sábado, 27 de outubro de 2012

REGISTRO AKASHICO - cap. X


O monge do Tibet, no livro A 3ª Visão, num momento de transe hipnótico ou pela via dos instrumentos das leis naturais conhecido pelos metafísicos como psicometria e que Lobsang Rampa conhecia muito bem e o chamava de “registro akashico”, nos conta assim: “De algum ponto chegava-me o ruído do mar e o chocalho de seixos sob o impacto das ondas; cheirava o ar salgado, o perfume acre das algas ao sol. A cena parecia-me familiar. Deitei-me preguiçosamente de costas na área aquecida pelo sol, descansando os olhos nas frondes das palmeiras, mas uma parte em mim ia me dizendo que nunca vira o mar e que nunca ouvira falar de palmeiras! De um bosque próximo chegavam-me os sons de risos, de vozes que cresciam, enquanto um grupo feliz de gente bronzeada apareceu diante dos meus olhos - gigantes todos eles. Olhei para mim mesmo e verifiquei que eu também era gigante. De minhas percepções astrais recebi as seguintes impressões: há uma imensidade enorme de anos, a Terra girava mais perto do sol num sentido oposto ao seu movimento atual; eram dias mais quentes e mais curtos. Uma vasta civilização nasceu e os homens sabiam mais do que sabem hoje. Das profundezas do espaço infinito, um planeta desgarrado passou perto demais da terra atirando-a, assim, para fora de órbita para entrar noutra mais distante do sol, onde começou a girar no sentido oposto. Vendavais levantaram-se e as águas encapeladas sob forças gravitacionais diferentes cresceram sobre a terra e inundaram o mundo todo; terremotos violentíssimos fizeram estremecer todo o planeta. As terras mergulharam debaixo dos mares enquanto outras se erguiam em outros pontos; a terra quente que fora o Tibet deixou de ser um paraíso à beira mar para se elevar a uns quatro mil metros de altitude. Em volta do país ergueram-se vastas montanhas que lançavam lava fumegante à distancia“- finalizou.
Naturalmente Rampa sabia precisamente e com detalhes o que ocorria naquele delicado período como, por exemplo, o perfume acre das algas ao sol. Tudo isso foi possível graças ao registro AKASHICO. Coisas assim são relatadas através de documentos que se achavam sob os cuidados daqueles monges, bem como pelos instrumentos permitidos pela lei natural que dá acesso ao registro “akashico”, muito utilizado por eles. Antes de terminar esse compêndio acima, ele diz assim: ”Tudo isso é excessivo demais para ser descrito num só livro e algumas de minhas percepções astrais são demasiadamente ‘sagradas e privadas’ para poderem ser impressas”. É que existem leis sagradas e ocultas; trazê-las à tona atrapalharia nossa evolução, adiantaria o que seria papel da ciência e o que seria papel da INTUIÇÃO do próprio homem, a quem cabe desvendar os segredos da natureza pelo próprio esforço. Além das revoluções gerais, a terra experimentou grande número de perturbações locais que mudou o aspecto de certas regiões, sendo que muitas das perturbações vieram do fogo e da água. Na Gênese, por Kardec, diz assim: “O fogo atuou produzindo erupções vulcânicas que sepultaram, sob as espessas camadas de cinzas e lavas, os terrenos arredores fazendo desaparecer cidades com seus habitantes ou, ainda, terremotos ou levantamentos da crosta sólida”. Algumas montanhas da Ásia são mesmo posteriores ao período diluviano (ou lhes são contemporâneas). Corrobora a opinião da existência de um mar anterior que ia outrora do mar Negro ao Oceano Boreal; esses fatos são comprovados cientificamente. As águas do mar Negro e do mar de Cáspio são águas salgadas sem, contudo, haver nos dias atuais qualquer ligação com outros mares ou OCEANOS.
Como vimos, a existência desse mar no lugar onde nos dias atuais se acha o Tibet é também mencionada pelo monge, conforme ele mesmo conta em um trecho acima.
E a raça Atlantes? -  Pela intuição, pelos achados históricos, pela inspiração, oriundas das obras espíritas e da metafísica proponho que as causas dos últimos dilúvios que ocorreram em nosso planeta tenham encontrado destino certo sobre o Oceano Atlântico. Essa região é onde vivia o restante da raça Atlantes - povo constituído de gigantes. Violentos fenômenos afundariam parcialmente a região Atlântida, há 12 mil anos, levando parte de sua população e, no segundo e ultimo dilúvio, consumiriam o restante da população junto à massa geológica para o fundo do oceano onde até hoje são encontrados vestígios dessa era. Antes de seguir adiante, pergunto: afinal, o volume da Terra aumenta, diminui, ou permanece estacionário? Kardec, em sua Gênese, responde assim: “Alguns, para sustentar que o volume da Terra aumenta, se fundam em que as plantas dão ao solo mais do que dele tiram, o que, se num sentido é exato, noutro não o é. As plantas se nutrem tanto das substâncias gasosas que haurem na atmosfera como da sugação pelas raízes. A atmosfera é parte integrante do globo e os gases que a constituem provêem da decomposição dos corpos sólidos; estes, recompondo-se, retomam o que lhes havia dado. É uma troca ou, antes, uma perpétua transformação e os despojos dos vegetais e dos animais não lhe aumentam de um átomo”.  Essa breve referência da Gênese, por Kardec, constante acima e que fala do volume da Terra, irá colaborar com minha proposta. Então pergunto: onde estaria a massa geológica que se achava na região Atlântida e que hoje se encontra, em tese, submersa no fundo do oceano? Essa massa geológica, ao afundar, não atravessou todo o centro da Terra e se despontou na região do Tibet - na abrangência do Himalaia? Na formação do pico do Everest, entre o Tibet e o Nepal? Segundo Rampa, com uma leve escavação geológica daqueles montes, a 4.000 metros de altura, se encontram fósseis marinhos em grandes quantidades. Esse material encontrado seria prova suficiente para desvendar que nessa região, no passado, existia um mar. Fato que estaria de acordo também com a confirmação das escrituras tibetanas e de alguma ala da própria ciência. É verdadeiro também que lá se encontra a região que foi mais castigada, com maior ocorrência geológica e catastrófica por força do último dilúvio.

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