sábado, 27 de outubro de 2012

JESUS E OS DEMÔNIOS – cap. V


O capítulo é da Gênesis, por Kardec e fala assim sobre Jesus: “Sua alma se achava ao corpo unida pelos laços estritamente indispensáveis. Essa particularidade lhe dava dupla vista e era por via de atributos inigualáveis que Jesus curava os endemoniados e outros tantos doentes da alma e do corpo”. 
  Haveremos de reconhecer que os espíritas Kardecistas são agraciados de tempos em tempos por grandes obras literárias do ramo, nas quais, por vezes, encontraremos Jesus na época de sua missão aqui na Terra. Ele é encontrado aqui, ali e acolá em forma humana e em entendimento intimamente particular com o povo, junto à gente daquela época. Em peculiar obra espírita, conta-se que Jesus foi chamado a expulsar o demônio que atormentava alguém. Jesus, ao aproximar-se desse pobre obsediado, pela superioridade espiritual e pelo incessante desejo de fazer o bem, curou a vítima e o algoz. Ele, com a sua dupla vista, ao curar essas vítimas, via o obsessor e o obsediado simultaneamente. Conta-se que o espírito obsessor, ao ver Jesus, por sua vez, extasiado de admiração e esplendor, por si só - desligava-se espontaneamente do obsediado e, após ter passado aquela breve excitação e admiração, o algoz, ainda como espírito, tanto não esquecia mais aqueles olhos serenos, amorosos e penetrantes, bem como se convertia ao caminho da fraternidade, do perdão e do amor anunciado por Cristo.
            Não detenho na lembrança o nome do livro que contém o trecho acima, porém o trecho seguinte trata-se da imortal e consagrada obra que recebe o nome de “Perdoo- Te” (livro psicografado por Amália Rodrigues Soler e Eudaldo Pagés, editado na Espanha, cuja edição durou de 1897 a 1899). Essa obra trata, pois, das diversas encarnações de Madalena- a mesma Madalena citada na bíblia na época de Jesus e que no capítulo inicial do livro recebe o nome de Íris.  A passagem fala de um encontro do povo com Jesus ocorrido em praça de determinada cidade no período de Cristo. Esse encontro é narrado de maneira emocionante por Madalena. Inicia-se assim: ‘Naquele dia, achava-me tão extasiada e tão emocionada que não encontrava nas palavras o sentido próprio para explicar meus sentimentos’. Mais complicado ainda, dizia ela, ‘é explicar para as pessoas do plano físico a síntese perfeita da preleção de Cristo’. ‘Os nossos sentidos imperfeitos são pobres para entendermos toda a emoção daquela gente, toda a minha emoção’.
O trecho que inclui Jesus ocorreu assim, segundo a personagem: “Muito antes de amanhecer, pus-me a caminho com muitos outros, com quase toda a população da aldeia, pode-se dizer, porque todos desejavam estar junto D’Ele. Que bela manhã aquela! O céu sem nuvens, as árvores cobertas de flores, os meninos colhendo ramos e as mulheres com seus filhinhos nos braços dizendo umas às outras: ‘O meu filho será curado porque que eu tocarei em sua túnica’! Até os velhos, maltratados pelos anos, diziam cheios de entusiasmo: ‘Hoje vou nascer de novo porque o Enviado irá curar-me’! Todos colocavam suas esperanças n’Ele. Cheguei, por fim, aos muros da cidade e tive de esperar que abrissem suas portas (portões) que, aliás, foram estreitas (os) para dar passagem àquelas ondas de gente. Todos foram se acomodando na grande praça que, apesar de sua extensão, tornou-se pequena para conter tantos sedentos de justiça e de luz e tantos famintos de saúde. Não pude acompanhá-Lo em seu trajeto. Assim, coloquei-me no melhor lugar, ao pé das grades do templo. Ali os soldados formavam um pequeno círculo para conter a multidão que, se não fossem eles, teriam subido até os altares dos deuses para ouvirem falar o homem-Deus, tamanho o entusiasmo que dominava a todos. Como estava contente meu espírito! Eu ia vê-Lo! E, desta vez, não poderia escapar-me: iria vê-Lo em plena luz. Os raios do sol iluminariam seus cabelos sedosos e eu ouviria a sua voz muito de perto, bem de pertinho, pois tentaria aproximar-me o máximo possível. Precisava tanto de seu alento! Sentia-me tão feliz pelos momentos que me esperavam! Era necessário serenar-me para não morrer de felicidade! Por fim, começou a ouvir-se um rumor ao longe que foi aumentando até parecer um mar encapelado invadindo montanhas com suas ondas bravias! E, em verdade, era o mar das paixões humanas que se agitava violentamente. Que tumulto! Que gritaria! Quantas aclamações! Quantas súplicas! Tudo isso porque os enfermos queriam aproximar-se d’Ele, todos ao mesmo tempo! É impossível, absolutamente impossível, descrever com detalhes o quadro que oferecia a grande praça onde se confundiam todas as classes sociais e onde os sofismas do passado e as verdades do futuro achavam-se frente a frente! Que agitação! Que burburinho!            Quando Ele surgiu, bastou a Sua presença para que se acalmassem todos os ânimos. Aquela imensa multidão emudeceu, dando passagem a Ele e a centenas de meninos que, solícitos, rodeavam-No. Jamais esquecerei aqueles momentos solenes. O homem-Deus, mais belo do que nunca, com seus cabelos luminosos, com sua fronte radiante, com os seus olhos que soltavam raios de luz, com seu melancólico sorriso, com aquela expressão que ainda não vi em nenhum rosto humano, deteve-se ante as grades do templo. Nesse momento tornaram-se desnecessários os homens armados para conter a multidão. Ninguém mais se movia; ninguém se atrevia a transpor as grades do lugar sagrado. Todos os olhares estavam fixo n’Ele; todos os ouvidos estavam atentos para não perderem uma só das suas palavras. O homem-Deus relanceou, então, o olhar por sobre a multidão até fixá-lo no governador e nos sacerdotes e disse assim: ‘Aqui me têm. Venho para dissipar dúvidas e desvanecer temores. Venho dizer-lhes que eu não sou a Lei, mas que sou o Amor; que não venho colher, mas venho unicamente semear e que o fruto da semente que hoje atiro à terra não será colhido senão quando se passarem muitos séculos. Venho dizer-lhes que só há um só Deus ao qual devem adorar em espírito e verdade, um Deus único que é meu Pai e que está nos céus. Venho dizer-lhes que os seus deuses e seus templos estão fadados a desaparecer e que sobre as pedras de seus escombros serão levantados outros templos para o saber. Venho dizer-lhes que só há uma religião: o bem, com um só mandamento: amem-se uns aos outros! Eu venho redimir a humanidade por meio do meu amor e do meu martírio. Venho curar os enfermos porque estes precisam do médico da alma. Não me tolham o passo. Deixe-me fazer o bem e deixem que seus meninos se acerquem de mim, pois trago para eles todo o amor de meu pai que está nos céus. Meu pai os quer muito porque as crianças são limpas de coração e será para elas o reino da paz e da justiça. Deixem vir a mim os pequeninos e vocês, outros poderosos da terra, assemelhem-se a elas porque só os limpos de coração entrarão no reino dos céus. Guardem bem minhas palavras: só há uma religião: o Bem, com um só mandamento: amem - se uns aos outros”!
  

 JESUS MUITAS VEZES AQUI:
Os asiáticos veneram, cultuam e possuem como mestre e salvador, o Buda, entretanto, alguns asiáticos conhecem muito sobre o ‘nosso Jesus’. Nesses entrementes incluímos os monges do Tibet e suas fontes sagradas e reveladoras - são escrituras milenares encontradas nos livros antigos e documentos invioláveis.
Jesus é também encontrado e citado por via do campo da metafísica e do Espiritismo Kardecista, desde a raça Atlantes, há mais de 15 mil anos, até os dias de sua existência. Jesus teria sido Numu, Juno, Anfion, Antúlio, Krisna, Buda e, finalmente, o próprio Cristo. Ele teria participado da construção científica - e nunca miraculosa do planeta Terra, há quatro e meio bilhões de anos. Sim! É o que afirmam alguns livros.
            O livro “A Caminho da Luz”, de Emmanuel, diz assim: “Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos de nosso sistema solar, existe uma comunidade de Espíritos puros e eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas da direção de toda a coletividade planetária”.  Nessa comunidade de seres angélicos e perfeitos, Jesus é um dos membros divinos.
            Como disse, os monges tibetanos conhecem essa tradição e denominam os SERES dessa comunidade como “Jardineiros da Terra”, enquanto Emmanuel, em seu livro, os denominam de “Divinos Jardineiros”. Segundo Emmanuel, essa comunidade ANGÉLICA já esteve aqui reunida por duas ‘grandes oportunidades’, ou seja, quando da criação do planeta Terra e posteriormente à face da Terra quando Cristo veio trazer a lição imortal de seu evangelho de amor e redenção; todavia, em missões não menos importantes, encontraremos Jesus aqui no planeta Terra por variadas ocasiões, conforme relatamos acima.
Verdade é que, se Jesus voltasse HOJE ao nosso meio, provavelmente ‘Ele’ não teria o mesmo nome e novamente não seria reconhecido. Na defesa de seus ideais atualizados sem os hiatos da hipocrisia, ‘ELE’ seria novamente pisoteado, humilhado e novamente crucificado pelos Fariseus e Escribas de hoje. Alguém duvida? ELE defenderia as mensagens atualizadas de acordo com as atuais necessidades. Ele condenaria a miséria, os maus políticos, a conduta profana e egoística de religiosos na busca incessante do dízimo para o enriquecimento pessoal; condenaria a omissão, a impunidade, a irresponsabilidade do homem atual frente ao meio ambiente e, provavelmente, reformaria as palavras insensatas de São Tomaz de Aquino e do próprio Aristóteles, que defendiam a soberania do homem sobre todas as criaturas ou seres vivos, fazendo do homem o centro do universo moral sobre todas as coisas. Se Jesus voltasse fisicamente ao planeta Terra, provavelmente reformaria a ideia de céu e inferno; ensinaria que a meta de Deus ao homem é o conhecimento, o aprendizado para a vida sem fronteiras, sem limites; aconselharia as igrejas a não criticarem a ciência, mas sim, a incentivá-la sempre. Em resposta ao seu interlocutor que desejaria saber se no céu caberia todas as almas renegadas, Jesus confirmaria o que Ele disse anteriormente na bíblia e diria assim: “Na Casa de Meu Pai há muitas moradas” e que a ‘Casa de meu Pai’ que tanto me refiro é o universo infinito e que as muitas moradas são, inegavelmente, os milhões de mundos espalhados pelo Cosmo infinito, não nos esquecendo das milhares de dimensões existentes no universo para acolher os irmãozinhos desencarnados porque, quando o homem morre fisicamente, seu espírito não vai para o céu ou para o inferno, mas estará em alguma dimensão que corresponda ao seu entendimento espiritual para posterior volta, como o aluno volta às aulas depois das férias dando continuidade aos estudos e ao aprendizado; reformaria as ideias de que o homem daqui seja o centro do universo, dizendo que essa pretensão é ridícula e que o planeta Terra é apenas um planeta que se encontra no estágio de expiação e sofrimento, sendo, portanto, uma esferinha insignificante em relação aos planetas evoluídos; provavelmente nos diria que o planeta Terra é menos que um grão de areia no meio Cósmico e diria o que disse a Pilatos: “Eu sou Rei, mas não Sou deste mundo. Estou aqui por vontade própria. Estou aqui porque assim desejo, porque, estando aqui, agrado a Meu Pai e ajudo aos meus pobres irmãozinhos terráqueos na escalada da evolução, porque essa é a vontade do PAI e de suas Leis prontas.
            No capítulo 8, v. 12, de João, Jesus dizia assim: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não nadará nas trevas, mas possuirá a luz da vida”. Então, os fariseus disseram: “o teu testemunho não vale porque estás dando testemunho de ti mesmo”. Jesus respondeu: “Embora eu dê testemunho de mim mesmo, o meu testemunho é válido porque eu sei de onde vim e para onde vou. Vocês julgam como homens, mas eu não julgo ninguém; mesmo que eu julgue, meu testemunho é válido porque eu não estou sozinho, pois Meu Pai, que me enviou, está comigo. Na Lei de vocês está escrito que o testemunho de duas pessoas é válido. Eu dou testemunho de mim mesmo e o Pai que me enviou, dá testemunho de mim. Vocês não conhecem nem a mim, nem a meu Pai. Se vocês me conhecessem, também conheceriam meu Pai”.
            Em capítulos seguintes, “as autoridades” dos judeus disseram a Jesus: “Nosso pai é Abraão”. Jesus respondeu: “Se vocês são filhos de Abraão, façam as obras de Abraão”. Então eles replicaram: “Não somos filhos ilegítimos, só temos um pai que é Deus”. Jesus disse: “Se Deus fosse pai de vocês, todos me amariam, pois eu saí de Deus e venho D’ele”. Em outro versículo, Jesus continuou: “Vocês são daqui de baixo, eu sou lá de cima; vocês são deste mundo, mas eu não sou deste mundo”.
            Provavelmente, o maior sofrimento de Jesus tenha sido a hipocrisia em face do atraso moral e espiritual da sociedade que era formada por Fariseus e Escribas. Em João, capítulo 8, v. 52, os judeus Lhe disseram: “Agora sabemos que estás louco. Abraão morreu e os profetas também e tu dizes: ‘Abraão, o pai de vocês alegrou-se quando viu o meu dia’; Ele viu e encheu-se de alegria!”. Então os judeus revidaram: “Ainda não tens cinquenta anos e viste Abraão?” Jesus respondeu: “Eu garanto a vocês: antes que Abraão existisse, ‘Eu Sou’”. Então eles pegaram pedras para atirar em Jesus.
   Para julgar com clareza alguns fatos é preciso ver-lhes todos os lados para perceber todas as consequências. O que Jesus tentava explicar aos judeus é que Ele detinha poderes para comunicar-se com o espírito de Abraão em qualquer momento. Só que Jesus, diferente de nós, não traz consigo o véu do esquecimento e, por isso, carregava na lembrança também, todos os fatos do tempo de Abraão.
    Quando Jesus reencarna ‘eventualmente’ aqui, Ele também se sujeita às Leis naturais que regem o planeta Terra; Todavia, em face de sua particular grandeza espiritual, detentor de atributos inigualáveis, permitindo-Lhe poderes muito acima do homem comum, cujos poderes Ele utilizava para as curas das enfermidades e para as curas das obsessões das pessoas e detinha poderes para saber sobre o passado, sobre os fatos contemporâneos, bem como para saber o futuro da humanidade.
Por isso Jesus teria dito aos Fariseus e Escribas: “antes que Abraão existisse ‘Eu Sou’ – Jesus estava a lhes dizer que Ele próprio já vivia há muitas existências quando Abraão ainda não existia. Ora, Jesus voltou muitas vezes quando foi necessário, reencarnando ao corpo físico com outros nomes para dar prosseguimento á suas intermináveis obras como Mestre e Salvador.
  Uma ou outra obra espírita sempre nos ensina que sem o princípio da preexistência da alma e da reencarnação, a maior parte das máximas do Evangelho é inteligível e inexplicável, por isso deram lugar a interpretações tão contraditórias. Esse entendimento e essa compreensão são as chaves do verdadeiro sentido.

JESUS É UM EXTRATERRESTRE ? 
 Os Espíritos na Gênese, de Kardec, esclarecem-nos para o entendimento lógico quando dizem que: “Tudo o que possa identificar a extensão relativa à estrutura do universo e à grandeza de Deus é de utilidade para a ampliação de nossas ideias. Deus avulta nossos olhos à medida que melhor compreendemos a grandeza de suas obras. Os seres humanos encontram dificuldades em considerar os espaços radiantes que cintilam na amplidão e acham que sejam simples massas de matérias inertes e sem vida; não imaginam que nessas regiões distantes haja magníficos crepúsculos e noites esplendorosas, sóis fecundos e dias transbordantes de luz, vales e montanhas e que múltiplas produções se desenvolvam no horizonte Cósmico”.
Considerando esses infinitos horizontes desconhecidos, harmoniosos e, voltando a Jesus, Ele disse essencialmente o que tinha a dizer: nem mais, nem menos. Ele disse a Pilatos: “Eu sou rei, mas meu reino não é deste mundo”. Em João 8, v. 23, Jesus complementa: “Vocês são daqui de baixo, eu sou lá de cima; vocês são deste mundo, mas Eu não sou deste mundo”.
            Quando Jesus faz claramente a afirmação de não pertencer ao nosso ‘mundo’, essa confirmação textual Ele a faz na bíblia mais de uma vez. Ora! Se Ele diz não ser deste mundo, considerando o novo ponto de vista do homem moderno que não acredita hoje como acreditava ontem em ‘Céu e Inferno’, mas em planetas habitados, em variadas dimensões existentes, na existência do mundo ASTRAL, tese acolhida também pela Doutrina Espírita, pergunto: Jesus seria, então, um extraterrestre?
            Jesus reencarnou aqui no planeta Terra muitas vezes. Diferente do homem, Ele reencarnou na Terra para nos ajudar. O homem reencarna várias vezes para o seu próprio aprendizado e volta sempre com um novo corpo físico, visando dar continuidade ao aprendizado através da escola da vida para a caminhada evolutiva em busca do incansável esclarecimento espiritual e intelectual.
             Alguns livros antigos informam que JESUS esteve aqui como Antúlio, na extinta Atlântida, e ensinou os primeiros passos da espiritualidade superior fundando o “templo da paz” e organizando sistemas que posteriormente os essênios reviveram na Judéia.
            Neste novo século, novo milênio de emancipação intelectual e da liberdade da consciência filosófica, política e religiosa, o direito de exame pertence a todos e as escrituras não são mais a ‘Arca Santa’, a qual ninguém se atrevia a tocar sem correr o risco de ser fulminado. Jesus, na época de Cristo, não podia desenvolver o ensino de maneira completa porque faltava aos homens o conhecimento que só poderiam adquirir com o passar do tempo.
Na primeira grande revelação planetária, Moisés se apresentou para revelar aos homens a existência do Deus único, promulgar a Lei do Sinai e lançar as bases da verdadeira fé a um povo atrasado no entendimento espiritual e intelectual. Para que Moisés tivesse êxito e fosse ouvido em sua árdua missão diante daquela gente rebelde e infiel, o próprio Moisés modelou um Deus rude, cruel, ciumento e às vezes vingativo, quando ordenava que se retribuíssem as ofensas do “olho por olho, dente por dente”.
   Cristo, tomando o ponto de partida de Moisés, se apresentou para a 2ª grande revelação, visando dar um novo rumo para a vida presente e futura à família humana, ensinando o que Moisés não pôde ensinar porque os homens se achavam ainda crianças a engatinhar. Jesus já NÃO apresentava um Deus ciumento, cruel, que regava a terra com o sangue humano, que ordenava o massacre e o extermínio dos povos. Mas, mostrava um Deus clemente, que perdoa, cheio de mansidão e misericórdia e que dá a cada um segundo as suas obras. A nova ordem de Jesus foi: “Amai a Deus sobre todas as coisas e a vosso próximo como a ti mesmo; nisto está toda a Lei”. Entretanto, Cristo acrescentou: “Muitas coisas que vos digo ainda não as compreendeis e teria muitas outras a dizer, mas que não compreenderíeis; por isso é que vos falo por parábolas, porém, enviar-vos-ei o Consolador, o ‘Espírito da verdade’ que restabelecerá todas as coisas e vo-las explicará todas” (João 14,16 e Mateus, capítulo 18). Jesus, por essas palavras, anuncia o agente responsável pela 3ª revelação, agente esse revelador, que são os ‘médiuns’ e que não se resume em um só indivíduo como ocorreu na época de Moisés e do próprio Cristo, ou seja, foram necessários muitos séculos para que os ensinos atingissem as extremidades do mundo. Desta vez, a missão, não estando personificada em um só indivíduo, surgirá simultaneamente em milhares de pontos diferentes do planeta e em mensagens que visam orientar os homens rumo a um caminho mais cristão.
    Esse jeito ímpar de anunciar a nova doutrina de luz é sem dúvida a maneira mais eficaz. Atentemo-nos para a explicação da Gênese, por Kardec, que diz assim: “Esta circunstância, inaudita na história das doutrinas, lhe dá força excepcional e irresistível poder de ação; de fato, se a perseguirem num ponto em determinado país, seria materialmente impossível que a perseguissem em outro país. Em contra posição, a um lugar onde lhe embaracem a marcha, haverá mil outros em que florescerá. Se ferirem um indivíduo, não poderão ferir os espíritos, que são a fonte onde ela tem origem. Se, por acaso, conseguissem sufocá-la em todo o planeta, ela reapareceria pouco tempo depois porque repousa sobre um fato que está na natureza onde não se podem suprimir as Leis da natureza”.
            Voltando ao tema da reencarnação, se o homem não acata hoje a reencarnação como um fenômeno inserido no contexto das leis naturais, o futuro se encarregará, por via da própria ciência, da comprovação do fato. A reencarnação, pelo processo da regressão, já não deixa dúvidas para uma parcela da ciência e suas experiências são enumeráveis. Se a própria ciência quisesse, hoje já poderia anunciar o processo reencarnatório como fato evidente. No gênero temático encontraremos dezenas, talvez centenas de livros científicos relatando as experiências que estão à disposição do leitor nas livrarias de todo o mundo.
A Gênese, por Kardec, nos explica que o espiritismo e a ciência se completam reciprocamente e diz: “A ciência sem o espiritismo se acha impossibilitada de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria. Ao espiritismo, sem a ciência, faltariam apoio e comprovação”.
      Que relação existe entre a regressão e a reencarnação? A regressão comprova, como disse acima, a preexistência da vida física e suas variadas fases, acontecimentos e realizações ocorridas em uma, duas, três ou muitas reencarnações das vidas anteriores. Ou seja, a regressão, por si só, confirma a reencarnação.
      Alguns pesquisadores da área ao praticar a regressão em pacientes, utilizam-se de aparelhos que são ligados ao cérebro visando examinar as variadas faixas que envolvem as conexões entre os neurônios. Os aparelhos ligados mostram que a faixa do cérebro em trabalho se dá na faixa da lembrança e nunca na faixa da fantasia, como inicialmente pensavam alguns estudiosos. São essas e outras práticas utilizadas com repetidas investigações que servirão de provas físicas e autênticas da reencarnação pelo processo científico. Essa prova dará expansão ao desenvolvimento para encontrar respostas para muitas perguntas, bem como apontará caminhos para a solução de doenças tidas como crônicas e incuráveis e que têm como fonte a origem psíquica ou do espírito (ou da alma, como queiram).
      Deus, Jesus e os amigos do plano astral inspiram-nos diariamente ao entendimento das leis naturais para nossa melhor qualidade de vida; porém, tanto Deus, como Jesus não se estressarão se, por acaso, alguma ovelha rebelde ou desorientada se extraviar da observação de suas Leis- o prejuízo será do extraviado. O indivíduo terá muitas reencarnações e bastante tempo para refletir sobre sua própria vida. O universo se acha com 12 bilhões de anos e o planeta Terra possui quatro bilhões e meio de anos, sendo que, da construção do planeta Terra, ‘Jesus’ foi o administrador. Essa afirmação faz parte do acervo das escrituras milenares dos tibetanos. Existe uma lenda que fala de uma Legião (ou Conselho de trabalhadores especiais) que cuidou da elaboração e posteriormente da construção do planeta Terra. O livro “A Caminho da Luz”, obra psicografada por Chico Xavier e ditada pelo espírito de Emmanuel, fala-nos desse Magnânimo Conselho que estaria sob a orientação misericordiosa e sábia de Jesus. Nessa ocasião, elaboraram-se na Terra inúmeras assembleias de operários espirituais, visando o planejamento para a construção do planeta por esses magníficos Engenheiros Cósmicos, solidificando, assim, o planeta Terra. Conta-nos também o livro de Emmanuel que o grande Conselho estelar já esteve aqui por duas grandes oportunidades: a primeira foi para a elaboração e a construção da Terra e a segunda foi quando ocorreu a descida do Senhor à face da Terra trazendo à família humana a lição de seu evangelho de amor e de redenção.
       “Se hoje nos desviamos das verdadeiras mensagens de Cristo e não encontramos Deus por suas obras, encontraremos a divindade, um dia, pela evolução da ciência onde deveria existir convivência harmoniosa para o bem da própria humanidade. A amplitude evolutiva dissolverá, ao longo do tempo, um conjunto de postulados, de rituais vazios e sem compromissos com a verdadeira vida.  Não importa que os homens destruam as maiores ou melhores bibliotecas do mundo ou que queimem a biblioteca de Alexandria, pois a evolução da ciência, por via das leis naturais, se encarregará, um dia, de trazer aos homens a ‘verdade’ nua e crua”.

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