sábado, 27 de outubro de 2012

EXISTE O MILAGRE? - cap. XIV


Quando se fala em ‘milagres’, o fanatismo triunfante da irracionalidade toma conta da vida de fieis e de religiosos em todo mundo.
Até então a igreja católica era soberana. Hoje os conceitos são divididos por outras igrejas ao longo do planeta, onde comungam em igualdade na busca incessante do milagre como cunho chamativo e libertador. O fato é que as igrejas e seus dirigentes perderam o bom senso e se afastaram da fraternidade no entendimento do sentimento puro do cristianismo da era Cristã. A briga por milagres dentro das igrejas virou ‘business’.
Sobre o milagre, Albert Einstein, certa vez, argumentou:
“Existem apenas duas maneiras de ver a vida. – Uma é pensar que não existem milagres e a outra é que é tudo milagre”.
 Em se tratando do planeta Terra, Einstein estaria dizendo que o milagre está na harmonia da natureza, no cantar dos pássaros, no alvorecer das manhãs de primavera, na beleza e nos cheiros das flores, nos sabores dos frutos, no barulho das cachoeiras, nas produções múltiplas da natureza, nos mistérios da fecundação e diria que tudo isso parece milagre, mas que tais fenômenos extraordinários fazem parte das Leis Naturais que regem o planeta ‘Terra’ e não são milagres.
Veja o que diz a Gênese por Kardec sobre a natureza:
“É pelo instinto é que a planta procura o ar e a luz do sol e se volta para a água e para a terra em busca do nutriente; esse instinto dirige as plantas trepadeiras para que se agarrem em torno daquilo que lhes servem de apoio. É pelo instinto que o pássaro faz o seu ninho, que o João de barro constrói a sua casa, que o cachorro procura o capim ou a folha verde que cura seu intestino”; Einstein novamente diria: - tudo isso parece milagre, mas encontra ‘causa e efeito’ nas Leis Naturais, instituídas pelo ‘Pai’ para governar o planeta Terra.
   No tocante ao universo, Einstein recitaria partes dos versos que compõe a Via Láctea do Evangelho Segundo o Espiritismo, e diria assim:
“Não vejais, pois, em torno de cada um dos sóis do espaço, apenas sistemas planetários semelhantes ao nosso. Não vejais nesses planetas desconhecidos apenas os três reinos que se ladeiam ao nosso derredor. Pensai, ao contrário, que assim como nenhum rosto do homem se assemelha a outro em todo o gênero humano, também uma portentosa diversidade, inimaginável, se acha espalhada pelas moradas eternas que vagam nos seios do espaço” e, continuaria:
 “Do fato de que a ‘nossa’ natureza animada começa no zoófilo para terminar no homem, de que a atmosfera alimenta a vida terrestre, de que o alimento líquido a renova incessantemente e de que as ‘nossas’ estações fazem com que se sucedam nessa vida os fenômenos que as distinguem, não concluais que os milhões e milhões de plantas que gravitam pela amplidão sejam semelhantes à que habitamos. - Longe disso, aqueles se diferem de acordo com as diversas condições que lhes são prescritas ,e de acordo com o papel que a cada um coube no cenário universal. As diversificadas flores de admiráveis parques, são pradarias variegadas de um imenso mosaico”. Einstein finalizaria, assim: - Tudo isso parece milagre, mas faz parte de Leis de natureza específicas, instituídas para atender as necessidades de outros planetas que habitam o imensurável ‘Universo’...
A luz da compreensão tem seu brilho próprio de acordo com a escuridão do momento. A infância espiritual do indivíduo no período do cristianismo não permitia a mesma clareza interpretativa de hoje, dado a precariedade cultural, filosófica e didática, considerando que as mensagens bíblicas foram construídas com as lentes das possibilidades, dos deslumbramentos, porquanto, os abnegados autores bíblicos anotavam em seus pergaminhos as realizações que mais lhes vislumbravam no que se referia á sua periférica idealização. O espírito de Tolstoi, identificado abaixo, diz em seu livro que narrativas belíssimas perder-se-iam se não fosse autorizado a relatá-las sob beneplácido maior.
O próprio Jesus anteciparia essa desatualização no capítulo de João 15, v 16, onde constataremos essa verdade.
Jesus não curou todos os enfermos, mas não deixava de atender as aflições das pessoas no tocante as necessidades reencarnatórias. Todavia, quando Ele curava o doente, Ele proferia sempre o salutar conselho: “Vai e não tornes a pecar, para que não te suceda mal maior’... Ora, os espíritas são agraciados com obras magníficas, psicografadas, desde a Doutrina Espírita que teve inicio em 1.857. Não menos, obras contemporâneas ditadas por Espíritos, tais como: Leon Tolstoi, Vitor Hugo com seus romances extraordinários e tantos outros autores do mundo espiritual, cujas fontes, em uníssono com as mensagens bíblicas, onde confirmaremos, com clareza que cada indivíduo vive pelo que planta e somente colhe o que se plantou, ou seja: a cada um será dado segundo suas obras.
Sobre milagre, o livro ‘Retratos de Nazaré’, ditado pelo Espírito de Léon Tolstoi, diz assim:
“Em pranto piedoso, as lágrimas descendo mansamente pelo exausto rosto, quando a jovem mãe estendera em sua direção o filhinho nos estertores da morte e ‘Ele’ confirmara que seria melhor deixá-lo ir... conquanto visualizasse o pretérito delituoso de cada alma e os laços que as envolviam, nem por isso deixava de entender e respeitar a dor da desesperada mãe... assim com consoladora voz, dissera: - Filha, é melhor que tua criança abandone o corpo físico para que futuramente possa almejar melhores condições encarnatórias. Deixando-a ficar, permitindo sua permanência por mais tempo na carne, estarei impedindo importantes mudanças, imprescindível a seu progresso espiritual. Além desta vida, existe um mundo onde a alma se refaz e haure forças e conhecimentos para prosseguir na trajetória evolutiva. Acredita-me! Breve o terás de volta nos braços, em nova roupagem terrena e poderás amá-lo e com ele conviver novamente... Por enquanto, tudo seguirá o rumo previsto... Que o Pai abençoe a ambos!”
Ora, Jesus não veio carregar a cruz da humanidade, mas - como mestre, veio  nos ensinar a carregar a nossa própria cruz, o nosso próprio fardo. Haveremos de colocar em prática nossas escolhas, nosso livre arbítrio, pois não somos bonecos teleguiados. Assentamos no banco da ‘escola’ ao abrir os olhos pela primeira vez e permaneceremos no banco até o derradeiro suspiro. Ao reencarnarmos, voltaremos com outra roupagem física, dando continuidade ao aprendizado, tal como a criança volta das férias.
             Deus tudo pode, mas não fará tudo que pode em respeitos às suas inalteráveis Leis. Jesus tudo pode, mas respeitará as Leis naturais invariáveis do PAI e não fará aquilo que venha mudar a natureza dos fatos.
Uma personagem do livro ‘Perdôo-te’, obra psicografada por Amália Domingos Soler e que trata das variadas existência de Madalena, - a mesma Madalena do período de Cristo, diz assim sobre um fenômeno tido como fato milagroso: “Jesus poderia participar da criação do mundo, mas não dar vida a um corpo morto em decomposição, onde cada molécula já se acha desorganizada e onde a coesão já não existe, já que, cada partícula busca separadamente seu centro de atração - Mudar esse comando é alterar o processo inexorável das Leis Naturais”. Inegavelmente a personagem esteja se referindo à ressurreição de Lázaro.
A pesca milagrosa:
            Jesus disse a Simão: Avança para o mar e lança tuas redes de pescar. Respondeu-lhe Simão: - Mestre, trabalhamos a noite toda e nada apanhamos, contudo, pois que manda, lançaremos a rede. Tendo-a lançado, apanharam tão grande quantidade de peixes que a rede se rompeu. Acenaram para os companheiros que estavam no outro barco a fim de que viessem ajudá-los. Eles vieram e encheram de tal modo os barcos que por pouco estes não submergiram: Lucas – cap. 5 – v. de 1 a 7.
Ora, o medo da profanação, o medo da imposição das igrejas, o medo de Deus e do castigo, não permitiu ao homem a liberdade da interpretação intuitiva que o afastou da amplitude universal das possibilidades, mas que a própria maturidade do homem de hoje exige essa reflexão para receber nova orientação. O homem ainda prefere aceitar os fenômenos naturais, titulando-os como fatos milagrosos, sem exame profundo da situação. Veja bem, se Jesus promoveu o milagre de colocar peixes onde não havia, porque, então, Ele não facilitou a vida dos decanos e cansados pescadores e remeteu-os logo para as margens do famoso lago? Ora, para que Jesus pudesse dar vida aos peixes, Ele teria que organizar as moléculas, combinar as partículas e buscar a coesão da atração para formar a vida dos peixes.
Para desenvolver todo o meu raciocínio, devo utilizar o livro, a 3ª Visão de Lubsang Rampa, onde ele fala sobre a sua 3ª visão, cuja faculdade lhe foi permitido através de uma cirurgia promovida pelos famosos monges do Tibet. Por via dessa visão excepcional, ele enxergava a aura das pessoas, as doenças dos indivíduos e outras excepcionalidades.
            A Gênese por Kardec, denomina essa qualidade como dupla vista. Com essa dupla vista ou visão excepcional acima de qualquer vivente, Jesus enxergava claramente no fundo do mar, os peixes, cuja vista nua e desarmada permitia ver as doenças das pessoas, bem como assistir até seus pensamentos. Por essa visão inigualável, Jesus enxergou os peixes na lagoa e mandou que Pedro avançasse ao local para apanhar os peixes.
Pesca, ainda.
             Bem! Se não existia peixes ali até aquele momento, conforme Pedro havia afirmado, como Jesus os enxergaria?
Ora, a espiritualidade, na medida do possível, oferecem-nos luzes de acordo com a escuridão do momento, mas não nos esclarece tudo, incentivando-nos a utilização de nossa intuição para algumas incógnitas. Pois é com a utilização dessa ferramenta utilitária que se chama intuição é que eu me arrisco a acrescentar fatos que ainda não foram argumentados sobre a pesca referida; antes, porém, devo dizer que na obra do ‘Evangelho Segundo o Espiritismo’, não se comenta muito a vontade, as qualidades de Jesus, embora revela-se nas entre linhas, um Jesus muito acima das qualidades do homem comum, conferindo à Ele, imensa força magnética, cuja ferramenta Ele utilizava com enorme sabedoria e competência para curar os enfermos do corpo e da alma.
 Para encontrar os peixes, Jesus utilizaria seu inigualável poder para conduzir da ‘periférica’zona marinha, os peixes pelo encantamento do magnetismo, cujo momento Ele ordenaria a Pedro que retornasse ao lago (ao mar), ou seja: ao local indicado para atracar-se com os cardumes que, pelo encantamento, para ali se dirigiam em quantidade abastada.
Meus leitores observarão que não estou tirando nenhum mérito de Jesus, pelo contrário, aos sobreviventes do novo século, do novo milênio, através das obras mediúnicas, pelos Espíritos iluminados, trarão à tona, com a permissão de Jesus, fatos inusitados e surpreendentes, onde descobriremos um Jesus infinitamente maior e mais iluminado.
Mas, propor novos caminhos, novos horizontes aos fiéis, não é tarefa fácil de desempenhar para nenhum cristão. Invariavelmente o fiel ou o religioso traz consigo uma tradição perpetuada com fórmulas e ritualismos divorciados da independência filosófica.
Napoleon Hill pelo seu livro ‘A Lei do Triunfo’, diz assim sobre ideias novas: “Alguma coisa na natureza humana nos faz sentir o choque das ideias novas; Não gostamos de ser perturbados nas nossas crenças e preconceitos; Muitos dentre nós atingimos a um estado de hibernação, e vivemos alimentados pela gordura de antigos fetiches; Se uma nova ideia invade nosso covil, levantamo-nos, rugindo, do nosso sono de inverno”.
Ramatiz repete o mesmo sentido interpretativo de Napoleon, porém, fazendo uso de outras palavras para dizer o seguinte: “um aposento só pode receber mobília nova depois de convenientemente desimpedido da mobília velha”. Diz mais: “é sumamente doloroso para o homem libertar-se dos seus condicionamentos religiosos pretéritos; sangra-lhe o coração quando precisa divorciar-se do que lhe tem sido tão familiar para admitir-se aos conceitos novos e desconhecidos. A mensagem estranha é aparentemente insegura porque pertence a outro movimento destruidor das velhas tradições”.
Como disse, os meios que nos cercam nos impede uma melhor compreensão para alguns fatos da vida e não nos permite outro entendimento que não seja acatar um ou outro fato como fato milagroso. Citarei um episódio como exemplo: Uma criancinha, ainda inocente para a vida, despenca do 6º andar de um prédio e é amortecida pelos emaranhados de fios da rede elétrica que se encontra abaixo, escapando de morte certa. No caso em tela é compreensivo o desabafo da sociedade e não há em nenhum vocabulário, substitutivo para a palavra milagre como expressão inequívoca desse relato tão surpreendente.
Contudo, cabe uma pergunta: e aquela criança que ‘não’ foi amparada pela rede elétrica e encontrou o chão como única alternativa, perdendo a vida de modo tão trágico, envolvendo o sofrimento dos pais e de toda a família, incluindo o sofrimento de amigos e parte da sociedade? Ora, qualquer privilégio seria preferência e toda preferência não seria uma injustiça? Pergunto: Deus seria injusto com alguns de seus filhos? As explicações não estariam nas Leis Naturais? Na Lei do Carma? Na Lei de Causa e Efeito? Outro fato: se uma criancinha, por efeito de uma paralisa ‘infantil’ ou ‘cerebral’ se vê o resto de sua vida em uma cama, pergunto: o que teria feito essa criança na presente vida para merecer enorme expiação?
Por via de uma obra psicografada que se encontra em meu livro, Jesus certa vez confirmou o que diz um texto bíblico, com a seguinte recomendação: - “Deixem vir a mim os pequeninos porque as crianças são limpas do coração, meu Pai as quer muito” Ora, em São Paulo, uma instituição de apoio aos portadores de câncer em crianças, acolhe, em média, 200 crianças de todos os cantos do Brasil, para o tratamento, cujo tratamento alcança a cura de 70% dos doentes. Vemos que até mesmo as crianças se sujeitam a aplicação das Leis divina. Embora a cura atinja 70%, nenhum desses pacientes recebem a cura sem antes confrontar com todo tipo de sofrimento. Pergunto: o que teriam feito essas crianças na presente vida para merecer enormes sofrimentos? Se existisse o tal do milagre sobrenatural ou, excepcional, conforme religiosos e fiéis anunciam, qual explicação encontraremos para nos conformar com a determinação de Deus que acolhe a maioria das crianças - mas, que, permite alguns pequeninhos, ainda inocentes para a vida - se consumir pelo câncer? Ora, Não são todos filhos de Deus?  Ou será que Deus é injusto com alguns filhos?
Curas acontecerão a qualquer momento, em qualquer lugar, por força da ação do magnetismo extraído dos fluidos universal, utilizando-se das ferramentas que denominamos de fé, de oração, do jejum e do ‘merecimento’. Pois, cada um irá receber aquilo que plantou, nessa vida ou na encarnação passada. Aí reside toda explicação.
Um ou outro acontecimento estranho ao nosso entender, poderíamos chamar de fato ‘milagroso’; contudo, não se trata de uma ação mágica, excepcional, ilusionista ou sobrenatural como defendem religiosos e fiéis, mas são efeitos da ação das energias do universo, ancorado nas Leis imutáveis.
A explicação da palavra milagre, no sentido teológico constante de nosso dicionário, diz assim: fatos não explicáveis pelas Leis da natureza e que se atribui à causa sobrenatural. Etimologicamente, a palavra milagre significa: admirar, admirável, coisa extraordinária, surpreendente. Na compreensão das massas, um milagre implica na ideia de um fato extranatural. Há ainda, teólogos e religiosos que explicam o fenômeno chamado ‘milagre’ como derrogação das Leis Naturais, por meio da qual Deus manifesta seu poder. Pelo dicionário da língua portuguesa, o significado da palavra derrogação, terá como sinônimo as palavras abolição ou revogação.
Ora, não há na Lei divina, as palavras derrogação, abolição ou revogação; Deus não revogaria uma Lei Sua, pronta há bilhões de anos para adiantar um sorriso ou atrasar uma lágrima, porque revogar Sua Lei pronta, significa reconhecer um equivoco Seu. Deus não necessita manifestar seu poder, promovendo um efeito insignificante, sobrenatural ou extranatural. Observe o universo: os quasares se encontram acima de treze bilhões de anos luz, distante da Terra. O fato de não sabermos nada além dos limites determinados pela ciência, deve-se aos nossos acanhados observatórios.
Uma possível cura de uma enfermidade, grave ou não, poderá ocorrer dentro de sua própria casa ou até mesmo no interior de uma igreja, qualquer que seja a religião do indivíduo. O merecedor da cura será curado por um chá caseiro, pela benção de um curandeiro, pela intercessão de um padre ou de um pastor, pela água benta ou fluidificada, pelos medicamentos de um médico ou até pelo sopro de um anjo ou pela ação de um espírito de luz. A cura ocorrerá pela faculdade das Leis naturais que regem o universo, ou seja, a vontade sincera do Padre, do Pastor ou do curandeiro em uníssono com as vibrações dos fiéis, buscará a cura pela fé (uma força interior magnética) que se acha no plano divino reservado ao indivíduo e que é um presente de Deus ao homem. Esse fenômeno não é privilégio de alguns, mas direito de todos ‘merecedores’.
Há momentos na vida em que o homem se vê vitima de um câncer, sofre dores horríveis, se sujeita a humilhações, a constrangimentos íntimos dos mais variados que se perpetuam por meses ou anos a fio na luta entre a vida e a morte contra o câncer. Não bastasse tanto sofrimento, muitas vezes esse indivíduo exala até mesmo mau cheiro antes de sucumbir.
Como disse acima, todo privilégio seria preferência e toda preferência seria uma injustiça. Se Deus curasse alguém por força do milagre e abandonasse um relutante portador de câncer, cujo fim é a morte física trágica, Ele NÃO seria Pai de todos os filhos.
O fato é que estamos sujeitos às implicações inexoráveis das Leis Naturais. Na Lei de ‘Causa e Efeito’ colhe-se o que se planta. É justo colher-se o que se planta. Cada um irá viver pelo que plantou. Nós temos nosso livre arbítrio; fazemos de nossa vida o que quisermos e iremos colher o que plantarmos. Se carregarmos nas costas o tráfico de drogas e outros vícios condenáveis, estaremos sujeitos aos perigos que delineiam a marginalidade e, portanto, estaremos vibrando em zona de densidade baixa, onde mora o perigo, impera o crime, o ciúme, a maldade, a desconfiança, a deslealdade. Deus não é nosso JUÍZO. Nós estaremos onde quisermos estar. Se escolhermos o caminho reto da fraternidade, da espiritualidade, do amor ao próximo, da caridade, da fidelidade, estaremos alinhados à zona do bem estar, da saúde, da paz no coração e até mesmo da felicidade. Se alguma ovelha desavisada desviou-se do caminho para depois encontrá-lo, não significa ‘MILAGRE’, mas sim uma opção natural de vida.  A vida é uma escola onde se inicia aprendendo as primeiras letras do alfabeto. Se alguma ovelha escapa do caminho cristão, mais cedo ou mais tarde retornará ao seu caminho verdadeiro porque a evolução permanente é o destino do homem.
 Quando um bem sucedido empresário, pai de família, se desvia da conduta para enveredar o caminho da corrupção ou o caminho da prostituição e a vícios dos mais pervertidos, poderá ele chegar ao ultimo degrau da miséria e estará estendido sobre o lixo e dirá: “Senhor, conheci todas as alegrias da opulência que me reduziram à miséria mais profunda; obrigado, obrigado por permitir-me a escolha. Pela escolha me lancei no abismo mais profundo e passei por todas as misérias. Pela escolha pude me redimir, levantar-me, dar glórias a Deus, gritar aleluia, aleluia, hosanas nas alturas”. O que se sucedeu com esse empresário? Ora! Um dia, depois de muitos desenganos, o seu próprio espírito, ou mesmo - alguma ‘luz, intuição ou inspiração’, chega-lhe aos ouvidos, propondo-lhe mudanças radicais, visando um caminho digno. Essa ‘inspiração’, essa ‘ajuda’ pode ser um sopro de um anjo, uma inspiração divina, uma ajuda de um espírito de luz. Agradeça a você mesmo por ter acatado a nova escolha e lembre-se: Não se trata de ‘MILAGRE’, mas de ‘E S C O L H A’.

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