sábado, 27 de outubro de 2012

OS DILÚVIOS E A ERA GLACIAL - cap. XI


Em recente estudo realizado por mais de sessenta cientistas ligados a ONU, constatou-se o aumento da temperatura em 2 graus. Em face do aquecimento verificou-se, a olho nu, o acelerado degelo da Groenlândia. Em trinta anos o continuado degelo poderá elevar as águas dos oceanos em algum lugar do planeta em até sete metros de altura. Se assim acontecer, logicamente alguns paises irão sumir do mapa. O que não compreendo é porque paleontólogos e outros tantos pesquisadores estudam plantas e animais pré-históricos de milhões de anos com precisão admirável e não aprofundam com o mesmo afinco estudos que tratam do dilúvio universal ocorrido há 12 mil anos e nem mesmo do dilúvio asiático que veio posteriormente.
           Para se falar dos dilúvios há de se falar de religião. Talvez esteja aí esse cuidado e precaver dos cientistas. Utilizando-me de dons da intuição, das suposições e por via de algumas obras inspiradoras (armas utilitárias) vou abrindo horizontes e ocupando espaços onde pouco se trabalhou para trazer possibilidades à tona com informações do período diluviano. Por exemplo, a ciência confirma a existência de quatro eras glaciais na história do planeta, mas nem sempre consegue explicar a razão destas geleiras. Deixemos a cargo da ciência o que é dela; contudo, estudiosos apontam que a última grande geleira ocorrida teve o seu fim há 12 mil anos.
 Vamos ao que nos interessa. Dois renomados cientistas, o professor Italiano César Emiliano da Universidade de Chicago e o físico sérvio de nome M. Mizancovith, em épocas diferentes, apresentaram uma mesma hipótese: a de que o degelo tenha ocorrido em face de um impacto violento e fulminante contra o nosso planeta. Esse impacto teria sido provocado por um meteoro, alterando assim, a órbita e a inclinação do eixo da rotação da terra recebendo, por isso, a luz solar adversa, o que teria aumentado a temperatura em lugares onde era frio, promovendo o degelo da região.
             Porém, há uma unanimidade: ninguém nega que um dia houve o dilúvio universal e o dilúvio asiático, também conhecido por dilúvio bíblico. Mas o que teria provocado esses dilúvios? Falaremos inicialmente do dilúvio universal, ocorrido há doze mil anos aproximadamente. Pelos inumeráveis vestígios encontrados nota-se que a terra sofreu, nesse período, um choque causado por um enorme meteoro atraído por influência da atração magnética, cujos estragos influíram, provavelmente, até nas características da qualidade do meio ambiente do planeta terra. Com o impacto alterou-se a órbita e a inclinação do eixo da Terra; essas variações provocaram o degelo. Os vestígios de um impacto profundo deixam claro que não são efeitos apenas de chuvas torrenciais, como afirmam alguns estudiosos, mas que algo muito mais forte aconteceu em face dos estragos fenomenais. Ocorreram mudanças geográficas significativas, enormes. Pelo fenômeno, teria ocorrido o afundamento de parte do Continente Atlante, que teria submergido nas águas do Oceano Atlântico, onde ainda hoje se encontram vestígios.
            Em manuscritos de diversas raças e de diversas civilizações há noticias desses dilúvios. Existe um manuscrito conhecido pelo nome de “troiano”, que se mistura com as tradições maias, trazendo-nos uma só versão. Pelas tradições dessas antigas civilizações conta-se que primeiro afundou a grande Atlântida por conta do dilúvio universal, ocorrido há 12 mil anos. O Continente antigo é descrito e corroborado pelo documento “troiano” descoberto em escavações arqueológicas na região dos Toltecas, ao sul do México, e que se acha no Britisch Museu de Londres. O falecido brasileiro e espírita Edgard Armond, em seu Livro Os Exilados da Capela, aponta-nos algumas informações constantes do manuscrito. Ele diz: “No ano 6 de Kan, em 11 Muluc, no mês de Zac, terríveis tremores de terra se produziram e continuaram sem interrupção até 13 de Chuem. A região das Colinas de Argilas, o país de Mu, foi sacrificado. Depois de sacudida por duas vezes, desapareceu subitamente durante a noite. O solo, continuamente influenciado por forças vulcânicas, subia e descia em vários lugares, até que cedeu. As regiões foram, então, separadas umas das outras e, depois, dispersas. Não tendo podido resistir às suas terríveis convulsões, elas afundaram, arrastando sessenta e quatro milhões de habitantes”. Isto se passou 8.060 anos antes da composição desse manuscrito.
                  Se verificarmos a possibilidade de o manuscrito acima contar com mais de 3.000 anos, período da civilização troiana, aproximaremos os próprios dados do período do degelo e do próprio dilúvio, fenômenos ocorridos há 12 mil anos- período esse confirmado pela ciência.
                  O dilúvio asiático, conhecido como dilúvio bíblico, teria ocorrido há 6.300 anos aproximadamente e, por se tratar de um dilúvio periférico, teria provocado acentuadas modificações geológicas na Ásia mais do que em outros lugares. Edgar Armond, em seu livro, nos informa que pelos acontecimentos descritos no documento “Troiano” conclui-se que, primeiramente, afundou-se a grande Atlântida por meio do dilúvio universal; depois ocorreu o último dilúvio, que é também conhecido por dilúvio asiático ou dilúvio bíblico, submergindo-se de vez o restante daquele solo, levando junto os sobreviventes Atlantes. Para corroborar nesse sentido estão os achados dos homens de Lagoa Santa – MG e os de Itambacuri, que se situa às margens do Rio São Francisco. Afirmam arqueólogos franceses, dinamarqueses e brasileiros que esses achados se assemelham também aos homens encontrados na Bahia e na Colômbia, cujos fósseis se aparentam aos ancestrais da população australiana. Esses cientistas afirmam também que esses fósseis encontrados possuem cerca de 12 mil anos. Pelos vestígios, antes do dilúvio universal havia ligação por terra do ocidente até o continente australiano. Essa ligação se desfez com o afundamento parcial do continente Atlantes pelo dilúvio já referido. O dilúvio asiático promoveu o definitivo afundamento que consumiu as derradeiras terras do Continente Atlantes.
Quanto ao dilúvio asiático, um dilúvio periférico conforme o próprio nome diz, acentuadas modificações geológicas ocorreram na Ásia e em especial na região do Tibet, que faz fronteira com a China. T. Lobsanga Rampa, o monge do Tibet, natural daquela região, em seu livro A 3ª Visão, nos informa que em algumas montanhas que circundam o Himalaia, com leves escavações são encontrados variados fósseis marinhos quase à flor da superfície. Kardec, na Gênese, conta-nos ainda que, um dia, aquela região era banhada por um mar que ia do mar Negro até o Oceano Boreal. Os vestígios são inumeráveis por boa parte daquela região asiática.   
Como eu disse, dos habitantes remanescentes da Grande Atlântida restou uma ilha que há 6.300 anos também teria sido extinta pelo que nós tratamos como o dilúvio asiático. No rodapé do livro de Armond está a informação de que a região era formada por uma ilha que possuía dimensões continentais calculadas por cientistas europeus; essas dimensões compreendiam em 3.000 km x 1.800 km, perfazendo-se cinco milhões e quatrocentos mil km², um pouco mais da metade do território brasileiro.

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