acordo com os renomados e sérios pesquisadores dos originais da bíblia, no dicionário da língua hebraica não se conhece essa palavra. Eles afirmam que na língua hebraica, na grega e ou no latim, também não se conhece a palavra espírita e nem mesmo espiritismo. É lógico, pois, que a raça hebraica, bem como Moisés, há mais de quatro mil anos, não condenasse o espiritismo, cuja doutrina só foi codificada em 1857, por Kardec.
Outras ilustrações serão encontradas nos livros de DEUTERONÔMIO e LEVÍTICO. Severino pergunta: “quais os motivos os levaram a traduzir assim”?
Como deixei claro, as referências encontradas nas bíblias, em sua maior parte, foram extraídas da obra de Doutor Severino. Ele é conhecedor profundo da língua hebraica e para que pudesse encontrar e apontar as alterações contidas em algumas bíblias, aprendeu grego, latim e juntou ao seu projeto ilustres professores judaicos, especialistas em hebraico e, segundo ele próprio, gastou uma ‘eternidade’ para produzir seu livro. Consultou muitos livros originais e teve como base as escrituras do Tanách. Muitos não sabem, mas do Tanách originou-se a bíblia ocidental. Doutor Severino escreveu seu livro em português, com transcrição imediatamente abaixo em hebraico, extraída dos originais.
 Diz o professor AVRAHAM AVDAN BEN-AVRAHAM CORRÊA sobre o livro de Severino: “É um trabalho original, de fôlego, com muita força analítica, que precisava estar em todas as livrarias, ao alcance de todos os que querem conhecer o que o Tanách diz sobre a reencarnação”. Avraham é professor de hebraico no RJ.
Ora, é dado ao homem atual abrir o coração para aprender sem medo e sem preconceito e não fazer da bíblia o encerramento de todas as Leis, de todas as mensagens e de todas as informações. Observe os elementares, abra o coração e leia nas páginas da mãe natureza o que ela tem pra nos dizer. Há uma planta conhecida pelo nome popular de ‘Vinca’, na qual estudiosos descobriram em sua estrutura física, mais de 120 princípios ativos tóxicos. As pesquisas continuaram e os pesquisadores nunca dispensaram o interesse pelo 121º princípio ativo da planta; se o dispensassem, teríamos perdido o melhor medicamento para o tratamento da leucemia. Do mesmo modo, não devemos cerrar os ouvidos a tantos outros apóstolos enviados anterior ou posteriormente à vinda de Cristo.
             Os estudos e as revelações são tão indispensáveis ao desenvolvimento da ciência quanto a presença do ar na vida do ser humano. Sócrates, Platão, Copérnico, Galileu, Newton, Laplace, Lavoisier, Einstein e Alexander Fleming foram reveladores, foram apóstolos de Deus. É imperdoável saber que alguns desses reveladores (ou enviados de Deus) foram taxados como malfeitores da humanidade; Galileu Galilei e Joana Darc foram alguns destes incompreendidos.
            Deus não quer bonecos teleguiados, ele deseja a seus filhos caminhos novos e desafios inimagináveis. Leia as mensagens da bíblia sem orgulho, sem paixão, com espírito solto, desimpedido e democrático; todavia, não negligencie outros reveladores cristãos, pois é prudente compreender seu conteúdo intrínseco - nem mais, nem menos!
            A mensagem bíblica se divide em duas etapas distintas: o Velho e o Novo testamento. Moisés, mensageiro do velho testamento, tinha a missão de humanizar um povo atrasado intelectual e espiritualmente. Para que aquele pastor fosse atendido em sua pretensão de conduzir as ovelhas de espíritos ainda rebeldes, restava a ele apresentar um Deus que exterminava povos, ordenava massacres, castigava com veemência os pecadores e que, se desobedecido fosse de suas leis, regava a terra com sangue humano.
O Deus de Moisés fazia da vingança uma virtude, quando ordenava que se retribuísse olho por olho e dente por dente. Pelas leis severas impostas, esse mesmo Deus apresentado por Moisés, nos dias atuais, provavelmente não seria amado, mas temido.
            Ora, o que fazer para se curar de uma enfermidade? Por certo, há de se ter um remédio que responda à gravidade da doença! Moisés haveria de mostrar um Deus que fosse temido para que ELE pudesse conduzir as almas rebeldes daquele povo a um caminho sem alternativa para o desvio. A raça humana daquele tempo concorria com a grave ameaça da adoração aos deuses.  O politeísmo (culto a ídolos), os adivinhos e os necromantes utilizavam-se da arte de adivinhar o futuro com auxílio da invocação dos mortos. Eram práticas habituais que comprometiam um povo demasiadamente corrompido e atrasado espiritualmente.
            Deus deseja nosso crescimento no entendimento evolutivo e deixa que estudemos em nossas próprias cartilhas. Para reforços nos ensinamentos, de tempo em tempo Ele envia um Guia, um Mestre. - Moisés, Jesus, Buda, Francisco de Assis, Confúcio, Maomé, Rama, Pitágoras, Sócrates, Kardec, Chico Xavier e tantos outros mestres; são missionários e profetas do bem.
            Métodos, ora! É irracional ensinar, na escola, lições de séries avançadas a alunos de base elementar. É simples: o Soberano envia mensageiros com ensinamentos que atendam às carências humanas, ajustando-os às lições que correspondam ao estado evolucional daquela civilização, ou seja, Ele envia a luz de acordo com a escuridão do momento.
            Isaac Newton descobriu a ‘Lei da Gravidade’; Albert Einstein, 200 anos após, pôde ir mais adiante, reformar a descoberta, revelando-nos a ‘Teoria Geral da Relatividade’, permitindo maior desenvolvimento e elasticidade no campo científico.
Como eu disse no capítulo anterior, o Velho Testamento teve, de acordo com a carência da época, papel instrutivo que correspondia ao período. Moisés veio, implantou a Lei e pôde ensinar as letras do alfabeto; concluída essa primeira etapa, Jesus veio e assegurou a lei, porém instituiu nos ensinamentos as lições de fraternidade e de amor como base para o ajuste, visando ao rumo evolutivo.       
            Algumas igrejas e alguns religiosos aguardam uma nova vinda de Cristo; provavelmente, aguardam também novos ensinamentos. Jesus nunca nos deixou; Ele sempre esteve aqui espiritualmente. Quanto às mensagens, ‘Ele’ as envia diariamente, conforme prometeu na bíblia, onde veremos em capítulos do apóstolo João.

JOÃO ANUNCIA A 3ª REVELAÇÃO – cap. IV


De volta a JOÃO, cap.15: v.16, veremos a 3ª Revelação anunciada. Talvez, nunca o Cristo fosse tão claro e tão explícito como nestas últimas palavras anunciadas por João, as quais poucas pessoas deram atenção o bastante, provavelmente porque evitaram esclarecer-lhes e aprofundar-lhes o sentido profético.
            Verificaremos que os profetas de agora não são apenas doze, mas milhares, milhões a enviar-nos as mensagens de Cristo - mensagens sempre anônimas, cumprindo a determinação do Cristo: ”Ele não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir”.
            A 3ª Revelação possui o seu canal por via dos espíritos - por instituições isoladas (apenas um médium) ou por grupos afins, organizados, existentes em todo mundo e que vem confirmar, explicar e desenvolver pelas Leis da natureza, tudo quanto o Cristo disse e fez. As mensagens enviadas por intermédio das grandes obras psicografadas de hoje nos permitem compreender as partes ininteligíveis ou que parecem inadmissíveis no evangelho e ajuda-nos a distinguir o que seja realidade ou alegoria, o que seja parábola ou comparação.  A 1ª Revelação teve a personificação em Moisés, a 2ª no Cristo e a 3ª, como eu disse, está a cargo de milhões de profetas, que são os médiuns espalhados pelo mundo, sem privilégios, ou seja, anonimamente. E o que há de mais positivo é que as mensagens vão sendo espalhadas simultaneamente pelo mundo afora.  
            Diz a Gênesis, por Kardec: “As duas primeiras revelações, sendo fruto de ensino pessoal, ficaram forçosamente localizadas, isto é, apareceram num só ponto, em um só lugar, em torno da qual a ideia se propagou pouco a pouco. Foram precisos muitos séculos para que os ensinamentos atingissem as extremidades do mundo”.
            Outro claríssimo capítulo, que deve ser dispensado do sentido de comparações ou de parábolas, é o de João, Capítulo 14, v. 2: “Há Muitas Moradas Na Casa De Meu Pai”. Ora, hoje, pelo nosso avanço espiritual e intelectual como cidadãos da maioridade, certamente compreenderemos quando Jesus diz: “Há muitas moradas na Casa de Meu Pai” - uma frase dita pelo mais modestos dos Homens. Nesse caso, notoriamente, a “Casa de meu Pai” seria o infinito ‘Universo’ e as diversas moradas seriam os inegáveis milhões de mundos que habitam o espaço, não nos esquecendo, é claro, das variadas dimensões existentes no universo astral.
Para mentalização sobre o infinito universo, veja o capítulo Via Láctea no final da obra.
REVELAÇÃO:
1ª Revelação: Moisés.
2ª Revelação: Jesus.
3ª Revelação: “O Consolador, O espírito da Verdade que restabelecerá todas as coisas e vo-las explicará todas” (João, capítulo. 15:16).
            Na Gênesis, por Kardec, encontraremos a seguinte explicação sobre a 3ª Revelação: ”Se Cristo não disse tudo quanto poderia dizer é porque julgou conveniente deixar certas verdades na sombra até que os homens chegassem ao estado de compreendê-las. Como Ele próprio ‘confessou’, seu ensino era incompleto, pois anunciava a vinda daquele que o completaria. Previra, pois, que suas palavras não seriam bem interpretadas e que os homens se desviariam de seu ensino”. De volta ao capítulo por inteiro: “O espírito vai guiar o testemunho dos discípulos; Ainda tenho muitas coisas para dizer, mas agora vocês não seriam capazes de suportar. Quando vier o ‘Espírito da Verdade’, ele encaminhará vocês para toda a verdade porque o espírito não falará em seu próprio nome, mas dirá o que escutou e anunciará para vocês as coisas que irão acontecer; O Espírito da Verdade manifestará a minha glória porque ele vai receber daquilo que é meu e o interpretará para vocês”.   
 Seguindo adiante, no trecho acima podemos perceber que Jesus não quis apenas ocupar espaços ou dar volume às mensagens carinhosa e espontaneamente produzidas. Pergunto: a mensagem produzida acima seria para os dias de hoje? Seremos ainda imaturos para suportar ou ‘compreender’ a verdade que Jesus desejava nos anunciar? A humanidade já não teria atingido a maioridade? Deveríamos tratar o capítulo como parábola, ficção ou alegoria? Ora, é como diz Ramatiz: “Não adianta querer endireitar a sombra de uma vara torta sem primeiro endireitar a própria vara”.
            Precisamos nos desligar de velhas raízes, de nossas tradições e de nossos conceitos servis e ultrapassados. Provavelmente, o maior desafio enfrentado por Jesus teria sido a incompreensão de religiosos oriundos de raças radicais dominantes.
            Fariseus e Escribas eram por demais orgulhosos para acolher a Jesus e às suas mensagens de fraternidade, piedade e amor. Aquela gente aguardava um rei consumado pela arrogância, trajado ao estilo faraônico - um rei que sustentasse mais poder e riqueza que o próprio Salomão. Essa gente dizia que era pela influência dos demônios é que Jesus expulsava os próprios demônios; não refletiam que se o demônio expulsava a si mesmo, conspirava contra a si próprio.
            Ainda hoje, se pudéssemos fazer o DNA da alma de parte da sociedade e de parte de religiosos, incluindo alguns teólogos, provavelmente encontraríamos Fariseus e Escribas.
            Notoriamente, da alma, até a presente data, não foi possível extrair-se o DNA. É uma pena! 

JESUS E OS DEMÔNIOS – cap. V


O capítulo é da Gênesis, por Kardec e fala assim sobre Jesus: “Sua alma se achava ao corpo unida pelos laços estritamente indispensáveis. Essa particularidade lhe dava dupla vista e era por via de atributos inigualáveis que Jesus curava os endemoniados e outros tantos doentes da alma e do corpo”. 
  Haveremos de reconhecer que os espíritas Kardecistas são agraciados de tempos em tempos por grandes obras literárias do ramo, nas quais, por vezes, encontraremos Jesus na época de sua missão aqui na Terra. Ele é encontrado aqui, ali e acolá em forma humana e em entendimento intimamente particular com o povo, junto à gente daquela época. Em peculiar obra espírita, conta-se que Jesus foi chamado a expulsar o demônio que atormentava alguém. Jesus, ao aproximar-se desse pobre obsediado, pela superioridade espiritual e pelo incessante desejo de fazer o bem, curou a vítima e o algoz. Ele, com a sua dupla vista, ao curar essas vítimas, via o obsessor e o obsediado simultaneamente. Conta-se que o espírito obsessor, ao ver Jesus, por sua vez, extasiado de admiração e esplendor, por si só - desligava-se espontaneamente do obsediado e, após ter passado aquela breve excitação e admiração, o algoz, ainda como espírito, tanto não esquecia mais aqueles olhos serenos, amorosos e penetrantes, bem como se convertia ao caminho da fraternidade, do perdão e do amor anunciado por Cristo.
            Não detenho na lembrança o nome do livro que contém o trecho acima, porém o trecho seguinte trata-se da imortal e consagrada obra que recebe o nome de “Perdoo- Te” (livro psicografado por Amália Rodrigues Soler e Eudaldo Pagés, editado na Espanha, cuja edição durou de 1897 a 1899). Essa obra trata, pois, das diversas encarnações de Madalena- a mesma Madalena citada na bíblia na época de Jesus e que no capítulo inicial do livro recebe o nome de Íris.  A passagem fala de um encontro do povo com Jesus ocorrido em praça de determinada cidade no período de Cristo. Esse encontro é narrado de maneira emocionante por Madalena. Inicia-se assim: ‘Naquele dia, achava-me tão extasiada e tão emocionada que não encontrava nas palavras o sentido próprio para explicar meus sentimentos’. Mais complicado ainda, dizia ela, ‘é explicar para as pessoas do plano físico a síntese perfeita da preleção de Cristo’. ‘Os nossos sentidos imperfeitos são pobres para entendermos toda a emoção daquela gente, toda a minha emoção’.
O trecho que inclui Jesus ocorreu assim, segundo a personagem: “Muito antes de amanhecer, pus-me a caminho com muitos outros, com quase toda a população da aldeia, pode-se dizer, porque todos desejavam estar junto D’Ele. Que bela manhã aquela! O céu sem nuvens, as árvores cobertas de flores, os meninos colhendo ramos e as mulheres com seus filhinhos nos braços dizendo umas às outras: ‘O meu filho será curado porque que eu tocarei em sua túnica’! Até os velhos, maltratados pelos anos, diziam cheios de entusiasmo: ‘Hoje vou nascer de novo porque o Enviado irá curar-me’! Todos colocavam suas esperanças n’Ele. Cheguei, por fim, aos muros da cidade e tive de esperar que abrissem suas portas (portões) que, aliás, foram estreitas (os) para dar passagem àquelas ondas de gente. Todos foram se acomodando na grande praça que, apesar de sua extensão, tornou-se pequena para conter tantos sedentos de justiça e de luz e tantos famintos de saúde. Não pude acompanhá-Lo em seu trajeto. Assim, coloquei-me no melhor lugar, ao pé das grades do templo. Ali os soldados formavam um pequeno círculo para conter a multidão que, se não fossem eles, teriam subido até os altares dos deuses para ouvirem falar o homem-Deus, tamanho o entusiasmo que dominava a todos. Como estava contente meu espírito! Eu ia vê-Lo! E, desta vez, não poderia escapar-me: iria vê-Lo em plena luz. Os raios do sol iluminariam seus cabelos sedosos e eu ouviria a sua voz muito de perto, bem de pertinho, pois tentaria aproximar-me o máximo possível. Precisava tanto de seu alento! Sentia-me tão feliz pelos momentos que me esperavam! Era necessário serenar-me para não morrer de felicidade! Por fim, começou a ouvir-se um rumor ao longe que foi aumentando até parecer um mar encapelado invadindo montanhas com suas ondas bravias! E, em verdade, era o mar das paixões humanas que se agitava violentamente. Que tumulto! Que gritaria! Quantas aclamações! Quantas súplicas! Tudo isso porque os enfermos queriam aproximar-se d’Ele, todos ao mesmo tempo! É impossível, absolutamente impossível, descrever com detalhes o quadro que oferecia a grande praça onde se confundiam todas as classes sociais e onde os sofismas do passado e as verdades do futuro achavam-se frente a frente! Que agitação! Que burburinho!            Quando Ele surgiu, bastou a Sua presença para que se acalmassem todos os ânimos. Aquela imensa multidão emudeceu, dando passagem a Ele e a centenas de meninos que, solícitos, rodeavam-No. Jamais esquecerei aqueles momentos solenes. O homem-Deus, mais belo do que nunca, com seus cabelos luminosos, com sua fronte radiante, com os seus olhos que soltavam raios de luz, com seu melancólico sorriso, com aquela expressão que ainda não vi em nenhum rosto humano, deteve-se ante as grades do templo. Nesse momento tornaram-se desnecessários os homens armados para conter a multidão. Ninguém mais se movia; ninguém se atrevia a transpor as grades do lugar sagrado. Todos os olhares estavam fixo n’Ele; todos os ouvidos estavam atentos para não perderem uma só das suas palavras. O homem-Deus relanceou, então, o olhar por sobre a multidão até fixá-lo no governador e nos sacerdotes e disse assim: ‘Aqui me têm. Venho para dissipar dúvidas e desvanecer temores. Venho dizer-lhes que eu não sou a Lei, mas que sou o Amor; que não venho colher, mas venho unicamente semear e que o fruto da semente que hoje atiro à terra não será colhido senão quando se passarem muitos séculos. Venho dizer-lhes que só há um só Deus ao qual devem adorar em espírito e verdade, um Deus único que é meu Pai e que está nos céus. Venho dizer-lhes que os seus deuses e seus templos estão fadados a desaparecer e que sobre as pedras de seus escombros serão levantados outros templos para o saber. Venho dizer-lhes que só há uma religião: o bem, com um só mandamento: amem-se uns aos outros! Eu venho redimir a humanidade por meio do meu amor e do meu martírio. Venho curar os enfermos porque estes precisam do médico da alma. Não me tolham o passo. Deixe-me fazer o bem e deixem que seus meninos se acerquem de mim, pois trago para eles todo o amor de meu pai que está nos céus. Meu pai os quer muito porque as crianças são limpas de coração e será para elas o reino da paz e da justiça. Deixem vir a mim os pequeninos e vocês, outros poderosos da terra, assemelhem-se a elas porque só os limpos de coração entrarão no reino dos céus. Guardem bem minhas palavras: só há uma religião: o Bem, com um só mandamento: amem - se uns aos outros”!
  

 JESUS MUITAS VEZES AQUI:
Os asiáticos veneram, cultuam e possuem como mestre e salvador, o Buda, entretanto, alguns asiáticos conhecem muito sobre o ‘nosso Jesus’. Nesses entrementes incluímos os monges do Tibet e suas fontes sagradas e reveladoras - são escrituras milenares encontradas nos livros antigos e documentos invioláveis.
Jesus é também encontrado e citado por via do campo da metafísica e do Espiritismo Kardecista, desde a raça Atlantes, há mais de 15 mil anos, até os dias de sua existência. Jesus teria sido Numu, Juno, Anfion, Antúlio, Krisna, Buda e, finalmente, o próprio Cristo. Ele teria participado da construção científica - e nunca miraculosa do planeta Terra, há quatro e meio bilhões de anos. Sim! É o que afirmam alguns livros.
            O livro “A Caminho da Luz”, de Emmanuel, diz assim: “Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos de nosso sistema solar, existe uma comunidade de Espíritos puros e eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas da direção de toda a coletividade planetária”.  Nessa comunidade de seres angélicos e perfeitos, Jesus é um dos membros divinos.
            Como disse, os monges tibetanos conhecem essa tradição e denominam os SERES dessa comunidade como “Jardineiros da Terra”, enquanto Emmanuel, em seu livro, os denominam de “Divinos Jardineiros”. Segundo Emmanuel, essa comunidade ANGÉLICA já esteve aqui reunida por duas ‘grandes oportunidades’, ou seja, quando da criação do planeta Terra e posteriormente à face da Terra quando Cristo veio trazer a lição imortal de seu evangelho de amor e redenção; todavia, em missões não menos importantes, encontraremos Jesus aqui no planeta Terra por variadas ocasiões, conforme relatamos acima.
Verdade é que, se Jesus voltasse HOJE ao nosso meio, provavelmente ‘Ele’ não teria o mesmo nome e novamente não seria reconhecido. Na defesa de seus ideais atualizados sem os hiatos da hipocrisia, ‘ELE’ seria novamente pisoteado, humilhado e novamente crucificado pelos Fariseus e Escribas de hoje. Alguém duvida? ELE defenderia as mensagens atualizadas de acordo com as atuais necessidades. Ele condenaria a miséria, os maus políticos, a conduta profana e egoística de religiosos na busca incessante do dízimo para o enriquecimento pessoal; condenaria a omissão, a impunidade, a irresponsabilidade do homem atual frente ao meio ambiente e, provavelmente, reformaria as palavras insensatas de São Tomaz de Aquino e do próprio Aristóteles, que defendiam a soberania do homem sobre todas as criaturas ou seres vivos, fazendo do homem o centro do universo moral sobre todas as coisas. Se Jesus voltasse fisicamente ao planeta Terra, provavelmente reformaria a ideia de céu e inferno; ensinaria que a meta de Deus ao homem é o conhecimento, o aprendizado para a vida sem fronteiras, sem limites; aconselharia as igrejas a não criticarem a ciência, mas sim, a incentivá-la sempre. Em resposta ao seu interlocutor que desejaria saber se no céu caberia todas as almas renegadas, Jesus confirmaria o que Ele disse anteriormente na bíblia e diria assim: “Na Casa de Meu Pai há muitas moradas” e que a ‘Casa de meu Pai’ que tanto me refiro é o universo infinito e que as muitas moradas são, inegavelmente, os milhões de mundos espalhados pelo Cosmo infinito, não nos esquecendo das milhares de dimensões existentes no universo para acolher os irmãozinhos desencarnados porque, quando o homem morre fisicamente, seu espírito não vai para o céu ou para o inferno, mas estará em alguma dimensão que corresponda ao seu entendimento espiritual para posterior volta, como o aluno volta às aulas depois das férias dando continuidade aos estudos e ao aprendizado; reformaria as ideias de que o homem daqui seja o centro do universo, dizendo que essa pretensão é ridícula e que o planeta Terra é apenas um planeta que se encontra no estágio de expiação e sofrimento, sendo, portanto, uma esferinha insignificante em relação aos planetas evoluídos; provavelmente nos diria que o planeta Terra é menos que um grão de areia no meio Cósmico e diria o que disse a Pilatos: “Eu sou Rei, mas não Sou deste mundo. Estou aqui por vontade própria. Estou aqui porque assim desejo, porque, estando aqui, agrado a Meu Pai e ajudo aos meus pobres irmãozinhos terráqueos na escalada da evolução, porque essa é a vontade do PAI e de suas Leis prontas.
            No capítulo 8, v. 12, de João, Jesus dizia assim: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não nadará nas trevas, mas possuirá a luz da vida”. Então, os fariseus disseram: “o teu testemunho não vale porque estás dando testemunho de ti mesmo”. Jesus respondeu: “Embora eu dê testemunho de mim mesmo, o meu testemunho é válido porque eu sei de onde vim e para onde vou. Vocês julgam como homens, mas eu não julgo ninguém; mesmo que eu julgue, meu testemunho é válido porque eu não estou sozinho, pois Meu Pai, que me enviou, está comigo. Na Lei de vocês está escrito que o testemunho de duas pessoas é válido. Eu dou testemunho de mim mesmo e o Pai que me enviou, dá testemunho de mim. Vocês não conhecem nem a mim, nem a meu Pai. Se vocês me conhecessem, também conheceriam meu Pai”.
            Em capítulos seguintes, “as autoridades” dos judeus disseram a Jesus: “Nosso pai é Abraão”. Jesus respondeu: “Se vocês são filhos de Abraão, façam as obras de Abraão”. Então eles replicaram: “Não somos filhos ilegítimos, só temos um pai que é Deus”. Jesus disse: “Se Deus fosse pai de vocês, todos me amariam, pois eu saí de Deus e venho D’ele”. Em outro versículo, Jesus continuou: “Vocês são daqui de baixo, eu sou lá de cima; vocês são deste mundo, mas eu não sou deste mundo”.
            Provavelmente, o maior sofrimento de Jesus tenha sido a hipocrisia em face do atraso moral e espiritual da sociedade que era formada por Fariseus e Escribas. Em João, capítulo 8, v. 52, os judeus Lhe disseram: “Agora sabemos que estás louco. Abraão morreu e os profetas também e tu dizes: ‘Abraão, o pai de vocês alegrou-se quando viu o meu dia’; Ele viu e encheu-se de alegria!”. Então os judeus revidaram: “Ainda não tens cinquenta anos e viste Abraão?” Jesus respondeu: “Eu garanto a vocês: antes que Abraão existisse, ‘Eu Sou’”. Então eles pegaram pedras para atirar em Jesus.
   Para julgar com clareza alguns fatos é preciso ver-lhes todos os lados para perceber todas as consequências. O que Jesus tentava explicar aos judeus é que Ele detinha poderes para comunicar-se com o espírito de Abraão em qualquer momento. Só que Jesus, diferente de nós, não traz consigo o véu do esquecimento e, por isso, carregava na lembrança também, todos os fatos do tempo de Abraão.
    Quando Jesus reencarna ‘eventualmente’ aqui, Ele também se sujeita às Leis naturais que regem o planeta Terra; Todavia, em face de sua particular grandeza espiritual, detentor de atributos inigualáveis, permitindo-Lhe poderes muito acima do homem comum, cujos poderes Ele utilizava para as curas das enfermidades e para as curas das obsessões das pessoas e detinha poderes para saber sobre o passado, sobre os fatos contemporâneos, bem como para saber o futuro da humanidade.
Por isso Jesus teria dito aos Fariseus e Escribas: “antes que Abraão existisse ‘Eu Sou’ – Jesus estava a lhes dizer que Ele próprio já vivia há muitas existências quando Abraão ainda não existia. Ora, Jesus voltou muitas vezes quando foi necessário, reencarnando ao corpo físico com outros nomes para dar prosseguimento á suas intermináveis obras como Mestre e Salvador.
  Uma ou outra obra espírita sempre nos ensina que sem o princípio da preexistência da alma e da reencarnação, a maior parte das máximas do Evangelho é inteligível e inexplicável, por isso deram lugar a interpretações tão contraditórias. Esse entendimento e essa compreensão são as chaves do verdadeiro sentido.

JESUS É UM EXTRATERRESTRE ? 
 Os Espíritos na Gênese, de Kardec, esclarecem-nos para o entendimento lógico quando dizem que: “Tudo o que possa identificar a extensão relativa à estrutura do universo e à grandeza de Deus é de utilidade para a ampliação de nossas ideias. Deus avulta nossos olhos à medida que melhor compreendemos a grandeza de suas obras. Os seres humanos encontram dificuldades em considerar os espaços radiantes que cintilam na amplidão e acham que sejam simples massas de matérias inertes e sem vida; não imaginam que nessas regiões distantes haja magníficos crepúsculos e noites esplendorosas, sóis fecundos e dias transbordantes de luz, vales e montanhas e que múltiplas produções se desenvolvam no horizonte Cósmico”.
Considerando esses infinitos horizontes desconhecidos, harmoniosos e, voltando a Jesus, Ele disse essencialmente o que tinha a dizer: nem mais, nem menos. Ele disse a Pilatos: “Eu sou rei, mas meu reino não é deste mundo”. Em João 8, v. 23, Jesus complementa: “Vocês são daqui de baixo, eu sou lá de cima; vocês são deste mundo, mas Eu não sou deste mundo”.
            Quando Jesus faz claramente a afirmação de não pertencer ao nosso ‘mundo’, essa confirmação textual Ele a faz na bíblia mais de uma vez. Ora! Se Ele diz não ser deste mundo, considerando o novo ponto de vista do homem moderno que não acredita hoje como acreditava ontem em ‘Céu e Inferno’, mas em planetas habitados, em variadas dimensões existentes, na existência do mundo ASTRAL, tese acolhida também pela Doutrina Espírita, pergunto: Jesus seria, então, um extraterrestre?
            Jesus reencarnou aqui no planeta Terra muitas vezes. Diferente do homem, Ele reencarnou na Terra para nos ajudar. O homem reencarna várias vezes para o seu próprio aprendizado e volta sempre com um novo corpo físico, visando dar continuidade ao aprendizado através da escola da vida para a caminhada evolutiva em busca do incansável esclarecimento espiritual e intelectual.
             Alguns livros antigos informam que JESUS esteve aqui como Antúlio, na extinta Atlântida, e ensinou os primeiros passos da espiritualidade superior fundando o “templo da paz” e organizando sistemas que posteriormente os essênios reviveram na Judéia.
            Neste novo século, novo milênio de emancipação intelectual e da liberdade da consciência filosófica, política e religiosa, o direito de exame pertence a todos e as escrituras não são mais a ‘Arca Santa’, a qual ninguém se atrevia a tocar sem correr o risco de ser fulminado. Jesus, na época de Cristo, não podia desenvolver o ensino de maneira completa porque faltava aos homens o conhecimento que só poderiam adquirir com o passar do tempo.
Na primeira grande revelação planetária, Moisés se apresentou para revelar aos homens a existência do Deus único, promulgar a Lei do Sinai e lançar as bases da verdadeira fé a um povo atrasado no entendimento espiritual e intelectual. Para que Moisés tivesse êxito e fosse ouvido em sua árdua missão diante daquela gente rebelde e infiel, o próprio Moisés modelou um Deus rude, cruel, ciumento e às vezes vingativo, quando ordenava que se retribuíssem as ofensas do “olho por olho, dente por dente”.
   Cristo, tomando o ponto de partida de Moisés, se apresentou para a 2ª grande revelação, visando dar um novo rumo para a vida presente e futura à família humana, ensinando o que Moisés não pôde ensinar porque os homens se achavam ainda crianças a engatinhar. Jesus já NÃO apresentava um Deus ciumento, cruel, que regava a terra com o sangue humano, que ordenava o massacre e o extermínio dos povos. Mas, mostrava um Deus clemente, que perdoa, cheio de mansidão e misericórdia e que dá a cada um segundo as suas obras. A nova ordem de Jesus foi: “Amai a Deus sobre todas as coisas e a vosso próximo como a ti mesmo; nisto está toda a Lei”. Entretanto, Cristo acrescentou: “Muitas coisas que vos digo ainda não as compreendeis e teria muitas outras a dizer, mas que não compreenderíeis; por isso é que vos falo por parábolas, porém, enviar-vos-ei o Consolador, o ‘Espírito da verdade’ que restabelecerá todas as coisas e vo-las explicará todas” (João 14,16 e Mateus, capítulo 18). Jesus, por essas palavras, anuncia o agente responsável pela 3ª revelação, agente esse revelador, que são os ‘médiuns’ e que não se resume em um só indivíduo como ocorreu na época de Moisés e do próprio Cristo, ou seja, foram necessários muitos séculos para que os ensinos atingissem as extremidades do mundo. Desta vez, a missão, não estando personificada em um só indivíduo, surgirá simultaneamente em milhares de pontos diferentes do planeta e em mensagens que visam orientar os homens rumo a um caminho mais cristão.
    Esse jeito ímpar de anunciar a nova doutrina de luz é sem dúvida a maneira mais eficaz. Atentemo-nos para a explicação da Gênese, por Kardec, que diz assim: “Esta circunstância, inaudita na história das doutrinas, lhe dá força excepcional e irresistível poder de ação; de fato, se a perseguirem num ponto em determinado país, seria materialmente impossível que a perseguissem em outro país. Em contra posição, a um lugar onde lhe embaracem a marcha, haverá mil outros em que florescerá. Se ferirem um indivíduo, não poderão ferir os espíritos, que são a fonte onde ela tem origem. Se, por acaso, conseguissem sufocá-la em todo o planeta, ela reapareceria pouco tempo depois porque repousa sobre um fato que está na natureza onde não se podem suprimir as Leis da natureza”.
            Voltando ao tema da reencarnação, se o homem não acata hoje a reencarnação como um fenômeno inserido no contexto das leis naturais, o futuro se encarregará, por via da própria ciência, da comprovação do fato. A reencarnação, pelo processo da regressão, já não deixa dúvidas para uma parcela da ciência e suas experiências são enumeráveis. Se a própria ciência quisesse, hoje já poderia anunciar o processo reencarnatório como fato evidente. No gênero temático encontraremos dezenas, talvez centenas de livros científicos relatando as experiências que estão à disposição do leitor nas livrarias de todo o mundo.
A Gênese, por Kardec, nos explica que o espiritismo e a ciência se completam reciprocamente e diz: “A ciência sem o espiritismo se acha impossibilitada de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria. Ao espiritismo, sem a ciência, faltariam apoio e comprovação”.
      Que relação existe entre a regressão e a reencarnação? A regressão comprova, como disse acima, a preexistência da vida física e suas variadas fases, acontecimentos e realizações ocorridas em uma, duas, três ou muitas reencarnações das vidas anteriores. Ou seja, a regressão, por si só, confirma a reencarnação.
      Alguns pesquisadores da área ao praticar a regressão em pacientes, utilizam-se de aparelhos que são ligados ao cérebro visando examinar as variadas faixas que envolvem as conexões entre os neurônios. Os aparelhos ligados mostram que a faixa do cérebro em trabalho se dá na faixa da lembrança e nunca na faixa da fantasia, como inicialmente pensavam alguns estudiosos. São essas e outras práticas utilizadas com repetidas investigações que servirão de provas físicas e autênticas da reencarnação pelo processo científico. Essa prova dará expansão ao desenvolvimento para encontrar respostas para muitas perguntas, bem como apontará caminhos para a solução de doenças tidas como crônicas e incuráveis e que têm como fonte a origem psíquica ou do espírito (ou da alma, como queiram).
      Deus, Jesus e os amigos do plano astral inspiram-nos diariamente ao entendimento das leis naturais para nossa melhor qualidade de vida; porém, tanto Deus, como Jesus não se estressarão se, por acaso, alguma ovelha rebelde ou desorientada se extraviar da observação de suas Leis- o prejuízo será do extraviado. O indivíduo terá muitas reencarnações e bastante tempo para refletir sobre sua própria vida. O universo se acha com 12 bilhões de anos e o planeta Terra possui quatro bilhões e meio de anos, sendo que, da construção do planeta Terra, ‘Jesus’ foi o administrador. Essa afirmação faz parte do acervo das escrituras milenares dos tibetanos. Existe uma lenda que fala de uma Legião (ou Conselho de trabalhadores especiais) que cuidou da elaboração e posteriormente da construção do planeta Terra. O livro “A Caminho da Luz”, obra psicografada por Chico Xavier e ditada pelo espírito de Emmanuel, fala-nos desse Magnânimo Conselho que estaria sob a orientação misericordiosa e sábia de Jesus. Nessa ocasião, elaboraram-se na Terra inúmeras assembleias de operários espirituais, visando o planejamento para a construção do planeta por esses magníficos Engenheiros Cósmicos, solidificando, assim, o planeta Terra. Conta-nos também o livro de Emmanuel que o grande Conselho estelar já esteve aqui por duas grandes oportunidades: a primeira foi para a elaboração e a construção da Terra e a segunda foi quando ocorreu a descida do Senhor à face da Terra trazendo à família humana a lição de seu evangelho de amor e de redenção.
       “Se hoje nos desviamos das verdadeiras mensagens de Cristo e não encontramos Deus por suas obras, encontraremos a divindade, um dia, pela evolução da ciência onde deveria existir convivência harmoniosa para o bem da própria humanidade. A amplitude evolutiva dissolverá, ao longo do tempo, um conjunto de postulados, de rituais vazios e sem compromissos com a verdadeira vida.  Não importa que os homens destruam as maiores ou melhores bibliotecas do mundo ou que queimem a biblioteca de Alexandria, pois a evolução da ciência, por via das leis naturais, se encarregará, um dia, de trazer aos homens a ‘verdade’ nua e crua”.