sábado, 27 de outubro de 2012

A AÇÃO DO MAGNETISMO NA CURA – cap. XV


A manipulação magnética que ocorre visando curar um paciente é um efeito instintivo e, por assim ser, não sabemos como se dá esse processo que pertence às Leis Naturais das quais nós somos peças integrantes. A Gênese, por Kardec, diz assim: “Porém, o efeito do magnetismo ocorre com o encantamento, com a manipulação ou com a direção das energias fluídicas, ou energias naturais, sobre o doente. O fenômeno ocorrerá com a substituição das moléculas malsãs por outras sãs e a cura se dará com a radiação da força vital íntima de cada um, do ‘Eu’ de cada pessoa, ou seja, da alma desse mesmo magnetizador que, através da mentalização, da oração e do pensamento positivo canalizará os fluidos fluídicos naturais e universais, encaminhando-os ao doente para estabelecer a cura esperada. Contudo, com o uso do poder da fé, o agente curador melhorará a aplicação direta e especial na ação magnética. Por ela, o homem age sobre a energia universal fluídica modificando-lhe sua qualidade para permitir ao fluído maior impulsão”. Desse modo se operam e se realizam as curas.
            Como sabemos, existem o magnetismo terrestre, o mineral e o animal. O magnetismo animal é o mesmo magnetismo humano. Segundo Kardec, existe o magnetismo humano e também o espiritual, que é o magnetismo dos Espíritos; o magnetismo misto seria a união do humano (físico) com o dos Espíritos.
            Muitas vezes as curas se realizam com a união dos dois magnetismos que, no caso, trata-se do magnetismo misto. O magnetismo não necessita necessariamente do consentimento do enfermo para que haja a cura. Desde que o mundo é mundo se fala, se conhece, o que nós comumente apelidamos de benzedeiras. Essas benzedeiras curam as crianças ainda inconscientes para a vida e estas são curadas, a olhos vistos, dos popularmente chamados ‘mal olhado’, ‘quebranto’ e outros males que penetram nas crianças por força energética negativa e saem pelo processo inverso, ou seja, substituindo  a energia doente pelos fluidos sadios.
            Por Exemplo, o benzedor benze o gado tomado pela bicheira e a bicheira é exterminada e curada; ele benze a pessoa mordida de cobra venenosa e o veneno da mesma é neutralizado; ele benze a região visando afastar as cobras de determinado lugar e elas são afastadas. Os orientais benzem as serpentes dominando-as para exibi-las ao público. Tudo isso são os efeitos do magnetismo, que é o veículo que une e seleciona o fluido universal para os fins específicos desejados.
            Emanuel, no livro “A Caminho da Luz”, quando nos fala da criação do planeta Terra há quatro e meio bilhão de anos, exalta a lua por sua atração magnetizadora quando diz assim: “A lua seria a âncora do equilíbrio terrestre nos movimentos de translação, o manancial de forças ordenadoras da estabilidade planetária e, sobretudo, o orbe nascente que necessita da sua luz polarizada, cujo suave magnetismo atuaria decisivamente no drama infinito da criação e na reprodução de todas as espécies nos variados reinos da natureza”.

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