Certo
dia, achava-me em conversas com uma pessoa conhecida; falávamos sobre o
espiritismo e esse indivíduo se confessava simpatizante à causa. Dizia ele que
a sua dificuldade maior para compreender ou acatar a doutrina espírita se
prendia ao fato de não acreditar na reencarnação. Ora! A reencarnação está para
a vida assim como a água está para suprir nossas necessidades diárias, pois sem
água não há vida. Negar a reencarnação anunciada pela Doutrina Espírita é negar
as leis naturais que regem o universo. Se hoje não podemos acatar a
reencarnação como fato, acataremos amanhã, em outro dia, em outra vida.
Porque, então, não nos lembramos
das vidas passadas? O que nos parece um problema, quando se trata da
reencarnação, torna-se um presente no campo das leis naturais, ou seja, é um
benefício da misericórdia divina ao ser humano não trazermos lembranças do
passado para não prejudicarmos a nossa evolução, pois, se soubéssemos o que
fomos e o que fizemos ou praticamos de mal aos nossos semelhantes, ficaria
difícil a nossa convivência e reconciliação com eles. A reencarnação é uma
necessidade para a inevitável e incessante evolução do indivíduo.
Sem o princípio inexorável da
reencarnação e sem considerar a preexistência da vida física do homem como fato
natural, variadas partes das mensagens do evangelho se tornam vazias ou
inexplicáveis e, por isso, dão lugar a interpretações tão contraditórias.
Saindo um pouco do tema que fala da reencarnação e para captar a realidade da
época de CRISTO e suas mensagens, as igrejas teriam que abandonar padrões
ultrapassados para empregar os fenômenos inseridos nas Leis Naturais, um mister
necessário para que o homem não se afaste em demasia dos fatos reais outrora
ocorridos.
Sabe-se que uma nova mentalidade
permitirá, nesse novo milênio, o conhecimento da Lei do carma e do processo
reencarnatório por grande parte dessa sociedade contemporânea. Esse novo
entendimento já vem ocorrendo e se completará não pela simples escolha
ideológica com a qual se escolhe um time de futebol, mas pela maioridade e
maturidade intuitiva da pessoa humana. O avanço das pesquisas científicas
ajudará o homem a encontrar esse novo caminho. O entendimento do processo
reencarnatório e a Lei do carma darão suporte à ciência médica para desvendar a
origem das deformidades, das doenças crônicas, incuráveis, e que são
classificadas como doenças psíquicas.
A
reencarnação e a Lei do CARMA já eram conhecimentos do cotidiano entre os
védicos e egípcios; na própria bíblia, em trechos originais, encontraremos nas
entrelinhas o entendimento dessa invariável lei.
MEDIUNIDADE
O
médium é apenas o intermediário das mensagens do plano astral para os que se
acham do lado de cá. Ele transfere mensagens para o nosso mundo físico e pode
ser também o agente intermediário das energias fluídicas naturais que se
encontram por todo o cosmo universal e que poderão ser empregadas na cura de
algum enfermo. Por exemplo, um dia desses, uma pessoa muito simples (no sentido
intelectual) quis passar à outra do mesmo nível o papel do médium como
instrumento das leis naturais na cura de um paciente. Na sua simplicidade, pôde
e quis explicar que quando se acha um carro parado no meio de uma estrada por
causa de uma bateria insuficiente ou semi-descarregada, utiliza-se de um cabo
condutor visando extrair de outro carro, que se encontra com a bateria
perfeita, a energia para acionar o arranque do veículo que se encontra com a
bateria fraca. Esse cabo será a ponte, ou seja, será o instrumento que irá
emprestar ou conduzir a energia suficiente para girar o arranque do carro
parado e fazê-lo funcionar novamente. O médium, no caso, seria o cabo condutor,
seria a ponte que levaria as energias fluídicas naturais até o enfermo, ou
mesmo agiria como um ‘correio’ para levar as mensagens enviadas por algum
espírito. Sei que não é uma comparação muito saudável, mas é uma comparação
inteligente. As psicografias e as obras literárias mediúnicas que chegam até
nós são transmitidas por essa ponte viva que conhecemos como médium. O Espírito
comunicador se acha no campo astral e, em se dirigindo ao Espírito encarnado do
médium, não lhe fala nem em francês, nem em inglês, mas na língua universal que
nós entendemos como telepatia, que é a língua do pensamento. Para traduzir a
sua ideia em uma linguagem transmissível, ele transforma suas mensagens de
acordo com o vocabulário do médium.
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