Quando
se fala em ‘milagres’, o fanatismo triunfante da irracionalidade toma conta da
vida de fieis e de religiosos em todo mundo.
Até
então a igreja católica era soberana. Hoje os conceitos são divididos por
outras igrejas ao longo do planeta, onde comungam em igualdade na busca
incessante do milagre como cunho chamativo e libertador. O fato é que as
igrejas e seus dirigentes perderam o bom senso e se afastaram da fraternidade
no entendimento do sentimento puro do cristianismo da era Cristã. A briga por
milagres dentro das igrejas virou ‘business’.
Sobre o milagre,
Albert Einstein, certa vez, argumentou:
“Existem
apenas duas maneiras de ver a vida. – Uma é pensar que não existem milagres e a
outra é que é tudo milagre”.
Em se tratando do planeta Terra, Einstein
estaria dizendo que o milagre está na harmonia da natureza, no cantar dos
pássaros, no alvorecer das manhãs de primavera, na beleza e nos cheiros das
flores, nos sabores dos frutos, no barulho das cachoeiras, nas produções
múltiplas da natureza, nos mistérios da fecundação e diria que tudo isso parece
milagre, mas que tais fenômenos extraordinários fazem parte das Leis Naturais que
regem o planeta ‘Terra’ e não são milagres.
Veja o que diz a
Gênese por Kardec sobre a natureza:
“É
pelo instinto é que a planta procura o ar e a luz do sol e se volta para a água
e para a terra em busca do nutriente; esse instinto dirige as plantas trepadeiras
para que se agarrem em torno daquilo que lhes servem de apoio. É pelo instinto
que o pássaro faz o seu ninho, que o João de barro constrói a sua casa, que o
cachorro procura o capim ou a folha verde que cura seu intestino”; Einstein
novamente diria: - tudo isso parece milagre, mas encontra ‘causa e efeito’ nas
Leis Naturais, instituídas pelo ‘Pai’ para governar o planeta Terra.
No tocante ao universo, Einstein recitaria partes
dos versos que compõe a Via Láctea do Evangelho Segundo o Espiritismo, e diria
assim:
“Não
vejais, pois, em torno de cada um dos sóis do espaço, apenas sistemas
planetários semelhantes ao nosso. Não vejais nesses planetas desconhecidos
apenas os três reinos que se ladeiam ao nosso derredor. Pensai, ao contrário,
que assim como nenhum rosto do homem se assemelha a outro em todo o gênero
humano, também uma portentosa diversidade, inimaginável, se acha espalhada
pelas moradas eternas que vagam nos seios do espaço” e, continuaria:
“Do fato de que a ‘nossa’ natureza animada
começa no zoófilo para terminar no homem, de que a atmosfera alimenta a vida
terrestre, de que o alimento líquido a renova incessantemente e de que as ‘nossas’
estações fazem com que se sucedam nessa vida os fenômenos que as distinguem,
não concluais que os milhões e milhões de plantas que gravitam pela amplidão sejam
semelhantes à que habitamos. - Longe disso, aqueles se diferem de acordo com as
diversas condições que lhes são prescritas ,e de acordo com o papel que a cada
um coube no cenário universal. As diversificadas flores de admiráveis parques, são
pradarias variegadas de um imenso mosaico”. Einstein finalizaria, assim: - Tudo
isso parece milagre, mas faz parte de Leis de natureza específicas, instituídas
para atender as necessidades de outros planetas que habitam o imensurável ‘Universo’...
A
luz da compreensão tem seu brilho próprio de acordo com a escuridão do momento.
A infância espiritual do indivíduo no período do cristianismo não permitia a
mesma clareza interpretativa de hoje, dado a precariedade cultural, filosófica
e didática, considerando que as mensagens bíblicas foram construídas com as
lentes das possibilidades, dos deslumbramentos, porquanto, os abnegados autores
bíblicos anotavam em seus pergaminhos as realizações que mais lhes vislumbravam
no que se referia á sua periférica idealização. O espírito de Tolstoi,
identificado abaixo, diz em seu livro que narrativas belíssimas perder-se-iam
se não fosse autorizado a relatá-las sob beneplácido maior.
O
próprio Jesus anteciparia essa desatualização no capítulo de João 15, v 16, onde
constataremos essa verdade.
Jesus
não curou todos os enfermos, mas não deixava de atender as aflições das pessoas
no tocante as necessidades reencarnatórias. Todavia, quando Ele curava o
doente, Ele proferia sempre o salutar conselho: “Vai e não tornes a pecar, para
que não te suceda mal maior’... Ora, os espíritas são agraciados com obras magníficas,
psicografadas, desde a Doutrina Espírita que teve inicio em 1.857. Não menos,
obras contemporâneas ditadas por Espíritos, tais como: Leon Tolstoi, Vitor Hugo
com seus romances extraordinários e tantos outros autores do mundo espiritual, cujas
fontes, em uníssono com as mensagens bíblicas, onde confirmaremos, com clareza que
cada indivíduo vive pelo que planta e somente colhe o que se plantou, ou seja:
a cada um será dado segundo suas obras.
Sobre
milagre, o livro ‘Retratos de Nazaré’, ditado pelo Espírito de Léon Tolstoi,
diz assim:
“Em
pranto piedoso, as lágrimas descendo mansamente pelo exausto rosto, quando a
jovem mãe estendera em sua direção o filhinho nos estertores da morte e ‘Ele’
confirmara que seria melhor deixá-lo ir... conquanto visualizasse o pretérito
delituoso de cada alma e os laços que as envolviam, nem por isso deixava de
entender e respeitar a dor da desesperada mãe... assim com consoladora voz,
dissera: - Filha, é melhor que tua criança abandone o corpo físico para que
futuramente possa almejar melhores condições encarnatórias. Deixando-a ficar,
permitindo sua permanência por mais tempo na carne, estarei impedindo
importantes mudanças, imprescindível a seu progresso espiritual. Além desta
vida, existe um mundo onde a alma se refaz e haure forças e conhecimentos para
prosseguir na trajetória evolutiva. Acredita-me! Breve o terás de volta nos
braços, em nova roupagem terrena e poderás amá-lo e com ele conviver
novamente... Por enquanto, tudo seguirá o rumo previsto... Que o Pai abençoe a
ambos!”
Ora,
Jesus não veio carregar a cruz da humanidade, mas - como mestre, veio nos ensinar a carregar a nossa própria cruz, o
nosso próprio fardo. Haveremos de colocar em prática nossas escolhas, nosso
livre arbítrio, pois não somos bonecos teleguiados. Assentamos no banco da
‘escola’ ao abrir os olhos pela primeira vez e permaneceremos no banco até o
derradeiro suspiro. Ao reencarnarmos, voltaremos com outra roupagem física,
dando continuidade ao aprendizado, tal como a criança volta das férias.
Deus tudo pode, mas não fará tudo que pode em
respeitos às suas inalteráveis Leis. Jesus tudo pode, mas respeitará as Leis
naturais invariáveis do PAI e não fará aquilo que venha mudar a natureza dos
fatos.
Uma
personagem do livro ‘Perdôo-te’, obra psicografada por Amália Domingos Soler e
que trata das variadas existência de Madalena, - a mesma Madalena do período de
Cristo, diz assim sobre um fenômeno tido como fato milagroso: “Jesus poderia
participar da criação do mundo, mas não dar vida a um corpo morto em
decomposição, onde cada molécula já se acha desorganizada e onde a coesão já
não existe, já que, cada partícula busca separadamente seu centro de atração -
Mudar esse comando é alterar o processo inexorável das Leis Naturais”.
Inegavelmente a personagem esteja se referindo à ressurreição de Lázaro.
A pesca milagrosa:
Jesus disse a Simão: Avança para o
mar e lança tuas redes de pescar. Respondeu-lhe Simão: - Mestre, trabalhamos a
noite toda e nada apanhamos, contudo, pois que manda, lançaremos a rede.
Tendo-a lançado, apanharam tão grande quantidade de peixes que a rede se
rompeu. Acenaram para os companheiros que estavam no outro barco a fim de que
viessem ajudá-los. Eles vieram e encheram de tal modo os barcos que por pouco
estes não submergiram: Lucas – cap. 5 – v. de 1 a 7.
Ora,
o medo da profanação, o medo da imposição das igrejas, o medo de Deus e do
castigo, não permitiu ao homem a liberdade da interpretação intuitiva que o
afastou da amplitude universal das possibilidades, mas que a própria maturidade
do homem de hoje exige essa reflexão para receber nova orientação. O homem
ainda prefere aceitar os fenômenos naturais, titulando-os como fatos milagrosos,
sem exame profundo da situação. Veja bem, se Jesus promoveu o milagre de
colocar peixes onde não havia, porque, então, Ele não facilitou a vida dos
decanos e cansados pescadores e remeteu-os logo para as margens do famoso lago?
Ora, para que Jesus pudesse dar vida aos peixes, Ele teria que organizar as
moléculas, combinar as partículas e buscar a coesão da atração para formar a
vida dos peixes.
Para
desenvolver todo o meu raciocínio, devo utilizar o livro, a 3ª Visão de Lubsang
Rampa, onde ele fala sobre a sua 3ª visão, cuja faculdade lhe foi permitido
através de uma cirurgia promovida pelos famosos monges do Tibet. Por via dessa
visão excepcional, ele enxergava a aura das pessoas, as doenças dos indivíduos
e outras excepcionalidades.
A Gênese por Kardec, denomina essa
qualidade como dupla vista. Com essa dupla vista ou visão excepcional acima de
qualquer vivente, Jesus enxergava claramente no fundo do mar, os peixes, cuja
vista nua e desarmada permitia ver as doenças das pessoas, bem como assistir até
seus pensamentos. Por essa visão inigualável, Jesus enxergou os peixes na lagoa
e mandou que Pedro avançasse ao local para apanhar os peixes.
Pesca, ainda.
Bem! Se não existia peixes ali até aquele
momento, conforme Pedro havia afirmado, como Jesus os enxergaria?
Ora, a
espiritualidade, na medida do possível, oferecem-nos luzes de acordo com a
escuridão do momento, mas não nos esclarece tudo, incentivando-nos a utilização
de nossa intuição para algumas incógnitas. Pois é com a utilização dessa
ferramenta utilitária que se chama intuição é que eu me arrisco a acrescentar
fatos que ainda não foram argumentados sobre a pesca referida; antes, porém,
devo dizer que na obra do ‘Evangelho Segundo o Espiritismo’, não se comenta
muito a vontade, as qualidades de Jesus, embora revela-se nas entre linhas, um
Jesus muito acima das qualidades do homem comum, conferindo à Ele, imensa força
magnética, cuja ferramenta Ele utilizava com enorme sabedoria e competência
para curar os enfermos do corpo e da alma.
Para encontrar os peixes, Jesus utilizaria seu
inigualável poder para conduzir da ‘periférica’zona marinha, os peixes pelo
encantamento do magnetismo, cujo momento Ele ordenaria a Pedro que retornasse
ao lago (ao mar), ou seja: ao local indicado para atracar-se com os cardumes
que, pelo encantamento, para ali se dirigiam em quantidade abastada.
Meus
leitores observarão que não estou tirando nenhum mérito de Jesus, pelo contrário,
aos sobreviventes do novo século, do novo milênio, através das obras
mediúnicas, pelos Espíritos iluminados, trarão à tona, com a permissão de
Jesus, fatos inusitados e surpreendentes, onde descobriremos um Jesus
infinitamente maior e mais iluminado.
Mas,
propor novos caminhos, novos horizontes aos fiéis, não é tarefa fácil de
desempenhar para nenhum cristão. Invariavelmente o fiel ou o religioso traz
consigo uma tradição perpetuada com fórmulas e ritualismos divorciados da
independência filosófica.
Napoleon
Hill pelo seu livro ‘A Lei do Triunfo’, diz assim sobre ideias novas: “Alguma
coisa na natureza humana nos faz sentir o choque das ideias novas; Não gostamos
de ser perturbados nas nossas crenças e preconceitos; Muitos dentre nós
atingimos a um estado de hibernação, e vivemos alimentados pela gordura de antigos
fetiches; Se uma nova ideia invade nosso covil, levantamo-nos, rugindo, do
nosso sono de inverno”.
Ramatiz
repete o mesmo sentido interpretativo de Napoleon, porém, fazendo uso de outras
palavras para dizer o seguinte: “um aposento só pode receber mobília nova
depois de convenientemente desimpedido da mobília velha”. Diz mais: “é
sumamente doloroso para o homem libertar-se dos seus condicionamentos
religiosos pretéritos; sangra-lhe o coração quando precisa divorciar-se do que
lhe tem sido tão familiar para admitir-se aos conceitos novos e desconhecidos.
A mensagem estranha é aparentemente insegura porque pertence a outro movimento
destruidor das velhas tradições”.
Como
disse, os meios que nos cercam nos impede uma melhor compreensão para alguns
fatos da vida e não nos permite outro entendimento que não seja acatar um ou
outro fato como fato milagroso. Citarei um episódio como exemplo: Uma criancinha,
ainda inocente para a vida, despenca do 6º andar de um prédio e é amortecida
pelos emaranhados de fios da rede elétrica que se encontra abaixo, escapando de
morte certa. No caso em tela é compreensivo o desabafo da sociedade e não há em
nenhum vocabulário, substitutivo para a palavra milagre como expressão
inequívoca desse relato tão surpreendente.
Contudo,
cabe uma pergunta: e aquela criança que ‘não’ foi amparada pela rede elétrica e
encontrou o chão como única alternativa, perdendo a vida de modo tão trágico,
envolvendo o sofrimento dos pais e de toda a família, incluindo o sofrimento de
amigos e parte da sociedade? Ora, qualquer privilégio seria preferência e toda
preferência não seria uma injustiça? Pergunto: Deus seria injusto com alguns de
seus filhos? As explicações não estariam nas Leis Naturais? Na Lei do Carma? Na
Lei de Causa e Efeito? Outro fato: se uma criancinha, por efeito de uma
paralisa ‘infantil’ ou ‘cerebral’ se vê o resto de sua vida em uma cama,
pergunto: o que teria feito essa criança na presente vida para merecer enorme
expiação?
Por
via de uma obra psicografada que se encontra em meu livro, Jesus certa vez
confirmou o que diz um texto bíblico, com a seguinte recomendação: - “Deixem
vir a mim os pequeninos porque as crianças são limpas do coração, meu Pai as
quer muito” Ora, em São Paulo, uma instituição de apoio aos portadores de
câncer em crianças, acolhe, em média, 200 crianças de todos os cantos do
Brasil, para o tratamento, cujo tratamento alcança a cura de 70% dos doentes.
Vemos que até mesmo as crianças se sujeitam a aplicação das Leis divina. Embora
a cura atinja 70%, nenhum desses pacientes recebem a cura sem antes confrontar
com todo tipo de sofrimento. Pergunto: o que teriam feito essas crianças na
presente vida para merecer enormes sofrimentos? Se existisse o tal do milagre
sobrenatural ou, excepcional, conforme religiosos e fiéis anunciam, qual
explicação encontraremos para nos conformar com a determinação de Deus que
acolhe a maioria das crianças - mas, que, permite alguns pequeninhos, ainda
inocentes para a vida - se consumir pelo câncer? Ora, Não são todos filhos de
Deus? Ou será que Deus é injusto com
alguns filhos?
Curas
acontecerão a qualquer momento, em qualquer lugar, por força da ação do
magnetismo extraído dos fluidos universal, utilizando-se das ferramentas que
denominamos de fé, de oração, do jejum e do ‘merecimento’. Pois, cada um irá
receber aquilo que plantou, nessa vida ou na encarnação passada. Aí reside toda
explicação.
Um
ou outro acontecimento estranho ao nosso entender, poderíamos chamar de fato
‘milagroso’; contudo, não se trata de uma ação mágica, excepcional, ilusionista
ou sobrenatural como defendem religiosos e fiéis, mas são efeitos da ação das
energias do universo, ancorado nas Leis imutáveis.
A
explicação da palavra milagre, no sentido teológico constante de nosso
dicionário, diz assim: fatos não explicáveis pelas Leis da natureza e que se
atribui à causa sobrenatural. Etimologicamente, a palavra milagre significa:
admirar, admirável, coisa extraordinária, surpreendente. Na compreensão das
massas, um milagre implica na ideia de um fato extranatural. Há ainda, teólogos
e religiosos que explicam o fenômeno chamado ‘milagre’ como derrogação das Leis
Naturais, por meio da qual Deus manifesta seu poder. Pelo dicionário da língua
portuguesa, o significado da palavra derrogação, terá como sinônimo as palavras
abolição ou revogação.
Ora,
não há na Lei divina, as palavras derrogação, abolição ou revogação; Deus não
revogaria uma Lei Sua, pronta há bilhões de anos para adiantar um sorriso ou
atrasar uma lágrima, porque revogar Sua Lei pronta, significa reconhecer um
equivoco Seu. Deus não necessita manifestar seu poder, promovendo um efeito insignificante,
sobrenatural ou extranatural. Observe o universo: os quasares se encontram
acima de treze bilhões de anos luz, distante da Terra. O fato de não sabermos
nada além dos limites determinados pela ciência, deve-se aos nossos acanhados
observatórios.
Uma
possível cura de uma enfermidade, grave ou não, poderá ocorrer dentro de sua
própria casa ou até mesmo no interior de uma igreja, qualquer que seja a
religião do indivíduo. O merecedor da cura será curado por um chá caseiro, pela
benção de um curandeiro, pela intercessão de um padre ou de um pastor, pela
água benta ou fluidificada, pelos medicamentos de um médico ou até pelo sopro
de um anjo ou pela ação de um espírito de luz. A cura ocorrerá pela faculdade
das Leis naturais que regem o universo, ou seja, a vontade sincera do Padre, do
Pastor ou do curandeiro em uníssono com as vibrações dos fiéis, buscará a cura
pela fé (uma força interior magnética) que se acha no plano divino reservado ao
indivíduo e que é um presente de Deus ao homem. Esse fenômeno não é privilégio
de alguns, mas direito de todos ‘merecedores’.
Há
momentos na vida em que o homem se vê vitima de um câncer, sofre dores
horríveis, se sujeita a humilhações, a constrangimentos íntimos dos mais
variados que se perpetuam por meses ou anos a fio na luta entre a vida e a
morte contra o câncer. Não bastasse tanto sofrimento, muitas vezes esse
indivíduo exala até mesmo mau cheiro antes de sucumbir.
Como
disse acima, todo privilégio seria preferência e toda preferência seria uma
injustiça. Se Deus curasse alguém por força do milagre e abandonasse um
relutante portador de câncer, cujo fim é a morte física trágica, Ele NÃO seria
Pai de todos os filhos.
O
fato é que estamos sujeitos às implicações inexoráveis das Leis Naturais. Na
Lei de ‘Causa e Efeito’ colhe-se o que se planta. É justo colher-se o que se
planta. Cada um irá viver pelo que plantou. Nós temos nosso livre arbítrio;
fazemos de nossa vida o que quisermos e iremos colher o que plantarmos. Se
carregarmos nas costas o tráfico de drogas e outros vícios condenáveis,
estaremos sujeitos aos perigos que delineiam a marginalidade e, portanto,
estaremos vibrando em zona de densidade baixa, onde mora o perigo, impera o
crime, o ciúme, a maldade, a desconfiança, a deslealdade. Deus não é nosso
JUÍZO. Nós estaremos onde quisermos estar. Se escolhermos o caminho reto da
fraternidade, da espiritualidade, do amor ao próximo, da caridade, da
fidelidade, estaremos alinhados à zona do bem estar, da saúde, da paz no
coração e até mesmo da felicidade. Se alguma ovelha desavisada desviou-se do
caminho para depois encontrá-lo, não significa ‘MILAGRE’, mas sim uma opção
natural de vida. A vida é uma escola
onde se inicia aprendendo as primeiras letras do alfabeto. Se alguma ovelha
escapa do caminho cristão, mais cedo ou mais tarde retornará ao seu caminho
verdadeiro porque a evolução permanente é o destino do homem.
Quando um bem sucedido empresário, pai de
família, se desvia da conduta para enveredar o caminho da corrupção ou o
caminho da prostituição e a vícios dos mais pervertidos, poderá ele chegar ao
ultimo degrau da miséria e estará estendido sobre o lixo e dirá: “Senhor,
conheci todas as alegrias da opulência que me reduziram à miséria mais
profunda; obrigado, obrigado por permitir-me a escolha. Pela escolha me lancei
no abismo mais profundo e passei por todas as misérias. Pela escolha pude me
redimir, levantar-me, dar glórias a Deus, gritar aleluia, aleluia, hosanas nas
alturas”. O que se sucedeu com esse empresário? Ora! Um dia, depois de muitos
desenganos, o seu próprio espírito, ou mesmo - alguma ‘luz, intuição ou
inspiração’, chega-lhe aos ouvidos, propondo-lhe mudanças radicais, visando um
caminho digno. Essa ‘inspiração’, essa ‘ajuda’ pode ser um sopro de um anjo,
uma inspiração divina, uma ajuda de um espírito de luz. Agradeça a você mesmo
por ter acatado a nova escolha e lembre-se: Não se trata de ‘MILAGRE’, mas de
‘E S C O L H A’.
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