“A
fé é um dos maiores fatores do bem. A esta força maravilhosa devem-se os
milagres mais extraordinários. A fé proporciona paz a todos os que a abraçam.
Envolve um principio de tão grande alcance que é impossível dizer quais são
suas limitações ou se ela tem limitações”. A frase acima é de um famoso
escritor, Napoleon Hill, do Livro ‘A Lei do Triunfo’, editado em todo mundo e
que já se encontra na 26ª edição.
Tradicionalmente a fé é compreendida
por parte da sociedade religiosa na abrangência de fiéis, como uma força
mística. Segundo as transcrições dos dicionários, a palavra místico, mística ou
misticismo é explicado assim: ‘tendência para acreditar no sobrenatural’.
Porém, pela via da intuição ou do
sexto sentido e influenciado pela própria fé nas coisas sérias, em Deus e na
imortalidade para fundamentar de que a fé não é uma força mística, até então
defendida e compreendida; mas, a fé é um fluido universal, magnético e natural.
Ramatiz, um espírito de luz, do
livro ‘A vida Humana e o Espírito Imortal’, diz assim: “Todos nos somos
divinos, acima e além da personalidade humana vivida no mundo profano da
matéria; O pano de fundo de nossa consciência é a própria consciência da
natureza, Criatura de Deus”.
Com palavras diferentes, mas
mantendo o mesmo fundo filosófico, Jesus em sua preleção, certa ocasião ensinou
aos homens: “O reino de Deus está em vós e em sua volta”. Ora, a primeira coisa
que Jesus poderia estar dizendo é que o homem não precisa de igrejas para se
relacionar com o Ser Supremo, pois o próprio homem pela sua natureza
intrínseca, possui esse elo natural e particular de intimidade. Outro fato é
que Deus inseriu em suas Leis, suprimentos para atender todas as necessidades
do próprio homem. Pela contemplação dirigida a Deus, caso seja de merecimento,
o homem será atendido em suas súplicas, porquanto na natureza, ou seja: nas
Leis naturais, encontraremos os suprimentos, os fluidos, as energias e as
necessidades para suprir as criaturas, sem necessidades de efeitos pueris,
sobrenaturais ou miraculosos.
Veja bem: O ateu, embora afastado
de Deus, quando vive dignamente no mundo profano a sua função de esposo, pai,
irmão filho ou cidadão, é sempre superior ao religioso, onde se englobam
espíritas, evangélicos, católicos ou qualquer outro religioso que comporta bem
no ‘mundo sagrado dos templos’, mas falseia no mundo profano da vida cotidiana.
Fato que, por si só, mostra-nos que o elo com a divindade o que conta não é o
pano de fundo da religiosidade do individuo, mas o peso será medido pelo
caráter, pela ‘natureza’ espiritual da pessoa.
“A fé, porém, nas coisas sérias, em Deus e na
imortalidade, está sempre vivaz no coração do homem e, por mais sufocada que
ela tenha sido sob o amontoado de histórias pueris com que a oprimiram, ela se
erguerá mais forte desde que se sinta libertada, tal como a planta que,
comprimida se levanta de novo logo que a banham os raios de sol”- pensamento
extraído do Evangelho Segundo o espiritismo.
Observaremos abaixo outro trecho de fé da
mesma obra, porém, recheada de informações claras de que a fé promove fenômenos
estranhos de cura e que são consequências das leis naturais. Diz assim: “O
poder da fé recebe uma aplicação direta e especial na ação magnética; por ela, o
homem age sobre o fluido. Esse mesmo agente universal lhe modifica as
qualidades e lhe dá uma impulsão, por assim dizer, irresistível. Por isso,
aquele que a um grande poder fluídico, junta uma fé ardente, pode, apenas pela
vontade dirigida para o bem, operar esses fenômenos estranhos de curas que,
outrora, passariam por prodígios; todavia, nada mais são que as conseqüências
de uma lei natural. Eis o motivo pelo qual Jesus disse aos seus apóstolos: ‘se
não curastes, é porque não tínheis a fé’”.
Os grandes mestres da humanidade
acreditam na oração, no jejum e na fé como força indispensável para a solução
dos problemas do homem. Huberto Rodhen diz em seu livro intitulado Mahatma
Gandhi que: “todos os iniciados sabem, por experiências próprias, que a oração
é uma espécie de invasão do finito pelo infinito, o cruzamento de uma fronteira
para aquém da qual há pequenez e fraqueza para além da qual imperam grandeza e
poder. Quem consegue essa evasão tem nas mãos tudo quanto existe de positivo:
poder, amor, saúde, felicidade, certeza de Deus e da vida eterna”. Huberto diz
mais: “todos os chamados milagres são primogênitos da oração”.
Compactuo integralmente com todo o
capítulo de Huberto, porém, é irretocável a última frase acima quando ele afirma
que os chamados milagres são primogênitos da oração porque, na verdade, há
cumplicidade entre um e outro; todavia, tudo está inserido nas leis naturais
que regem o universo. Sobre sensatez ou lucidez, em outro capítulo, Rodhen diz
assim: “Só deixarei de ser ofendível quando deixar a zona do ego e me erguer à
nova dimensão do Eu; esse Eu que é a luz do mundo, que é o reino de Deus, que é
o pai em mim”. Aí, nessa mesma dimensão proposta por Rodhen, se situa o
caminho; é a rota onde encontraremos a saúde e a felicidade do homem. Essa zona
vibracional só será inequivocadamente encontrada pelo acesso do veiculo
conhecido tradicionalmente pelo fenômeno chamado “oração, jejum e fé”.
Atentaremos para mais uma sugestão
de Gandhi: “Se um único homem chega à plenitude do amor, neutraliza o ódio de
milhões de indivíduos”. Possui toda a razão quando Gandhi anuncia a frase acima
e Huberto Rodhen a explica dizendo assim: “A suprema vitória da autorrealização
(ou cristificação) depende do conhecimento da verdade do homem sobre si mesmo
naturalmente. Não depende de um simples conhecimento teórico, analítico e
intelectual, mas de uma verdadeira compreensão experimental e vital de sua
íntima natureza que é divina, boa e pura”.
Só para esclarecer, a palavra FÉ,
em hebraico, se traduz como prática diária do exercício do bem.
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