sábado, 27 de outubro de 2012

A MEDICINA TRADICIONAL: - cap. XXIII


No livro Mantras de Vida, de João Nunes Maia e Loester, nós encontraremos a seguinte mensagem de saúde: “Se queres ter saúde, esqueça a doença! A medicina do futuro será diferente da atual, pois irá tratar primeiramente da conduta do indivíduo, da higiene de sua mente e da educação de suas palavras; irá ensinar a respiração profunda e a alimentação correta para que a mecânica orgânica entre em plena sintonia com a mecânica universal”.
É fato comum ouvir da ciência médica naturalista que “as sementes das doenças são plantadas com muita antecedência”. O livro dos Espíritos, bem como o livro dos Médiuns, por Alan Kardec, nos informa que o conhecimento do perispírito é a chave para a resposta de uma série de problemas até agora não explicados. Ele diz assim: “A medicina ainda considera o elemento material ponderável e se priva de apreciar os fatos de uma causa incessante de ação”.
            No livro O Poder da Cura Quântica, de autoria do Doutor Deepac Chopra, um trecho diz assim: “Para o homem moderno, a doença não é uma necessidade, e sim uma escolha; a natureza não nos impõe uma bactéria ou um verme que causa as variadas doenças. Essas são dúbias criações do homem, pois, assim como ele foi capaz de criá-las e mantê-las, ele também será capaz de expulsá-las e de destruí-las”.
            A doença pode ser o recurso para desviar o homem do vício e da paixão. No livro Elucidações do Além, Ramatiz nos diz assim: “A doença manifesta-se teimosa e insolúvel porque atende a um processo determinado pelo alto, só regredindo depois que o enfermo do corpo também se decide por uma vida dedicada aos princípios regenerativos. No entanto, desde que seja da vontade de Deus, dos guias ou dos anjos, a cura será fácil e até miraculosa, pois, nesse caso, o doente tanto recobra a saúde com um gole de água fluidificada prescrita por qualquer médium como se recupera através do chá, da erva receitada pelo curandeiro ou pela oração de um pastor”.
            O homem, através da evolução da ciência, intuitivamente procura desempenhar seu papel que nunca abandonou. E na nova era? A ciência médica desse novo milênio já se inicia revolucionando padrões, desobstruindo fronteiras e abrindo caminhos promissores no desenvolvimento das pesquisas com células-tronco embrionárias e células adultas. São achados preciosos da ciência, mas que se esbarram nas prerrogativas da religião e de grupos conservadores.
            O cientista e biólogo americano Edward Wilson, em entrevista a uma revista disse, entre outros assuntos que ciência e igreja haveriam de fazer as pazes e se dar as mãos, pois nesse entendimento todos sairiam ganhando para o bem da mesma sociedade. Esse esforço sobrenatural ao qual se propõe o cientista haveria de partir da igreja que é uma instituição que se encontra em débito com a ciência pelas arbitrárias, desumanas e injustas perseguições ao longo dos séculos.
            As células-tronco embrionárias são especiais por seu caráter da generalidade; elas podem curar todas as enfermidades enquanto as demais células só podem construir um tecido específico- é o que a ciência afirma hoje.
            Christopher Reeve poderia ter sido salvo da morte não fossem tantas barreiras. Esse grande ator que interpretou o Super Homem ficou tetraplégico após cair do cavalo. Ele lutou em vão em defesa das pesquisas com células-tronco embrionárias até a morte, porém o caso dele esbarrou na imprecisão dos cientistas que ainda engatinhavam nas pesquisas desse campo tão misterioso, fascinante e promissor. Entretanto, o maior obstáculo na época se achava na intransigência das igrejas e nas unhas de grupos conservadores. Assim como no caso de Reeve, existem outros milhões de pacientes em todo o mundo que aguardam essa magnânima prerrogativa da ciência para receber a cura. Felizmente, recentemente cientistas americanos conseguiram retirar células-tronco de embriões sem, contudo, matá-las. Esse avanço recompõe o caminho rumo aos padrões éticos e desobstrui a oposição desvairada de grupos opositores.
Com essa nova possibilidade, a ciência em breve estará tratando das doenças tidas como incuráveis ou crônicas.
Cabe à nova ciência se orientar por todas as fontes e caminhos encontrados pelo novo homem. Harold Koenig, um respeitável especialista em geriatria, psiquiatria e bioestatística da Universidade de Duke, nos EUA, prega os resultados de suas pesquisas mostrando que a fé faz bem à saúde. Em sua pesquisa, Koenig notou que os pacientes que tinham fé enfrentavam com mais otimismo os problemas de saúde, tinham mais disposição, esperança e reagiam de forma mais positiva aos tratamentos. Doutor Koenig respondia a uma entrevista da Revista ISTOÉ, quando o entrevistador perguntou: “Esse entendimento funciona para qualquer pessoa e em qualquer religião?” Koenig respondeu que sim e que basta seguir os princípios que a maioria das religiões prega, ou seja, a fé. A matéria de Koenig me chamou a atenção de forma positiva quando ele disse que quem leva a ferro e a fogo e decide depositar tudo nas mãos de Deus corre o sério risco de perder a vida. Observaremos, em algum trecho da bíblia, um recado de Deus dizendo mais ou menos assim: “Faça a tua parte e eu o ajudarei”. Na própria revista apresentaram um estudo feito pelo médico Riad Yunes, com três mil pacientes de câncer de mama do Hospital do Câncer de São Paulo, que acentuam as afirmações do Doutor Koenig. Segundo o trabalho do médico cancerologista, 20% das mulheres preferiram fazer somente o tratamento espiritual em casa, antes de se submeterem à cirurgia, sem tomar os medicamentos indicados pelos médicos; quando voltaram ao hospital três ou quatro meses depois, os tumores tinham dobrado de tamanho.
            A medicina será melhor quando a antiga se unir à nova. Enquanto isso aguardaremos essa sugestiva fusão sem dispensar o mistério da fé como recurso e como ferramenta poderosa no tratamento da saúde. Enquanto o homem não atinge o limiar da compreensão ensinada pelo Espírito de João Nunes Maia e Loester, ele deve fazer um “todo” visando à qualidade do homem, sem o preconceito, sem o fanatismo de alguns, sem as contradições hipócritas que normalmente servem de propósitos separatistas entre religião e ciência e a relutante recusa da ciência médica pelas plantas e pelas benzedeiras, cujas ferramentas serão incluídas cientificamente no processo da cura de um futuro breve- é nossa obrigação como indivíduo propor essa inclusão natural.
O médico atual quase sempre dispensa a intuição e usa os recursos instrumentais e laboratoriais para diagnosticar essa ou aquela enfermidade. Isso não é bom, pois, nesse caso, o profissional estará perdendo a sua melhor característica que é a intuição. Um famoso e competente terapeuta naturalista, o já famoso Jayme Brunning, em seus livros e em suas entrevistas na TV, ressalta a importância de diagnosticar no paciente as possíveis infecções por vermes, vírus, bactéria, fungos e outros bichinhos, como fator determinante para desenvolver a cura. Ele diz que sem essas informações precisas não há como tratar corretamente o paciente e que esses intrusos são agentes responsáveis por suas menores e maiores enfermidades, onde se inclui o câncer. Diz também que a imprecisão dos laboratórios patológicos não atende às indagações das quais o médico necessita. Nesse caso, a intuição do médico é indispensável.
O escritor, empresário e advogado mineiro Doutor Miguel Augusto Gonçalves de Souza comenta em seu livro, que se trata de um discurso de posse na Academia Mineira de Letras, sobre um trecho de sua vida na infância e fala-nos de sua convivência no dia-a-dia com o seu pai, que era médico, e se chamava Doutor Dario Gonçalves de Souza. Explica o Doutor Miguel o esforço físico e hercúleo utilizado por seu pai para atender aos pacientes que moravam nas distantes zonas rurais do então extenso município de Itaúna, em Minas Gerais, bem como as enormes dificuldades para se locomover até aquelas distantes paragens no lombo do burro ou de algum outro animal de montagem. Para atender a um paciente andava mais de 30 ou 40 quilômetros. Algumas destas zonas rurais citadas hoje já são municípios, tais como Carmo do Cajuru e o antigo distrito de Conquista (atual município de Itaguara) onde morou o também médico, escritor e autor de Sagarana, Guimarães Rosa. Este foi companheiro de jornada de outro ilustre médico itaunense, Doutor Antônio Augusto de Lima Coutinho, que era comumente chamado de Doutor Coutinho. Doutor Dario e outros tantos profissionais da época, pioneiros, exerciam a difícil atividade médica tendo como ferramentas apenas a experiência e a intuição, pois ainda naquele tempo já era fato comum a mesma indiferença dos políticos para com as difíceis questões sociais. Quando tinham de diagnosticar a olho nu a malária, o tifo e doenças endêmicas, só contavam com a intuição e com a experiência.  A pior de todas as doenças para a época era a lepra. A ausência dos atributos da experiência e da intuição daquele médico do passado condenava o paciente à morte antecipada.
            Exaltar aqui a evolução da ciência médica, suas qualidades atuais e os avanços no campo instrumental e laboratorial, além de enumerar o indispensável continente de profissionais médicos com vasta capacitação, bem como exaltar a medicina nuclear e a preventiva é “chover no molhado”. Contudo, hoje é raro o médico que ao consultar seu paciente dispense um ou outro exame laboratorial, desprezando aquilo que o profissional possui de mais sagrado que é a experiência do diagnóstico pelo visual. É exatamente nesse item que esse agente da saúde perde a sua melhor característica, sua maior qualidade e capacidade, que é a de diagnosticar utilizando os sinais vitais do paciente pelos olhos clínicos. O terapeuta Jaime Bruning, conceituado profissional do interior paulista, em um programa de TV, onde, por algumas vezes, emitiu explicações no campo da saúde, explicou que os vírus, vermes, fungos e outros intrusos, em mais de 70% dos casos não são detectados por meios dos exames laboratoriais e que, nesse caso, a experiência do profissional é que irá determinar se há ou não a contaminação do paciente, já que esses pequeninos são responsáveis pelas mais variadas enfermidades que possam existir atualmente na vida do homem. Ainda que eu não possua conhecimento científico e nem mesmo me encontre autorizado e capacitado para opinar sobre esse vasto campo, intuitivamente faço das palavras de Jaime Brunnig as minhas palavras.
Seguindo em frente, tenho a dizer que a medicina, no atual momento, cuida muito bem do preventivo. Contudo, quanto ao curativo, ela não possui a mesma eficiência. Os próprios medicamentos, por vezes, complicam a saúde do paciente. O Doutor Alfons Balbach, no livro A Flora Nacional na Medicina Doméstica, dedica mais de 08 páginas mostrando-nos, por exemplo, os incontáveis inconvenientes pelo uso de alguns antibióticos em pacientes.
            Visando a humanização da medicina, a ciência médica teria que se abrir sem preconceitos para o poder da fé e da oração e anexar ao currículo das faculdades os estudos sobre as plantas que tratam e que curam, muitas vezes, sem o ônus de caros medicamentos. Sou curioso e novato no campo das pesquisas que estudam as plantas. É um campo extenso e complexo porque não existe por parte da ciência médica nenhuma experiência científica, nenhuma força e nem mesmo a aceitação, a compreensão ou o reconhecimento desse campo natural. Por exemplo, a icterícia é uma enfermidade que ocorre quase sempre com o recém nascido; é uma coloração amarela anormal da pele da criança, cuja urina recebe também um tom amarelado, causado pela infiltração e mistura de bílis no sangue ou nos tecidos dos órgãos. A cura total desse mal evitará complicações futuras para aquele bebê, porém a cura em 100% se dará com a utilização do banho do bebê pelo popularmente conhecido chá de picão, cientificamente conhecido por “Bilden Pilosa”. Essa planta ajuda a tratar também a hepatite, é desobstruente do fígado, vermífugo e possui outras qualidades. A sálvia (SALVIA OFFICINALIS) é uma planta cultivada nos quintais por suas propriedades medicinais e pelo seu uso culinário; nela é encontrado fósforo em quantidade considerável. Nas pesquisas, descobrimos que a sálvia pode tratar uma imensidade de males; pelos livros de plantas que tratam, verificaremos suas variadas propriedades curativas. Estando eu recentemente com os níveis de colesterol e glicose alterados e aumentados, pude reverter o quadro tomando a sálvia e, por novo exame realizado, detectar a normalização em níveis desejáveis. As sementes da abóbora poderão ser utilizadas em uma receita para tratamento de alguns tipos de vermes. Deve-se colher as sementes e expô-las sob a claridade para secagem; estando relativamente secas, leve-as ao forno leve para garantir a secagem completa, não permitindo que elas se torrem. Depois, leve-as ao liquidificador com igual quantidade de farinha de mandioca para a moagem e adicione, se quiser, uma pitada de açúcar, pois o sabor se assemelhará às deliciosas e tradicionais paçocas de amendoim. Caso queira, você poderá substituir a pitada de açúcar por sal para ser utilizado sobre o feijão. Use uma colher de sopa pela manhã e, em especial, em jejum, mas você pode também usar da forma que lhe convier. Uma dica aos pais: para uma xícara média de semente de abóbora, use uma xícara média de farinha de mandioca podendo, também, adicionar uma colher de sopa de amendoim torrado, pois isso irá melhorar ainda mais o sabor do vermífugo. Fiz uso da dica, mas o problema é que a minha família comeu a receita toda de uma só vez. É claro que não há nenhuma contra-indicação colateral, uma vez que a semente de abóbora é energética e possui outras qualidades nutritivas e curativas.
O sabão preto, sem a utilização da soda cáustica, é um produto bastante conhecido e muito aceito no meio rural sendo substituído pelo sabão comum para lavar roupas, para tomar banho e para as limpezas gerais. Muitos indivíduos, pelo uso diário desse sabão, mantêm os seus cabelos cheios, uniformes e sem os tradicionais fios brancos, oriundos das avantajadas primaveras. O sabão combate ainda a caspa, a seborreia e o piolho.

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