sábado, 27 de outubro de 2012

CIÊNCIA: OBRA PRIMA DE DEUS – UM PRESENTE AOS HOMENS – cap. II


Ora, todos os setores da vida humana evoluem, ‘materialmente’ pelas mãos da ciência, pois é papel dela a evolução para a permanente busca da melhor qualidade de vida do homem. Entretanto, o aumento de tempo de vida do homem há de ser homogêneo, equilibrado e equitativo porque não adianta prolongar a vida do Ser sem o seu desejo pessoal e natural em prolongar a sua própria existência.
Mas, percebemos uma força invisível e negativa que bloqueia a evolução no campo da filosofia que abrange religião e política pública.
A palavra ‘caminho’ foi substituída pela palavra ‘cristianismo’ e foi uma proposta do profeta Lucas para designar os seguidores de Cristo e que foi acolhida por unanimidade. É por via dessa trilha é que a luz da verdade revelará ao novo indivíduo o caminho para a libertação do velho homem que se acha ainda enfunado na zona vibracional do instinto para a busca da racionalidade intuitiva onde se achará o verdadeiro cristão desse novo milênio. Alguém disse: “As Leis de Deus são eternas e não se alterarão em um segundo para evitar uma dor ou adiantar um sorriso”. Se alguém deseja aprender, deve abrir o coração no entendimento fraterno, democrático e espontâneo, sem os hiatos da hipocrisia inútil e estacionária. Íris, personagem identificada em outro capítulo de meu livro, em passeio pela natureza, diz assim: “Quanto ensina o livro da natureza! Felizes aqueles que aprendem em suas folhas palpitantes do saber! Para eles, será o reino dos céus”. A idiossincrasia de “céu e inferno” haverá de ser definitivamente jogada no lixo para que o novo homem inicie novas buscas. Por exemplo, Deus se encontra intrinsecamente onde Ele quer estar e não necessariamente onde queremos que Ele esteja. É pobreza de ‘espírito’ o religioso construir igrejas faraônicas na iludida pretensão de que Deus possa adentrar ali porque aquela igreja é mais bonita do que as outras.
            Por falar em igreja e, voltando à Íris, como disse, identificada em outro capítulo, por via de uma obra espírita psicografada, conta sobre sua existência pretérita e sua experiência física na Espanha, no século XVI, quando ela era uma figura eclesiástica e exercia a função de freira. Sua força e seu caráter eram particularidades que chamavam tanto a atenção do clã eclesiástico que faziam dela uma espécie de construtora de igrejas. Construíam obras suntuosas e faraônicas que sobrevivem até hoje oferecendo uma beleza arquitetônica que se espalhou por toda a Espanha. Ela e outro sacerdote amigo, ambos dotados de espíritos mais evoluídos, achavam um desperdício de tempo e de dinheiro a construção de inúmeras igrejas; contudo, ficavam felizes porque as obras permitiam emprego para os pobres trabalhadores. O sacerdote, um dia, ao pé da obra, disse assim a Íris: “Se as pedras são obras mortas, os braços que lidam com elas são obras vivas e eu quero fazer um templo que seja eterno para que os trabalhadores tenham pão durante muitos anos; há dinheiro de sobra na igreja e eu quero que os pobres vivam. Além do mais, nossa religião gosta de pedras, muitas pedras, arcos, abóbadas, torres, muitas torres e, algumas delas, bem altas com sinos grandes que despertam a consciência dos pobres de espírito”.
            Ainda sobre o livro acima referido, alguém chamou Íris e seu amigo sacerdote para o almoço, porém, Íris não almoçou e justificou: “tenho fome de um alimento que a terra não produz e tenho sede da água divina. Apesar de tantas iguarias, nunca estamos satisfeitos. Sabem por quê? Porque o vazio que sentimos só poderá ser preenchido com algo que se chama amor”.
 Afinal, quem somos nós? - “Precisamos buscar o conhecimento sem qualquer interferência em nossos hábitos. Se pudermos fazer isso, manifestaremos o conhecimento na realidade. Estamos aqui para sermos criadores e para preenchermos o espaço com ideias e grandes pensamentos. Estamos aqui para algo maior desta vida”. Este pensamento foi extraído do DVD “Quem somos Nós”. Não é por acaso a minha homenagem feita com um capítulo dedicado à ciência. A ciência é eventualmente criticada pelo universo eclesiástico, injustamente. Isso acontece porque a ciência desvenda e desmonta mitos e padrões atrasados. O inconsciente coletivo sabe que o desenvolvimento da ciência irá fatalmente derrubar os mistérios íntimos e profundos dos padrões indevidamente perpetuados. Tal como hoje, as igrejas dispensam algumas mensagens bíblicas na parte da Gênese, com o vagar do tempo, mister indispensável, e com a permissão de Deus, a ciência que nos informa que o planeta Terra possui quatro bilhões e meio de anos e que o mesmo planeta gastou outros tantos milhões de anos para se formar, eventualmente irá desvendar outros mistérios.
             Não foi por obra do acaso que o homem recebeu mais de Deus: recebeu a inteligência e o livre arbítrio, faculdades exclusivas da alma humana que fazem do indivíduo um ser privilegiado, cujas dádivas, utilizadas com responsabilidade, permitirão a todos, tempos ainda não sonhados. São ferramentas, atributos que inspiram esse SER a utilizar-se da permanente pesquisa e do estudo para alcançar as metas desejadas. A intuição, essência emanada da inteligência, é mais um presente de Deus ao homem; é um requisito indispensável nas invenções, nas descobertas científicas e tão permanente como o despertar do dia seguinte, cujo atributo inspira-nos a acreditar que o futuro nunca estará pronto. É por iniciativa desta mesma intuição que a ciência chega, rompe obstáculos, derruba crenças, dogmas e ultrapassa mitos descartáveis. Ora! Ao homem é dado conhecer, pela mesma ciência o inimaginável, visando ao seu conforto, seu crescimento intelectual, social e moral.
            A passos serenos, porém sucessivos e investigativos, a astronomia ignora tabus e preconceitos e vai desvendando os mistérios do universo. O fato é que julgamos as coisas como as vemos e compreendemos; imaginamos que a natureza não age ou não segue seu curso sobre o próprio planeta Terra ou sobre outros mundos, senão segundo os nossos conceitos ou padrões.
Ramatiz diz: “Todo ser humano, mormente, pelas suas dificuldades, busca Deus como o Supremo alvo de sua vida. Quem procura o ‘melhor’, indubitavelmente, procura Deus, pois nada existe melhor além D’ele”.
 O novo homem e os novos tempos exigem a conscientização para um novo padrão e um novo estilo. Os humanistas afirmam que não se deve permitir um outro caminho que não seja à luz da filosofia holística. O holismo vem do grego “HOLOS”, que eleva a inspiração, sugerindo a ética e a fraternidade como força e entendimento indispensáveis para nossa evolução espiritual. Pois bem! Se hoje não podemos encontrar Deus por suas mensagens, suas obras ou produções, o encontraremos pelos caminhos da ciência. Observe um exemplo: recentemente, em meados de outubro de 2005, um astrônomo, em Minas, captou a luz originária da explosão de uma estrela que ocorrera há 12 bilhões de anos luz. Se não bastasse, bem mais longe, acima de 16 bilhões de anos luz, encontraremos os “Quasares”, relembrando-nos que a velocidade da luz é de 360.000 mil quilômetros por segundo.
Na Gênese, por kardec, os amigos do plano astral fazem-nos a seguinte advertência no campo religioso: “Se a religião se nega a avançar com a ciência, esta avançará sozinha; somente as religiões estacionárias podem temer as descobertas da ciência, as quais, funestas só as são as que se deixam distanciar das ideias progressistas, imobilizando-se no absolutismo de suas crenças. Elas, em geral, fazem tão mesquinha ideia da Divindade que não compreendem que assimilar as Leis da natureza que a ciência revela é glorificar a Deus em suas obras; na sua cegueira, porém, preferem render homenagem ao espírito do mal (ao demônio). Uma religião que não estivesse em nenhum ponto em contradição com as Leis da Natureza, nada teria a temer ao progresso e seria invulnerável”.
No Japão, já é grande a faixa etária da terceira idade acima dos 100 anos. Essa melhoria, construída em sua maior parte pela ciência, revela e ao mesmo tempo recebe as bênçãos de Deus. Ora, se Deus é pai, qual pai carinhoso não quer o melhor aos seus filhos?   
Em contramão, o setor da filosofia que abrange política e religião não registrou nenhum avanço; não houve amadurecimento digno de registro que correspondesse ao crescimento científico. Pelo contrário; na política, continua a corrupção que teve início no período de Dom João VI e que prossegue até os nossos dias.
 As Igrejas se esquecem de rever o entendimento de céu e inferno. O demônio permanece ameaçador na visão do clero, cuja crença mantém a igreja viva e o dízimo em dia.
São crenças ultrapassadas que sustentam fantasias sem sentido e que exigem atualização. As últimas descobertas científicas e o próprio avanço tecnológico impõem à igreja uma nova postura frente aos fiéis; o paraíso ainda existe para muitos e é ensinado como cenário de prazeres e emoções infantilizadas e inadmissíveis para os nossos dias.      
            Ramatiz, um Espírito iluminado do outro lado do plano físico, no livro “Elucidações do Além”, faz severa recomendação quando diz: “as igrejas - católicas ou protestantes - mesmo sendo entidades dignas de nosso apreço, dificultam o trabalho dos mentores espirituais no além-túmulo, porque ao invés de esclarecerem seus adeptos quanto à autenticidade da Lei do Carma e do processo Reencarnatório, persistem em divulgar e ensinar a ideoplastia mórbida e infantil de Céu e Inferno. Em consequência, tais religiosos são responsáveis pelas “crianças espirituais” que aportam diariamente ‘do lado de lá’ completamente aterrorizadas pelos hediondos pesadelos e isoladas mentalmente das mais singelas iniciativas das equipes socorristas- isso nos lembra as moscas que se prendem às teias de aranhas devido à própria imprudência e ignorância”.
            Pela metafísica aprenderemos a utilizar os elementos da natureza. A psicometria, a clarividência, a telepatia, a radiestesia, os estados vibratórios, a levitação, a viagem astral e os dons mediúnicos são elementos que irão orientar-nos nas dúvidas aparentemente inexplicáveis. Pela intuição, escolheremos os livros que irão nos ensinar. Na busca, descobriremos que o verdadeiro EVANGELHO não mente, mesmo que as pessoas queimem os grandes livros ou as melhores bibliotecas do planeta. O fenômeno conhecido na Ásia pelo nome de “Registro Akashico”, largamente conhecido pelos monges do Tibet e comentado também por algumas obras espíritas é como uma fita magnética viva que grava tudo o que ocorre na Terra desde a criação do planeta até os nossos dias; o registro capta desde uma simples folha que cai de uma árvore até os mais furiosos terremotos. Quando o homem fizer por merecer, quiser estudar e aprender, sem o cabresto da mediocridade, estará a caminho da verdadeira
mensagem universal. O Registro Akashico e outros assuntos da metafísica constarão em capítulos adiantes.

3 comentários:

  1. LI com muita atenção,entendi o que o altor deste blog quis passar,estou de pleno acordo,pois de um tempo pra cá venho sendo instruida para novos caminhos.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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