O
convencionalismo nos hábitos farisaicos, fermentados pela ignorância
espiritual, mantém uma gama de religiosos fiéis à bíblia com tal fidelidade que
se fecham contra uma vírgula que não as contidas na Bíblia. Entretanto, aquilo
que os religiosos das igrejas entendem como revelação, os metafísicos entendem
como premonição. Partindo desse principio de contraste antagônico, os fieis são
os próprios prejudicados. O profeta Isaias já dizia: “Muitos hão de ver sem
enxergar e ouvir sem entender”. Ora! Muita gente desconhece que o berço
educandário da espiritualidade do planeta Terra, onde se originou os primeiros
traços da bíblia sagrada, provém dos egípcios, dos caldeus, dos essênios e dos
hindus - povos pioneiros na ciência do conhecimento esotérico e ocultista,
cujas ferramentas são repudiadas principalmente pelas igrejas protestantes.
Falam do diabo, do demônio, mas não se abrem para as Leis Naturais do universo.
Paranormalidade
existe? Alguns indivíduos são dotados da percepção extrassensorial mais
estimulada - são os sensitivos. Esses indivíduos são conhecidos como
paranormais. Minha proposta é trazer para o leitor, temas que visam estimular
os indivíduos para os assuntos incluídos nas Leis Naturais e despertar nas
pessoas os dons naturais que cada um carrega, orientando-os para os horizontes
além das fronteiras bíblicas e demonstrar na força da natureza, os planos de
Deus e que o demônio é fruto da imaginação.
As
experiências laboratoriais no mundo científico são constantes, mas os resultados
ainda são acanhados. Os efeitos mais acelerados despontarão quando os
cientistas utilizarem os indivíduos dotados da percepção extrassensorial para
os testes laboratoriais a fim de desvendar mistérios no campo da
parapsicologia.
Pois bem! Ninguém nunca irá perder
o que não possui, mas se alguém possui um desses atributos - clarividência,
psicometria ou telepatia - inegavelmente haverá um motivo justo dentro das leis
naturais permitindo esse presente a esse indivíduo. O espiritismo é, ainda, a
chave para muitas respostas. No campo da metafísica encontraremos também muitas
explicações sobre esses fenômenos que não podem e nem devem ser excluídos das
leis naturais. A compreensão da presciência, da premonição, do presságio e da
radiestesia (que consiste, entre outras possibilidades, encontrar água no solo
por meio de uma varinha de aveleira ou de pessegueiro), são atributos
permitidos. Deus, às vezes, permite levantar uma ponta do véu a um ou outro
visando preparar o caminho de muitos para que alguém esteja pronto para agir.
Se tais fenômenos não ocorreram com todos é porque poderia ser prejudicial à
coletividade. Tudo aquilo que possa prejudicar ou anular o livre arbítrio desse
ou daquele é afastado por força das leis naturais que regem o universo.
O
grau de habilidade do indivíduo nesse campo ainda desconhecido pela ciência é
proporcional à depuração desse indivíduo em relação aos demais. A Gênese, por
Kardec, nos informa que a um espírito adiantadíssimo é possível enxergar alguns
milhares de anos na frente. Diante desse espírito, os acontecimentos não se
desenrolam sucessivamente como os incidentes a que se sujeita um viajante na
estrada, pois esse espírito, adiantadíssimo, vê simultaneamente o começo, o
meio e o final da viagem.
Kardec informa, ainda, que se sairmos do
âmbito das coisas puramente materiais e entrarmos no pensamento do domínio da
vista espiritual, veremos o mesmo fenômeno se produzir em maior escala. Por
exemplo, o Espírito desmaterializado e mais elevado na hierarquia espiritual
possui atributos que superam, em muito, um homem que permanece em cima de uma
montanha em poder de um binóculo. O espaço e o tempo não existem para esses
espíritos. Com relação a nós, seres comuns viventes do plano físico que
dispomos apenas dos olhos físicos, as vistas tornam-se circunscritas, limitadas
e enxergamos do mesmo modo como se ocorresse um nevoeiro que ocultasse a nossa
vista, impedindo-nos de enxergar mais adiante.
Assim ocorrem as premonições. É
assim, por exemplo, que Cristóvão Colombo anunciou previamente sua meta e logo
depois alcançou seus objetivos. É assim que uma mãe pressente, no interior de
sua casa, alguma coisa que está para acontecer com o seu filho que se acha em
algum lugar lá fora; ela prevê, pela premonição, algum acontecimento trágico ou
bom. Desses dons ou atributos, principalmente da clarividência, da psicometria
e da telepatia, discorreremos a seguir.
Quando recebemos mensagens
telepáticas é como se estivéssemos ouvindo um rádio; quando estamos recebendo
mensagens da clarividência é como se estivéssemos vendo uma imagem como se vê
na televisão, sendo que a mesma pode, às vezes, vir em cores.
CLARIVIDÊNCIA
Na clarividência, quem vê é o
espírito do clarividente; este deixa seu corpo físico e caminha até onde se
acha a “imagem” que foi buscar, dando-lhe a impressão de que a imagem se acha
ali naquela bola de cristal em cima da mesa, mas, na verdade, ele foi ao
encontro da imagem. Para o acesso ao processo da clarividência o indivíduo
entra em estado de sonambulismo. Nesse momento o espírito é inteiramente ele
mesmo como se não existisse o órgão da matéria, cujo corpo se encontra em
estado cataléptico, hipnótico ou de torpor, não percebendo, portanto, as
impressões exteriores, conforme explica o Livro dos Espíritos. Nesse estado, o
espírito se acha mais independente e mais livre do que quando está em sonho. Os
achados na pesquisa da clarividência não são infalíveis e dependem do grau de
perfeição ou evolução em que se encontra o espírito do clarividente.
A clarividência tem origem no lugar
em que chamamos de terceiro olho e que se localiza acima do nariz, entre os
olhos. É diferente da telepatia, que é como se ouvíssemos o rádio ou o som.
Como disse, na clarividência veremos a imagem. O candidato à clarividência
necessitará de uma bola de cristal, podendo ser também uma pedra de cristal. A
clarividência é um atributo da alma e sem essa qualidade natural não há como
ser um clarividente.
No livro de Lubsang Rampa, Você e a
Eternidade, encontraremos a explicação detalhada de como se vê na bola de
cristal. Tal possibilidade não é milagre e nem fantasia - e nem é um fato
diabólico. É fato real e está inserido nas leis naturais. Diz Rampa que muitos
dos maiores clarividentes e telepáticos apresentam alguma deficiência física,
portanto, o sofrimento pode muitas vezes aumentar a cadência vibratória e
conferir maior poder a essas pessoas. Quanto à clarividência, há um natural
desuso ou desinteresse natural. Ainda que esse fenômeno se encontre
intrinsecamente ligado às leis naturais, há um abandono ou descrença da
sociedade por ele devido a espertalhões que se aproveitam da inocência e da boa
fé das pessoas e da aparente fantasia ou da magia em que se dá o fenômeno; por
isso mesmo, ninguém quer perder tempo indo a uma loja a procura de uma bola de
cristal para comprar, no intuito de colocar à prova a veracidade ou não do
fenômeno.
Psicometria:
A
psicometria é também, assim como a telepatia e a clarividência, uma faculdade
mediúnica e não uma faculdade comum. Exige-se, portanto, bastante sensibilidade
e treinamento do medianeiro para o alcance desse campo. Os orientais e os
monges do Tibet conhecem esse fenômeno como “Registro akashico” ou “akasa”.
No livro Elucidações do Além,
Ramatiz nos informa que a psicometria é a faculdade de algumas criaturas em ler
psiquicamente, em contato com objetos ou coisas, acontecimentos ou cenas a que
os mesmos objetos assistiram. A psicometria consiste em fazer a leitura da aura
dos seres ou das coisas por intermédio das pessoas dotadas dessa especial
sensibilidade, ou seja, de um hipersensitivo. Ramatiz diz mais: “Em torno de
cada objeto, animal, planta e do próprio homem existe uma ‘aura’ invisível e
receptora que capta, registra ou fotografa na sua ‘chapa’ etérea todas as
imagens ou vibrações que ocorreram na sua presença”. Ramatiz diz que, assim
como gravamos fitas, discos e outros, o éter cósmico grava ou registra todos os
fatos circunjacentes, desde a queda de uma folha seca que chega ao chão até a
violência do furacão. Capta-se, por meio da lei natural, a mais sutil vibração
causada por um gesto ou um pensamento. Tudo isso permanece eternamente fixado
na tessitura delicada do éter, um tipo de faixa vibratória que poderíamos
denominar de “campo refletor”. Ele também diz que sons, odores e demais
frequências vibratórias são fenômenos que, no futuro, quando a nossa ciência
estiver uníssona com a fé que remove montanhas, tudo isso poderá ser captado
através de aparelhos indescritíveis aos nossos conhecimentos.
Em algum capítulo do meu livro, eu
disse que não importa que os homens queimem os grandes livros ou as maiores
bibliotecas do planeta. Algum dia, no futuro, haveremos de ver toda a produção
da história sem desvio, enganos, mentiras ou fantasias; veremos tudo isso com
som e imagem dos acontecimentos históricos dos habitantes do planeta Terra.
Voltando ao tema, quais os recursos que melhor auxiliam o desenvolvimento do
psicômetro para o êxito de seu trabalho? Ramatiz, no mesmo livro, responde: “Os
principais elementos necessários ao psicômetro são habituar-se à meditação,
dominar bastante as sensações pessoais para ter bom controle mental e aprender
a isolar-se do mundo físico numa espécie de auto - hipnotização a fim de
tornar-se um núcleo receptivo e captador de vibrações psíquicas”. A afinidade e
a qualidade do perispírito, como eu sempre tenho dito em minha obra, irá se
tornar cada vez mais determinante, mais transparente e sensível para auscultar
o éter-Cósmico.
Telepatia:
Segundo Napoleon, a telepatia poderá ser
comprovada pela massa humana nos grandes acontecimentos da vida. Por exemplo:
com o começo de uma grande guerra á nível mundial ou mesmo com o fim da
referida guerra. Napoleon Hill, pelo seu livro ‘A Lei do Triunfo’, conta o
episodio, se apresentando como prova do fato ele próprio, narrando assim:
“No dia do armistício da primeira
grande guerra mundial, em 1918, tive prova abundantes para demonstrar a
realidade do princípio da telepatia, em escala tal como jamais o mundo
presenciara; Lembro-me perfeitamente da impressão que me causou aquele dia
memorável; Tão forte foi essa impressão que acordei às 3 horas da madrugada
como se alguém me sacudisse com violência; Sentei-me na cama e senti que alguma
coisa de extraordinário havia acontecido e, tão estranho e irresistível foi o
efeito de tal sensação que me levantei, vesti-me e saí pelas ruas de Chicago,
onde todos perguntavam: o que teria acontecido de extraordinário?
Acontecera o seguinte: milhões de
homens tinham recebido instruções para cessar fogo e sua alegria conjunta
pusera em movimento uma onda de pensamentos que se alastrou por todo o mundo e
que se fez sentir em todos os cérebros normais, capazes de registrar uma tal
onda. Talvez, nunca, na historia do mundo, tantos milhões de pessoas tenham
pensado a mesma coisa, da mesma maneira, ao mesmo tempo. Por uma vez na
história, todas as pessoas sentiram alguma coisa em comum e, o efeito desse
pensamento harmonizado foi a psicologia da multidão que se alastrou por todo o
mundo”, finalizou.
Para
o acesso ao processo da telepatia não se faz necessário o uso nem mesmo de uma
agulha. A sociedade não percebe, mas a todo momento fazemos uso desse meio ou
instrumento de comunicação, que é muito mais comum e natural no seio da
família. Por exemplo, uma dona de casa entrega ao seu marido, que se dirige ao
trabalho, uma conta de energia elétrica que está para vencer naquele dia e que
deve, portanto, ser impreterivelmente paga. Em dado momento, em seu emprego,
ele se lembra primeiro da esposa, exatamente porque ela é o agente comunicador
e depois ele se lembra da recomendação para que ele não se esqueça de pagar a
conta. Aquele momento da lembrança é o exato momento da factual comunicação.
Fatos
assim se dão a todos os momentos. No entanto, essas qualidades tão cedo serão
comparadas às habilidades da raça de gigantes preexistente ao período da Torre
de Babel. Porém, a cada dia mais quantidades de pessoas vão estar aptas ou
familiarizadas com esses fenômenos porque, a cada dia vivido, estaremos mais
evoluídos permitindo, por isso mesmo, mais qualidades e mais desprendimento do
espírito.
Existe
uma lenda, no Tibet, que diz que um dia todo o ser humano do planeta Terra
possuía o dom da telepatia e da clarividência. Essa passagem é também, em
outras palavras, descrita na bíblia, na parte da Gênese, capítulo 11, v. 5, que
diz: “Então Javé desceu para ver a Cidade e a Torre que os homens estavam
construindo e disse: ‘Eles são um povo só e falam uma só língua. Isso é apenas
o começo de seus empreendimentos. Agora nenhum projeto será irrealizável para
eles. Vamos descer e confundir a língua deles para que um não compreenda a
língua do outro’”.
Como
eu já havia dito em outro capítulo, deixar de falar uma só língua - nunca, em
lugar algum, poderá ser traduzido ou interpretado como prejuízo ou castigo.
Nota-se que o capítulo é bem claro: “para que um não compreenda a língua do
outro”, ou seja, na ação, o próprio capítulo indica uma punição, um castigo.
Essa mensagem é clara e irretocável. A linguagem transmitida pelo pensamento
(pela telepatia), não possui pátria ou língua própria porque a comunicação é
realizada pelo pensamento através da simbologia, ou seja, uma rosa vermelha é
uma rosa vermelha em todos os cantos do mundo. Os próprios espíritos, ao
transmitirem as suas mensagens aos médiuns, eles o fazem pela transmissão do
pensamento, utilizando-se da telepatia, ainda que o espírito fale francês ou
inglês e o médium fale apenas o português.
Em
menor ou maior grau, nós próprios somos transmissores e receptores de ondas
mentais. Portanto, se desejamos informar a um transeunte vacilante para se
precaver porque há uma serpente perigosa no caminho por onde ele irá passar, em
qualquer idioma mental a mensagem será sempre a mesma.
É fácil: os gigantes
(apenas os gigantes) possuíam e utilizavam a linguagem universal da telepatia e
da clarividência, para se comunicarem e isso lhes dava poder. Tal como a
própria bíblia diz: “Isso é apenas o começo de seus empreendimentos; agora,
nenhum projeto será irrealizável”. Por isso o castigo, a punição.
Os Tibetanos conhecem essa passagem bíblica
como “O Pecado Original” e não como Torre de Babel, tal como aponta a bíblia.
Todos esses dons que entendemos
como sendo do campo da metafísica são atributos adquiridos pela evolução do
Espírito, que é compartilhada uniformemente com o perispírito, ou seja, a
natureza do envoltório perispirístico estará sempre em sintonia ou em relação
com o grau de adiantamento moral do espírito. Por esse motivo os gigantes foram
deserdados dos dons da telepatia e da clarividência.
A Gênese, por Kardec, nos informa
que os espíritos inferiores não podem, a bel-prazer, passar de um mundo para o
outro para que eles não saiam do meio que lhes é próprio. Diz ainda: “nessa
categoria deve-se incluir aquele, cujo perispírito é tão grosseiro que ele o
confunde com o seu próprio corpo carnal, razão pela qual logo após a morte física
continua a crer-se vivo”. Em algumas obras espíritas encontraremos a informação
clara de que nossa qualidade de vida está intrinsecamente ligada à qualidade de
nosso perispírito. Essa informação é pertinente para desenrolar o meu
raciocínio no capítulo da telepatia.
Como diz claramente na
bíblia, no capítulo da Torre de Babel, por castigo alguém perdeu algo - e
ninguém irá perder o que não possui. Direi com todas as letras: alguém perdeu
os dons da telepatia e não foram os terráqueos, mas, apenas e tão somente, os
gigantes, cuja raça é mencionada na bíblica e no livro ‘Exilados de Capela’.
Enfim, o que lhes fazia diferentes
e superiores aos habitantes da Terra era o seu tamanho descomunal e
provavelmente os dons naturais da clarividência e da telepatia. Foi essa
qualidade que um dia Javé lhes tirou. A Torre de Babel simbolizava uma super
potência de um período deformado pela exploração e pelo domínio sobre um povo
submisso; esse povo submisso são os terráqueos primitivos e originários da
Terra. O próprio fenômeno da Torre de Babel, como disse, indica uma punição.
VIAGEM ASTRAL
Segundo
algumas obras espíritas e outras da metafísica, o mundo astral se acha aqui mesmo
e é apenas uma separação do estado vibratório que separa o nosso mundo físico
do mundo astral. Lobsang Rampa, no livro A 3ª Visão, diz que seu povo nunca
aceitou a doutrina de que o planeta terra seja o único planeta habitado por
forma humana e inteligente. Eles acreditam que noutros mundos se encontre
formas vivas mais aperfeiçoadas cuja espécie não se diverte lançando bombas
atômicas para matar pessoas. O lama mestre de Rampa contava para aquela
comunidade de monges que determinada noite ele mesmo havia estabelecido
comunicação telepática com o carro dos deuses, pois é assim que eles denominam
aquilo que chamamos de OVNI. Na comunicação, disseram que estavam
observando-nos no mesmo espírito, com o qual os humanos utilizam-se para
visitar um jardim zoológico e observar os animais selvagens e perigosos.
Na arte da levitação, em viagem
astral e, em outros fenômenos no campo da metafísica, os monges são peritos. A
viagem astral é uma prática comum entre eles.
O incentivo a essas experiências é saudável e de certa forma
desmistifica e separa os dons naturais do homem, as questões do campo da
religião tais como, céu e inferno. Seria saudável se grupos de jovens,
religiosos ou não, colocassem em prática a viagem astral, com o respeito que
merecem todas as coisas das leis naturais, para comprovar a evidência do
fenômeno. Pessoalmente, não possuo a experiência das viagens astrais, porém,
penso que seja como andar de bicicleta, ou seja, se aprende e nunca mais se
esquece. Convivi longo período com uma teimosa depressão; essa temporária
incompatibilidade emocional tirou-me aquele período de exaltação e de
experimentos sobre as questões da metafísica.
É bom que o iniciante esteja completamente livre de perturbações
mentais. Esse dom já foi muito utilizado em um passado remoto e fala-se ainda
que ele seja muito utilizado pelos habitantes de planetas mais adiantados. Como
disse antes, sugiro essa prática aos jovens das variadas igrejas como incentivo
às pesquisas no campo religioso, alertando que leiam, aprendam nos livros,
consultem as pessoas habilitadas no campo da metafísica e pratiquem os
exercícios com o merecido respeito às leis naturais como qualquer outro
exercício a ser praticado. Verificaremos que todo cuidado é pouco e que a
viagem astral requer prática e, acima de tudo, requer isolamento seguro para
que ninguém moleste seu corpo físico quando este se achar separado do espírito,
além de garantir a segurança para que ninguém penetre no quarto enquanto você
se achar fora do corpo físico, pois, do contrário, o resultado poderá ser
arriscado.
Na viagem astral o corpo fica
inerte na cama enquanto o espírito viaja. Segundo Rampa, poderemos ir aonde
quisermos, até mesmo a outros planetas. Contudo, encontraremos explicações
sensatas e equilibradas em obras espíritas onde os amigos nos alertam para as
limitações fluídicas do PERISPÍRITO em relação à viagem aos planetas mais
adiantados, ou seja, em outros planetas mais adiantados não poderíamos penetrar
por conta da qualidade de nosso perispírito.
Como eu dizia acima,
na viagem astral o espírito abandona o corpo físico, porém se mantém ligado ao
corpo por um fio incorruptível e inquebrantável enquanto viajamos sem perigo de
extravios. A segurança dessa “viagem” é sustentada pela atração magnética que
liga o corpo ao cordão umbilical. Fazer a viagem astral é fazer espontânea e
conscientemente o que fazemos todas as noites quando vamos dormir, por força
das leis naturais, ou seja, todas as noites nosso espírito sai do corpo e fica
ligado apenas pelo cordão de prata ou pelo cordão umbilical, nome comumente
utilizado pelos espíritas. Os orientais, em especial os lamas do Tibet,
empreendem-se nessas viagens inteiramente conscientes.
Esses,
ao regressarem ao corpo físico, se lembram integralmente de tudo que fizeram e
do lugar onde estiveram; diferente dos ocidentais que, embora saiam do corpo
todos os dias enquanto dormem, trazem minguadas lembranças dos sonhos
ocorridos.
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