sábado, 27 de outubro de 2012

REENCARNAÇÃO E MEDIUNIDADE - cap. XVIII


Certo dia, achava-me em conversas com uma pessoa conhecida; falávamos sobre o espiritismo e esse indivíduo se confessava simpatizante à causa. Dizia ele que a sua dificuldade maior para compreender ou acatar a doutrina espírita se prendia ao fato de não acreditar na reencarnação. Ora! A reencarnação está para a vida assim como a água está para suprir nossas necessidades diárias, pois sem água não há vida. Negar a reencarnação anunciada pela Doutrina Espírita é negar as leis naturais que regem o universo. Se hoje não podemos acatar a reencarnação como fato, acataremos amanhã, em outro dia, em outra vida.
            Porque, então, não nos lembramos das vidas passadas? O que nos parece um problema, quando se trata da reencarnação, torna-se um presente no campo das leis naturais, ou seja, é um benefício da misericórdia divina ao ser humano não trazermos lembranças do passado para não prejudicarmos a nossa evolução, pois, se soubéssemos o que fomos e o que fizemos ou praticamos de mal aos nossos semelhantes, ficaria difícil a nossa convivência e reconciliação com eles. A reencarnação é uma necessidade para a inevitável e incessante evolução do indivíduo.
            Sem o princípio inexorável da reencarnação e sem considerar a preexistência da vida física do homem como fato natural, variadas partes das mensagens do evangelho se tornam vazias ou inexplicáveis e, por isso, dão lugar a interpretações tão contraditórias. Saindo um pouco do tema que fala da reencarnação e para captar a realidade da época de CRISTO e suas mensagens, as igrejas teriam que abandonar padrões ultrapassados para empregar os fenômenos inseridos nas Leis Naturais, um mister necessário para que o homem não se afaste em demasia dos fatos reais outrora ocorridos.
            Sabe-se que uma nova mentalidade permitirá, nesse novo milênio, o conhecimento da Lei do carma e do processo reencarnatório por grande parte dessa sociedade contemporânea. Esse novo entendimento já vem ocorrendo e se completará não pela simples escolha ideológica com a qual se escolhe um time de futebol, mas pela maioridade e maturidade intuitiva da pessoa humana. O avanço das pesquisas científicas ajudará o homem a encontrar esse novo caminho. O entendimento do processo reencarnatório e a Lei do carma darão suporte à ciência médica para desvendar a origem das deformidades, das doenças crônicas, incuráveis, e que são classificadas como doenças psíquicas.
A reencarnação e a Lei do CARMA já eram conhecimentos do cotidiano entre os védicos e egípcios; na própria bíblia, em trechos originais, encontraremos nas entrelinhas o entendimento dessa invariável lei.
MEDIUNIDADE
O médium é apenas o intermediário das mensagens do plano astral para os que se acham do lado de cá. Ele transfere mensagens para o nosso mundo físico e pode ser também o agente intermediário das energias fluídicas naturais que se encontram por todo o cosmo universal e que poderão ser empregadas na cura de algum enfermo. Por exemplo, um dia desses, uma pessoa muito simples (no sentido intelectual) quis passar à outra do mesmo nível o papel do médium como instrumento das leis naturais na cura de um paciente. Na sua simplicidade, pôde e quis explicar que quando se acha um carro parado no meio de uma estrada por causa de uma bateria insuficiente ou semi-descarregada, utiliza-se de um cabo condutor visando extrair de outro carro, que se encontra com a bateria perfeita, a energia para acionar o arranque do veículo que se encontra com a bateria fraca. Esse cabo será a ponte, ou seja, será o instrumento que irá emprestar ou conduzir a energia suficiente para girar o arranque do carro parado e fazê-lo funcionar novamente. O médium, no caso, seria o cabo condutor, seria a ponte que levaria as energias fluídicas naturais até o enfermo, ou mesmo agiria como um ‘correio’ para levar as mensagens enviadas por algum espírito. Sei que não é uma comparação muito saudável, mas é uma comparação inteligente. As psicografias e as obras literárias mediúnicas que chegam até nós são transmitidas por essa ponte viva que conhecemos como médium. O Espírito comunicador se acha no campo astral e, em se dirigindo ao Espírito encarnado do médium, não lhe fala nem em francês, nem em inglês, mas na língua universal que nós entendemos como telepatia, que é a língua do pensamento. Para traduzir a sua ideia em uma linguagem transmissível, ele transforma suas mensagens de acordo com o vocabulário do médium.

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