sábado, 27 de outubro de 2012

O MEIO AMBIENTE E A RECUPERAÇÃO cap. XXVIII


A sociedade civil e as chamadas “ONGs”, reivindicam uma instituição na ONU somente para as questões ligadas ao meio ambiente. Queiram acatar meu insignificante, mas integral apoio. Já era tempo! É inacreditável que se tenha que lutar por essa meta lógica.
Se depender das premunições ou das profecias, o juízo final esta perto e aponta todos os indícios para uma catástrofe aos moldes diluvianos. Culturas Maias e Hindus, metafísicos e sensitivos, em datas diferentes, anunciam um mesmo fato, uma mesma catástrofe para uma mesma época. Alguns aventureiros se ousam anunciar essa data; todavia, deixo nas mãos da mãe natureza o que é da natureza.
            Os fatos vão se atropelando e para se ter uma idéia, em agosto de 2007, época da floração do IPÊ, momento solenemente aguardado pelos naturalistas e pelo fato do aquecimento, em muitas regiões as flores não vingaram. Nos dias atuais são tantas tragédias ocorridas pelo mundo afora que daquele período até o presente momento, fatos assim não representam mais nenhuma perturbação para a sociedade, é triste.
            Por falar em globalização e em suas famigeradas consequências, os habitantes da Groenlândia viviam da pesca, principalmente do bacalhau. Lá, como em todo o mundo, houve mudanças do estilo de vida- é o efeito da globalização. O povo, originalmente primitivo daquela região mantinha seus hábitos e costumes direcionados para a caça e a pesca.  Era tradição daquelas famílias, promoverem visitas aos vizinhos, principalmente à noite. Era compromisso do anfitrião, contar casos de assombrações e outras mirabolantes proezas do dia a dia. Os temas reviravam noites que se redundavam muito aos casos de caças, mesmo que fossem contos fantasiosos. Esse hábito tradicional assegurava às famílias as expectativas quanto ao anoitecer, tornando-as mais esperançosas e felizes. A invasão dos países vizinhos, tidos como países da Europa civilizada, esgotou a pesca e a caça daquela região e esses invasores implantaram novos métodos, novos estilos de vida. Nos dias atuais, ao invés dos tradicionais papos noturnos, as pessoas assistem à TV. O estilo de vida atual mudou o ritual daquele povo. Lá, o índice de suicídio é enorme, tal como ocorre aqui com os índios brasileiros. A mudança repentina de vida daquelas pessoas fez com que se tornassem estressadas, assim como ocorre com os índios aqui no Brasil e com os demais povos que habitam as grandes metrópoles do resto do mundo. Qual a solução, então?
Um fato chamou muito a minha atenção. Em meados do ano de 2005, políticos oposicionistas brigavam por uma pequena diferença de empregos que teria sido gerada pelo atual governo e, como sempre acontece com os grandes, o Senador Alberto Silva, do PMDB-PI, propôs uma solução de emprego para atender a uma parte dos “sem terra”, dos “sem casa” e dos “sem emprego” por todo território brasileiro combinando emprego com o cuidado, o respeito e a proteção ao meio ambiente. A proposta do senador visava criar um projeto para implantar, ao longo das fronteiras que se estendem das Guianas à Venezuela, Colômbia, Peru até a Bolívia, a plantação de mamona, girassol, soja, amendoim, dendê e tudo o que pudesse produzir o óleo combustível “biodiesel” incluindo, é claro, se quisessem, a cana de açúcar para a fabricação do álcool. Particularmente, não vejo inconveniente em se incluir no projeto a região do sertão nordestino e o Vale do Jequitinhonha, em Minas. Para o projeto, o governo Federal investiria 10 bilhões de dólares e esse mesmo projeto daria emprego para milhões de brasileiros e contribuiria para diminuir os efeitos negativos ao meio ambiente, sendo que os próprios brasileiros assentados funcionariam como guardiões das fronteiras. Como disse, não sei se há um projeto pronto no papel e qual o teor dele, porém, provavelmente, deverá cuidar para que o meio ambiente possa ser preservado e para que haja a garantia da permanência da universalidade das plantas, o cuidado com a preservação dos animais silvestres, o respeito ao meio ambiente e a garantia da diversificação das plantas nativas. Esse projeto cuidaria, por exemplo, de afastar um pouco o fantasma da tecnologia, com caminhos mais humanos, artesanais e um tanto desligado dos miasmas de padrões globalizados; seria uma contribuição para o meio ambiente brasileiro e um exemplo de iniciativa aos demais países do mundo. Se os políticos brasileiros quisessem, poderiam autoalimentar a necessidade bioenergética interna e alimentar parte de países que ainda dependem do uso de petróleo mineral. Os próprios americanos já se abrem para a possibilidade da energia do biodiesel. Cientistas norteamericanos afirmam que daqui a 60 anos, se tomarmos alguma providência, o buraco da massa de ozônio terá sumido. Para que esperar tanto?  Ora! Uma enorme casa começa com o assentamento de um único tijolo!  
O HOMEM SIMPLES
O homem simples e intuitivo também precisa ser ouvido pelo que pode representar como ser integrante da espécie.
            No dia-a-dia, observamos que a personalidade do homem nem sempre é determinada pela escola que frequentou. Podemos encontrar um facínora ou um déspota formado pelas grandes Universidades do considerado 1º mundo. Por outro lado, encontraremos um espírito iluminado que nunca frequentou uma escola.
            Em 1852, nos EUA, período trágico dos índios norteamericanos, o cacique Seatle, em resposta ao presidente Franklim Pierre, assim se manifestou: “De uma coisa sabemos: a terra não pertence ao homem, o homem é que pertence à terra; disso temos certeza! Todas as coisas estão interligadas, assim como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si; tudo que agride a terra agride aos filhos da terra. Não foi o homem que teceu a trama da vida; ele é meramente um fio da mesma: tudo que ele fizer à terra, a si próprio fará”.  Naturalmente, o cacique Seatle, pela sua própria intuição e pela inspiração dos grandes espíritos, falava dos elementos água, ar e, não menos, da camada de ozônio que é consumida todos os dias pelo ácido do EGOÍSMO.
BRASIL, coração do mundo,
             Logo após o descobrimento do Brasil, no século XVI, Américo Vespúcio, chegando aqui, espantou-se com a exuberante beleza da terra recém-encontrada pelos seus patrícios. O que muito lhe chamou a atenção foi a bondade e a inocência espontânea dos habitantes primitivos da boa terra. Foi tanta a admiração que ele escreveu ao Papa falando sobre a possibilidade de a nova paragem encontrada ser o venerado paraíso prometido. O Papa convocou os teólogos daquele tempo e mandou que eles examinassem tal possibilidade.
            Realmente o Brasil possui um excelente clima, as mais belas paisagens e seu povo detém as mensagens mais ternas e avançadas do mundo, que são as de fraternidade e calor humano. O livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, obra mediúnica de Chico Xavier, diz que Jesus, em mais um de seus trabalhos incessantes em nosso planeta, teria vindo aqui, no Brasil, em período anterior à vinda de Cabral. Tendo aqui chegado, Jesus, de mãos erguidas para o alto como se invocasse a benção do Pai para todos os elementos daquele solo extraordinário e opulento, exclamou: “Para essa terra maravilhosa e bendita será codificada a árvore do meu Evangelho de Piedade e de Amor. No seu solo dadivoso e fertilíssimo todos os povos da Terra aprenderão a lei da fraternidade universal. Sob estes céus serão entoadas as hosanas mais ternas à misericórdia do Pai celestial”. Disse mais: “Aqui, sob a luz misericordiosa das estrelas da cruz, ficará localizado o coração do mundo”.
É interessante lembrarmo-nos de que o primeiro nome recebido pelos descobridores desta nova terra foi Terra de Santa Cruz. Outro fato interessante é que ao observarmos o mapa do Brasil podemos perceber a semelhança de seu contorno com o desenho do coração. Abençoada Terra!
            “Com mãos augustas e sábias, na intimidade das energias que vitalizam o organismo do Globo, o Todo Poderoso edificou a camada de ozônio” - do Livro “A Caminho da Luz”, de Emmanuel.   
            Peter Singer, em seu livro “Ética Pratica”, diz que ao modificarmos as condições atmosféricas fazemos com que cada ponto da terra seja feito artificialmente pelo homem, privando, assim, a natureza de sua independência.
            Aproveito o capítulo sugestivo para homenagear o engenheiro agrônomo, José Sir Batista Guimarães, pioneiro nas pesquisas da NIM no Brasil, desde os anos de 1990. Presto ainda, homenagem ao professor, ambientalista e escritor, Marco Elísio Chaves Coutinho.

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