O
monge do Tibet, no livro A 3ª Visão, num momento de transe hipnótico ou pela
via dos instrumentos das leis naturais conhecido pelos metafísicos como
psicometria e que Lobsang Rampa conhecia muito bem e o chamava de “registro
akashico”, nos conta assim: “De algum ponto chegava-me o ruído do mar e o
chocalho de seixos sob o impacto das ondas; cheirava o ar salgado, o perfume
acre das algas ao sol. A cena parecia-me familiar. Deitei-me preguiçosamente de
costas na área aquecida pelo sol, descansando os olhos nas frondes das
palmeiras, mas uma parte em mim ia me dizendo que nunca vira o mar e que nunca
ouvira falar de palmeiras! De um bosque próximo chegavam-me os sons de risos,
de vozes que cresciam, enquanto um grupo feliz de gente bronzeada apareceu
diante dos meus olhos - gigantes todos eles. Olhei para mim mesmo e verifiquei
que eu também era gigante. De minhas percepções astrais recebi as seguintes
impressões: há uma imensidade enorme de anos, a Terra girava mais perto do sol
num sentido oposto ao seu movimento atual; eram dias mais quentes e mais
curtos. Uma vasta civilização nasceu e os homens sabiam mais do que sabem hoje.
Das profundezas do espaço infinito, um planeta desgarrado passou perto demais
da terra atirando-a, assim, para fora de órbita para entrar noutra mais
distante do sol, onde começou a girar no sentido oposto. Vendavais
levantaram-se e as águas encapeladas sob forças gravitacionais diferentes
cresceram sobre a terra e inundaram o mundo todo; terremotos violentíssimos
fizeram estremecer todo o planeta. As terras mergulharam debaixo dos mares
enquanto outras se erguiam em outros pontos; a terra quente que fora o Tibet
deixou de ser um paraíso à beira mar para se elevar a uns quatro mil metros de
altitude. Em volta do país ergueram-se vastas montanhas que lançavam lava
fumegante à distancia“- finalizou.
Naturalmente
Rampa sabia precisamente e com detalhes o que ocorria naquele delicado período
como, por exemplo, o perfume acre das algas ao sol. Tudo isso foi possível
graças ao registro AKASHICO. Coisas assim são relatadas através de documentos
que se achavam sob os cuidados daqueles monges, bem como pelos instrumentos
permitidos pela lei natural que dá acesso ao registro “akashico”, muito
utilizado por eles. Antes de terminar esse compêndio acima, ele diz assim:
”Tudo isso é excessivo demais para ser descrito num só livro e algumas de
minhas percepções astrais são demasiadamente ‘sagradas e privadas’ para poderem
ser impressas”. É que existem leis sagradas e ocultas; trazê-las à tona
atrapalharia nossa evolução, adiantaria o que seria papel da ciência e o que
seria papel da INTUIÇÃO do próprio homem, a quem cabe desvendar os segredos da
natureza pelo próprio esforço. Além das revoluções gerais, a terra experimentou
grande número de perturbações locais que mudou o aspecto de certas regiões,
sendo que muitas das perturbações vieram do fogo e da água. Na Gênese, por
Kardec, diz assim: “O fogo atuou produzindo erupções vulcânicas que sepultaram,
sob as espessas camadas de cinzas e lavas, os terrenos arredores fazendo
desaparecer cidades com seus habitantes ou, ainda, terremotos ou levantamentos
da crosta sólida”. Algumas montanhas da Ásia são mesmo posteriores ao período
diluviano (ou lhes são contemporâneas). Corrobora a opinião da existência de um
mar anterior que ia outrora do mar Negro ao Oceano Boreal; esses fatos são
comprovados cientificamente. As águas do mar Negro e do mar de Cáspio são águas
salgadas sem, contudo, haver nos dias atuais qualquer ligação com outros mares
ou OCEANOS.
Como
vimos, a existência desse mar no lugar onde nos dias atuais se acha o Tibet é
também mencionada pelo monge, conforme ele mesmo conta em um trecho acima.
E a
raça Atlantes? - Pela intuição, pelos
achados históricos, pela inspiração, oriundas das obras espíritas e da
metafísica proponho que as causas dos últimos dilúvios que ocorreram em nosso
planeta tenham encontrado destino certo sobre o Oceano Atlântico. Essa região é
onde vivia o restante da raça Atlantes - povo constituído de gigantes.
Violentos fenômenos afundariam parcialmente a região Atlântida, há 12 mil anos,
levando parte de sua população e, no segundo e ultimo dilúvio, consumiriam o
restante da população junto à massa geológica para o fundo do oceano onde até
hoje são encontrados vestígios dessa era. Antes de seguir adiante, pergunto:
afinal, o volume da Terra aumenta, diminui, ou permanece estacionário? Kardec,
em sua Gênese, responde assim: “Alguns, para sustentar que o volume da Terra
aumenta, se fundam em que as plantas dão ao solo mais do que dele tiram, o que,
se num sentido é exato, noutro não o é. As plantas se nutrem tanto das
substâncias gasosas que haurem na atmosfera como da sugação pelas raízes. A
atmosfera é parte integrante do globo e os gases que a constituem provêem da
decomposição dos corpos sólidos; estes, recompondo-se, retomam o que lhes havia
dado. É uma troca ou, antes, uma perpétua transformação e os despojos dos
vegetais e dos animais não lhe aumentam de um átomo”. Essa breve referência da Gênese, por Kardec,
constante acima e que fala do volume da Terra, irá colaborar com minha
proposta. Então pergunto: onde estaria a massa geológica que se achava na
região Atlântida e que hoje se encontra, em tese, submersa no fundo do oceano?
Essa massa geológica, ao afundar, não atravessou todo o centro da Terra e se
despontou na região do Tibet - na abrangência do Himalaia? Na formação do pico
do Everest, entre o Tibet e o Nepal? Segundo Rampa, com uma leve escavação
geológica daqueles montes, a 4.000 metros de altura, se encontram fósseis
marinhos em grandes quantidades. Esse material encontrado seria prova
suficiente para desvendar que nessa região, no passado, existia um mar. Fato
que estaria de acordo também com a confirmação das escrituras tibetanas e de
alguma ala da própria ciência. É verdadeiro também que lá se encontra a região
que foi mais castigada, com maior ocorrência geológica e catastrófica por força
do último dilúvio.
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