sábado, 27 de outubro de 2012

A FÉ, O JEJUM E A ORAÇÃO - cap. XIII


“A fé é um dos maiores fatores do bem. A esta força maravilhosa devem-se os milagres mais extraordinários. A fé proporciona paz a todos os que a abraçam. Envolve um principio de tão grande alcance que é impossível dizer quais são suas limitações ou se ela tem limitações”. A frase acima é de um famoso escritor, Napoleon Hill, do Livro ‘A Lei do Triunfo’, editado em todo mundo e que já se encontra na 26ª edição.
            Tradicionalmente a fé é compreendida por parte da sociedade religiosa na abrangência de fiéis, como uma força mística. Segundo as transcrições dos dicionários, a palavra místico, mística ou misticismo é explicado assim: ‘tendência para acreditar no sobrenatural’.
            Porém, pela via da intuição ou do sexto sentido e influenciado pela própria fé nas coisas sérias, em Deus e na imortalidade para fundamentar de que a fé não é uma força mística, até então defendida e compreendida; mas, a fé é um fluido universal, magnético e natural.
            Ramatiz, um espírito de luz, do livro ‘A vida Humana e o Espírito Imortal’, diz assim: “Todos nos somos divinos, acima e além da personalidade humana vivida no mundo profano da matéria; O pano de fundo de nossa consciência é a própria consciência da natureza, Criatura de Deus”.
            Com palavras diferentes, mas mantendo o mesmo fundo filosófico, Jesus em sua preleção, certa ocasião ensinou aos homens: “O reino de Deus está em vós e em sua volta”. Ora, a primeira coisa que Jesus poderia estar dizendo é que o homem não precisa de igrejas para se relacionar com o Ser Supremo, pois o próprio homem pela sua natureza intrínseca, possui esse elo natural e particular de intimidade. Outro fato é que Deus inseriu em suas Leis, suprimentos para atender todas as necessidades do próprio homem. Pela contemplação dirigida a Deus, caso seja de merecimento, o homem será atendido em suas súplicas, porquanto na natureza, ou seja: nas Leis naturais, encontraremos os suprimentos, os fluidos, as energias e as necessidades para suprir as criaturas, sem necessidades de efeitos pueris, sobrenaturais ou miraculosos.
            Veja bem: O ateu, embora afastado de Deus, quando vive dignamente no mundo profano a sua função de esposo, pai, irmão filho ou cidadão, é sempre superior ao religioso, onde se englobam espíritas, evangélicos, católicos ou qualquer outro religioso que comporta bem no ‘mundo sagrado dos templos’, mas falseia no mundo profano da vida cotidiana. Fato que, por si só, mostra-nos que o elo com a divindade o que conta não é o pano de fundo da religiosidade do individuo, mas o peso será medido pelo caráter, pela ‘natureza’ espiritual da pessoa.
  “A fé, porém, nas coisas sérias, em Deus e na imortalidade, está sempre vivaz no coração do homem e, por mais sufocada que ela tenha sido sob o amontoado de histórias pueris com que a oprimiram, ela se erguerá mais forte desde que se sinta libertada, tal como a planta que, comprimida se levanta de novo logo que a banham os raios de sol”- pensamento extraído do Evangelho Segundo o espiritismo.
 Observaremos abaixo outro trecho de fé da mesma obra, porém, recheada de informações claras de que a fé promove fenômenos estranhos de cura e que são consequências das leis naturais. Diz assim: “O poder da fé recebe uma aplicação direta e especial na ação magnética; por ela, o homem age sobre o fluido. Esse mesmo agente universal lhe modifica as qualidades e lhe dá uma impulsão, por assim dizer, irresistível. Por isso, aquele que a um grande poder fluídico, junta uma fé ardente, pode, apenas pela vontade dirigida para o bem, operar esses fenômenos estranhos de curas que, outrora, passariam por prodígios; todavia, nada mais são que as conseqüências de uma lei natural. Eis o motivo pelo qual Jesus disse aos seus apóstolos: ‘se não curastes, é porque não tínheis a fé’”.
            Os grandes mestres da humanidade acreditam na oração, no jejum e na fé como força indispensável para a solução dos problemas do homem. Huberto Rodhen diz em seu livro intitulado Mahatma Gandhi que: “todos os iniciados sabem, por experiências próprias, que a oração é uma espécie de invasão do finito pelo infinito, o cruzamento de uma fronteira para aquém da qual há pequenez e fraqueza para além da qual imperam grandeza e poder. Quem consegue essa evasão tem nas mãos tudo quanto existe de positivo: poder, amor, saúde, felicidade, certeza de Deus e da vida eterna”. Huberto diz mais: “todos os chamados milagres são primogênitos da oração”.
            Compactuo integralmente com todo o capítulo de Huberto, porém, é irretocável a última frase acima quando ele afirma que os chamados milagres são primogênitos da oração porque, na verdade, há cumplicidade entre um e outro; todavia, tudo está inserido nas leis naturais que regem o universo. Sobre sensatez ou lucidez, em outro capítulo, Rodhen diz assim: “Só deixarei de ser ofendível quando deixar a zona do ego e me erguer à nova dimensão do Eu; esse Eu que é a luz do mundo, que é o reino de Deus, que é o pai em mim”. Aí, nessa mesma dimensão proposta por Rodhen, se situa o caminho; é a rota onde encontraremos a saúde e a felicidade do homem. Essa zona vibracional só será inequivocadamente encontrada pelo acesso do veiculo conhecido tradicionalmente pelo fenômeno chamado “oração, jejum e fé”.
            Atentaremos para mais uma sugestão de Gandhi: “Se um único homem chega à plenitude do amor, neutraliza o ódio de milhões de indivíduos”. Possui toda a razão quando Gandhi anuncia a frase acima e Huberto Rodhen a explica dizendo assim: “A suprema vitória da autorrealização (ou cristificação) depende do conhecimento da verdade do homem sobre si mesmo naturalmente. Não depende de um simples conhecimento teórico, analítico e intelectual, mas de uma verdadeira compreensão experimental e vital de sua íntima natureza que é divina, boa e pura”.
            Só para esclarecer, a palavra FÉ, em hebraico, se traduz como prática diária do exercício do bem.

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