A
manipulação magnética que ocorre visando curar um paciente é um efeito
instintivo e, por assim ser, não sabemos como se dá esse processo que pertence
às Leis Naturais das quais nós somos peças integrantes. A Gênese, por Kardec,
diz assim: “Porém, o efeito do magnetismo ocorre com o encantamento, com a
manipulação ou com a direção das energias fluídicas, ou energias naturais,
sobre o doente. O fenômeno ocorrerá com a substituição das moléculas malsãs por
outras sãs e a cura se dará com a radiação da força vital íntima de cada um, do
‘Eu’ de cada pessoa, ou seja, da alma desse mesmo magnetizador que, através da
mentalização, da oração e do pensamento positivo canalizará os fluidos
fluídicos naturais e universais, encaminhando-os ao doente para estabelecer a cura
esperada. Contudo, com o uso do poder da fé, o agente curador melhorará a
aplicação direta e especial na ação magnética. Por ela, o homem age sobre a
energia universal fluídica modificando-lhe sua qualidade para permitir ao
fluído maior impulsão”. Desse modo se operam e se realizam as curas.
Como sabemos, existem o magnetismo
terrestre, o mineral e o animal. O magnetismo animal é o mesmo magnetismo
humano. Segundo Kardec, existe o magnetismo humano e também o espiritual, que é
o magnetismo dos Espíritos; o magnetismo misto seria a união do humano (físico)
com o dos Espíritos.
Muitas vezes as curas se realizam
com a união dos dois magnetismos que, no caso, trata-se do magnetismo misto. O
magnetismo não necessita necessariamente do consentimento do enfermo para que
haja a cura. Desde que o mundo é mundo se fala, se conhece, o que nós comumente
apelidamos de benzedeiras. Essas benzedeiras curam as crianças ainda
inconscientes para a vida e estas são curadas, a olhos vistos, dos popularmente
chamados ‘mal olhado’, ‘quebranto’ e outros males que penetram nas crianças por
força energética negativa e saem pelo processo inverso, ou seja,
substituindo a energia doente pelos
fluidos sadios.
Por Exemplo, o benzedor benze o
gado tomado pela bicheira e a bicheira é exterminada e curada; ele benze a
pessoa mordida de cobra venenosa e o veneno da mesma é neutralizado; ele benze
a região visando afastar as cobras de determinado lugar e elas são afastadas.
Os orientais benzem as serpentes dominando-as para exibi-las ao público. Tudo
isso são os efeitos do magnetismo, que é o veículo que une e seleciona o fluido
universal para os fins específicos desejados.
Emanuel, no livro “A Caminho da
Luz”, quando nos fala da criação do planeta Terra há quatro e meio bilhão de
anos, exalta a lua por sua atração magnetizadora quando diz assim: “A lua seria
a âncora do equilíbrio terrestre nos movimentos de translação, o manancial de
forças ordenadoras da estabilidade planetária e, sobretudo, o orbe nascente que
necessita da sua luz polarizada, cujo suave magnetismo atuaria decisivamente no
drama infinito da criação e na reprodução de todas as espécies nos variados
reinos da natureza”.
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