sábado, 27 de outubro de 2012

OVNI: - cap. XXIX


Falar de OVNI não é um tema fácil perante a sociedade ocidental, devido a preconceitos e padrões perpetuados ao longo da história da humanidade.
Todavia, negar a presença extraterrena em nosso planeta é, negar, por exemplo, as figuras centenárias e enigmáticas de variados desenhos em Nazca, no Perú, cujos desenhos possuem suas formas claras somente à sete mil metros de altura.
Por outro lado, por algumas décadas (até a era atual), a maior barreira tem sido as duas maiores potências mundiais, sendo a primeira no ROUND, a extinta União Soviética (que é representada hoje pela Rússia) e a outra, inegavelmente, os Estados Unidos da América do Norte.
 É também verdade que um dia a Igreja Católica tomou as rédeas política, social e religiosa do mundo ocidental de tal forma que paralisava e impedia todo tipo de progresso filosófico e científico que não fosse o da vontade ou o de autoria da igreja.
Hoje ainda igrejas das mais diversas relutam em falar de extraterrestre, de OVNI ou de temas da metafísica. Falar de assuntos que não sejam céu, inferno, demônio e milagres ou qualquer assunto que ultrapasse uma vírgula além da bíblia, infelizmente é descartado ou é proibido.
Afirmam pesquisadores de OVNI que, desde 1950, acha-se em uma região no deserto de Nevada, nos Estados Unidos, distante 200 quilômetros de Las Vegas, sobre um lago extinto, um importante laboratório clandestino, onde elaboram construções de aeronaves avançadas. Ali são encontrados arquivos, temas e restos de OVNIs, bem como se encontra um reator que é conhecido pelo numero 115, cujo número representa a quantidade de prótons e elétrons, energias que alimentam naves espaciais extraterrestres. A mídia procura em todos os cantos um engenheiro físico que provavelmente ainda trabalha na usina e que é conhecido por Bob Lasar, na esperança de desvendar mistérios ainda não esclarecidos. Acreditam que Bob Lasar tenha mudado de nome para não ser encontrado.  
A extinta União Soviética possuía uma poderosa organização aos moldes do FBI e da CIA, conhecida como KGB. Segundo o relato de um agente desse instituto confirmado pelos documentos de uma outra poderosa instituição, conhecida recentemente como ‘Arquivo Azul’, eles anunciavam a existência de uma fortaleza subterrânea em uma região ao longo da União Soviética aos moldes dos laboratórios da NASA, onde depositavam restos de naves espaciais extraterrestres abatidas sob o comando da KGB para fins específicos de estudos. Por isso os soviéticos eram os mandatários e pioneiros do universo; construíram naves que sobrepunham os conhecimentos da NASA. O primeiro grande avião de caça, o MIG, foi produzido por eles e alcançava uma velocidade extraordinária jamais superada por qualquer outro avião. O avião fazia façanhas inimagináveis. As naves espaciais foram as primeiras no campo da astronomia a atingir a lua. Os soviéticos foram pioneiros em todas as invenções cientificas e tecnológicas, em se tratando de espaço.
            Toda essa tecnologia e revolução, segundo esse agente e segundo os documentos do “Arquivo Azul”, se deve aos estudos dos restos das naves extraterrestres cujas tribulações também tiveram esmiuçadas e retalhadas suas carnes e entranhas para os estudos daqueles agentes e cientistas soviéticos. Em escala menor os Americanos também enveredaram pelo mesmo caminho. Por isso, e só por esse motivo, guardavam e ainda guardam todos os assuntos relacionados a O.V.N.I.s a sete chaves, para que um não ultrapasse os limites e os conhecimentos do outro. Na disputa saia da frente que o perigo é eminente.
             Neste capítulo, onde escolhi tratar de “O.V.N.I.s”, quis, propositalmente, unificá-lo à matéria da Gênese, por Kardec, intitulada “Via Láctea” (que se acha imediatamente abaixo) onde vejo uma clara e oportuna relatividade.
            Pois bem! Negar a existência de seres extraterrestres e de planetas habitados é negar as palavras de Cristo, quando Ele próprio disse em João, capítulo 14, 2: “Existem muitas moradas na Casa de meu Pai; se não fosse assim, Eu lhes teria dito”. Ora! A Casa de Meu Pai certamente haverá de ser o universo. As diferentes moradas seriam os variados mundos no espaço infinito, como explica o Evangelho Segundo O Espiritismo.
Os Quasares estão distantes do planeta Terra bem acima de 13 bilhões de anos luz. Se as cenas de admiráveis noites esplêndidas que nossas vistas nuas percebem à noite e que os telescópios investigam incessantemente há centenas de anos fossem apenas belas luzes no espaço etéreo só para nossa admiração, haveríamos de achar que o Criador desperdiça tempo hábil cuidando de uma produção desnecessária.
VIA LÁCTEA
            Pelas belas noites estreladas, todas as pessoas contemplam essa faixa esbranquiçada que atravessa o céu de uma extremidade a outra e que os antigos já cognominavam de Via Láctea. Por sua aparência leitosa, esse clarão tem sido longamente explorado nos modernos tempos pelo olho do telescópio. Essa estrada de poeira de ouro (regalo de leite da mitologia antiga) se transformou num vasto campo de inconcebíveis maravilhas. As pesquisas científicas conduziram ao conhecimento da sua natureza e revelaram que ali, onde o olhar errante apenas percebia uma fraca luminosidade, havia milhões de sóis mais luminosos e mais importantes do que o que clareia a terra.
            Com efeito, a Via-Láctea é uma campina matizada de flores solares e planetárias que brilham em toda a sua enorme extensão. O nosso sol e todos os corpos que o acompanham fazem parte desse conjunto de globos radiosos que formam a Via-Láctea.
            O Sol ocupa inapreciável lugar na vasta criação. Milhões são os sóis que, à sua semelhança, gravitam nessa imensa região, afastados uns dos outros por mais de 100 mil vezes o raio da órbita terrestre (mais de três trilhões e quatrocentos bilhões de léguas os separam). Por esse cálculo aproximado pode-se julgar a extensão de tal região sideral e a relação que existe entre o nosso sistema planetário e a universalidade dos sistemas que compõem o Cosmo Universal.
            A criação mostra, aí, toda a sua majestade, engendrando e propagando, em torno do mundo solar e em cada um dos sistemas que rodeiam por todos os lados, as manifestações da vida e da inteligência.
            Assim, fica-se conhecendo a posição que o sol ou a terra ocupam no mundo das estrelas. Ainda maior peso ganhará estas considerações se refletirmos sobre o estado da Via-Láctea que, na imensidade das criações siderais, não representa mais do que um ponto insensível e inapreciável. Vista de longe, ela não é mais do que uma nebulosa estelar entre as milhares que existem no espaço. Se ela nos parece mais vasta e mais rica do que as outras, é pela simples e única razão de que ela nos cerca e se desenvolve, em toda sua extensão, sob os nossos olhares, ao passo que as outras, sumidas nas profundezas insondáveis, mal se deixam ser vistas.
Sabendo-se que a terra nada é no sistema solar, que este nada é quase nada na Via-Láctea e que essa, por sua vez, quase nada é na universalidade das nebulosas do imensurável infinito, começa-se a compreender o que é o Cosmo Universal e a insignificância da terra diante do espaço sideral.
            Alguns planetas são muito dessemelhantes pelas suas funções astrais. Lá, os anos não se medem pelos mesmos períodos, nem os dias pelos mesmos sóis. Esses mundos iluminados por um duplo facho foram dotados de condições de existência inimagináveis por parte dos que ainda não saíram deste pequenino mundo terrestre.
            Na sua imensidade, as leis da natureza se diversificam e se a unidade é a grande expressão do universo, a variedade infinita é igualmente seu eterno atributo. A nossa Via-Láctea é uma dessas nebulosas- conta com cerca de 30 milhões de estrelas ou sóis que ocupam nada menos que algumas centenas de trilhões de léguas de extensão e, entretanto, ainda não é a maior.
            Lançai por um instante o olhar sobre uma região qualquer de vosso globo e sobre uma das produções de vossa natureza; não reconhecerá ai o cunho de uma variedade infinita e a prova de uma atividade sem par?
            Apliquem-se aos seres que adejam nos ares, os vossos estudos; desçam eles à violeta dos prados, mergulhem nas profundezas do oceano em tudo e por toda parte lereis esta verdade universal: a natureza onipotente age conforme os lugares, o tempo e as circunstâncias; ela é una em sua harmonia geral, mas múltipla em suas produções; brinca com o sol, como uma gota d’água; povoa de seres vivos um mundo imenso com a mesma facilidade com a qual se faz o ovo posto pela borboleta.
Se tal é a variedade que a natureza nos há podido evidenciar em todos os sítios deste pequeno mundo tão acanhado e tão limitado, quão mais ampliado deveis considerar, ponderando nas expectativas dos mundos enormes, que muito mais que a terra, lhes atestam inapreciável perfeição?
           
          

Não vejais, pois, em torno de cada um dos sóis do espaço, apenas sistemas planetários semelhantes ao vosso. Não vejais nesses planetas desconhecidos apenas os três reinos que se ladeiam ao vosso derredor. Pensai, ao contrário, que assim como nenhum rosto do homem se assemelha a outro em todo o gênero humano, também uma portentosa diversidade, inimaginável, se acha espalhada pelas moradas eternas que vagam nos seios do espaço.
 Do fato de que a vossa natureza animada começa no zoófilo para terminar no homem, de que a atmosfera alimenta a vida terrestre, de que o alimento líquido a renova incessantemente e de que as vossas estações fazem com que se sucedam nessa vida os fenômenos que as distinguem, não concluais que os milhões e milhões de plantas que gravitam pela amplidão sejam semelhantes à que habitais? Longe disso, aqueles se diferem de acordo com as diversas condições que lhes são prescritas e de acordo com o papel que a cada um coube no cenário universal. As diversificadas flores, de admirável parque, são pradarias variegadas de um imenso mosaico.
Enfim, os mistérios do éter nos desvendaram o seu enigma até aqui indecifrável e pelo menos concebemos a ideia da universalidade das coisas. Cumpre que agora nos detenhamos a refletir.
            É belo, sem dúvida, haver reconhecido o quanto é ínfima a terra e o quão medíocre é sua importância na hierarquia dos mundos; é belo haver abatido à presunção humana e termos nos humilhado ante a grandeza absoluta.
            Acostumados que estamos a julgar as coisas pela nossa insignificante e pobre “habitação”, imaginamos que a natureza não pode agir sobre os outros mundos, senão segundo as regras que lhe conhecemos na terra- precisamente neste ponto é que importa que reformemos a nossa maneira de ver.
Tudo que possa nos identificar com a imensidade da extensão e com a estrutura do universo é de utilidade para a ampliação das ideias tão restringidas pelas crenças vulgares. Deus avulta aos nossos olhos à medida que melhor compreendemos a grandeza de suas obras e a nossa infimidade. Ainda vivemos, como se vê, da crença de que a Gênese Mosaica (o entendimento bíblico) implantou e fez da nossa pequenina e imperceptível terra a criação principal de Deus e de seus habitantes - os únicos objetos de sua solicitude. Compreendemos a vaidade dos homens que creem que tudo no universo foi feito para eles. Há também os que ousam discutir a inexistência do Ente Supremo.
            Dentro de alguns séculos, causará espanto que uma religião feita para glorificar a Deus, o tenha rebaixado a tão mesquinhas proporções e que haja repelido, como concepção do espírito do mal, as descobertas que somente vieram a aumentar a nossa admiração pela sua onipotência, iniciando-nos nos grandes mistérios da criação. Ainda maior será o espanto, quando souberem que esses entendimentos foram repelidos porque emancipariam o espírito do homem e tirariam a preponderância dos que se diziam representantes de Deus na Terra.
            Encerra-se aqui o capítulo da Via Láctea, com as observações pertinentes. Dá-se, em astronomia, o nome de nebulosa irresolúvel àquelas em cujos seios ainda não se puderam distinguir as estrelas que a compõe. Hoje, porém, se entende que essa aparência é devida ao afastamento e que com instrumentos poderosíssimos muitas seriam resolúveis. A nossa Via-Láctea é uma dessas nebulosas e possui cerca de 30 milhões de estrelas, ou sóis, que ocupam nada menos que algumas centenas de trilhões de léguas de extensão e, entretanto, ainda não é a maior. Outra observação é que o número representado por léguas assegura a autenticidade da obra e da época.
             Boa sorte a todos, paz e harmonia!

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