sábado, 27 de outubro de 2012

OS PRIMITIVOS HABITANTES DA TERRA: - cap. VII


Há um espaço dedicado para falarmos desse povo originário e primitivo do planeta Terra. Para se ter uma leve ideia do fato histórico, reporto-me ao capítulo anterior onde se fala da psicometria. Por esse mesmo processo das leis naturais, que regem também o processo da psicografia, veremos João, ”O Evangelista”, companheiro de Cristo, glorificando os seus próprios dons e atributos. Ele foi ao encontro daquele momento primitivo e difícil e transfere-nos delicado período, conforme transcrição publicada no livro de Edgar Armond, Os Exilados de Capela. Diz assim: “Eis como foram vistos pelo Espírito de João, ‘O Evangelista’, cuja comunicação foi dada na Espanha, no final do século XIX.” Segue: “Adão ainda não tinha vindo. Eu via um homem, dois homens, muitos homens e no meio deles não via Adão e nenhum deles tampouco o conhecia; eram os homens primitivos que meu espírito, absorto, contemplava. Era o primeiro dia da humanidade, porém, que humanidade, meu Deus! Era também o primeiro dia do sentimento, da vontade e da luz, mas de um sentimento que só se diferenciava da sensação e de uma vontade que apenas desvanecia as sombras do instinto. Primeiramente o homem procurou o que comer; após, procurou uma companheira. Então, juntou-se a ela e teve filhos. Meu espírito não via o homem do paraíso; via menos que o homem, coisa pouca mais que um animal superior. Seus olhos não refletiam a luz da inteligência; sua fronte desaparecia sob o cabelo áspero e rijo da cabeça; sua boca, desmensuradamente aberta, prolongava-se para diante; suas mãos se pareciam com os pés e frequentemente tinham o emprego destes; uma pele pilosa e rija cobria as suas carnes duras e secas que não dissimulavam a fealdade do esqueleto. Oh! Se tivésseis visto como eu o homem do primeiro dia, com seus braços magros e esquálidos caídos ao longo dos corpos e com suas grandes mãos pendidas até os joelhos, vosso espírito teria fechado os olhos para não ver e procuraria o sono para se esquecer. Seu comer era como devorar; bebia abaixando a cabeça e submergindo os grossos lábios nas águas; seu andar era pesado e vacilante como se a vontade não interviesse; seus olhos vagavam sem expressão pelos objetos como se a visão não se refletisse em sua alma; seu amor e seu ódio, que nasciam das suas necessidades satisfeitas ou contrariadas, eram passageiros como as impressões que se estampavam em seu espírito e grosseiras como as necessidades em que tinham sua origem. O homem primitivo falava, porém não como o homem; tinha alguns sons guturais acompanhados de gestos (os precisos para responder às suas necessidades mais urgentes). Fugia do aglomerado e buscava a solidão; ocultava-se da luz e procurava indolentemente, nas trevas, a satisfação de suas exigências naturais. Era escravo do mais grosseiro egoísmo; não procurava alimento, senão para si. Procurava a companheira em épocas determinadas, quando eram mais imperiosos os desejos da carne e, satisfeito o apetite, retraía-se de novo à solidão sem mais cuidar da prole. O homem primitivo nunca ria e nunca seus olhos derramavam lágrimas; o seu prazer era um grito e a sua dor era um gemido. O pensar fatigava-o; fugia do pensamento como fugia da Luz”. Mais adiante acrescenta: ”E nesse homem bruto do primeiro dia, o predomínio orgânico gerou a força muscular; a vontade subjugada pela carne gerou o abuso da força; dos estímulos da carne nasceu o amor e, com o passar do tempo, foram geradas as sociedades primitivas. A família existe pela carne e a sociedade existe pela força. Moravam as famílias às vistas de todos; protegiam-se, criavam-se rebanhos, levantavam tendas sobre troncos e depois caminhavam sobre a terra. O homem mais forte é o senhor da tribo e a tribo mais poderosa é o lobo das outras. As tribos errantes, como o furacão, marcham para adiante e, como gafanhotos, assaltam a terra onde pousam seus enxames”. Assim, finalizou-se a obra psicografada de João.
Como eu disse acima, João, ‘O Evangelista’, foi à era primária dos habitantes do planeta Terra, buscar, provavelmente, o homem “erectus”, que viveu por volta de um milhão e meio de anos atrás.

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