sábado, 27 de outubro de 2012

PSYKHE, ESPÍRITO OU ALMA? - cap. XVII


A palavra psíquica tem a sua origem na palavra grega psique ou (psykhe) que significa alma, conhecida pelos ocidentais pelo nome de Espírito. Assim, quando dizemos que a doença que acomete determinada pessoa tem a sua origem no campo psíquico é o mesmo que dizer que a alma ou o espírito daquela pessoa encontra-se doente.
            É fácil encontrar em minha obra minha inconfundível boa vontade para com a ciência, todavia, encontraremos indivíduos no campo científico que ainda não se atualizaram para a realidade e que ainda se dobram às idiossincrasias ideológicas ultrapassadas fazendo estacionar setores no campo compreendido da psicanálise e/ou da paranormalidade. Não há como estudar esse campo sem abrir o coração democraticamente para a compreensão das Leis Naturais, da Lei de causa e efeito, da preexistência da alma, da reencarnação e da capacidade psíquica diferenciadas das pessoas em sintonia com seu compromisso cármico. Para ilustrar meu raciocínio contarei um fato real ocorrido. Para preservar a adolescente, irei trocar o nome, bem o lugar onde ocorreu o fato. Vamos dizer que a menina se chama Antonieta e a cidade é St. Petersburg.
Antonieta, desde os 11 anos começou aleatoriamente a curar as pessoas da família. Algum tempo depois passou a tratar dos vizinhos e das demais pessoas da cidade. Sua fama se alastrou. Ela possuía o dom da cura e enxergava dentro das pessoas como se fosse um aparelho de RAIO X. Ela não só indicava os órgãos doentes como os identificava e curando-os. Aquela proeza, ou façanha, tomou conta de religiosos e da ciência. Um dia resolveram enviar Antonieta, quando ela já se achava com 18 anos, para um Comitê de estudos da paranormalidade.
Esse Comitê se acha nos EUA, precisamente em Nova Iorque. Lá, eles examinariam os poderes psíquicos da moça. Dizem que esse Comitê já existe há mais de 30 anos. Fizeram nela todos os exames possíveis e impossíveis. A moça não passou no teste que continha uma série com sete tarefas a serem respondidas.
Se Antonieta respondesse a pelo menos cinco tarefas de cada teste seria considerada uma paranormal. Os exames consistiam em colocar pacientes selecionados e com variados problemas de saúde em sua presença para que ela pudesse identificá-los. Ela não passou no teste. Provavelmente, a reprovação tenha influenciado em seu desempenho no regresso ao lar doméstico, fato admitido pelos próprios examinadores. Pois bem! Essa moça possui, se ainda se acha viva, os dons da vista psíquica ou vista espiritual. Na Gênese, por Kardec, essa vista de RAIO-X é entendida como dupla vista e os monges do Tibet a conhecem como 3ª visão. Quando Jesus enxergou os peixes no fundo do mar e chamou Pedro de volta ao lago para pescar, ‘Ele’ se utilizou desta mesma dupla vista, em caráter acima de nossa compreensão e acima do excepcional. Antonieta não passou no teste porque, por exemplo, não localizou dentro de um grupo de sete enfermos um indivíduo que se achava com uma placa de metal na cabeça. Ora! Ela estava acostumada a localizar os órgãos doentes, identificados pela energia fluídica e fisiológica do ser humano e, por isso, não identificou as placas. É muito simples: Antonieta enxerga pela vista espiritual e ela não possuía essa consciência. Eles também não compreenderam que, ao cobrir-lhe os olhos, ela continuaria enxergando aquilo que vê naturalmente com os olhos abertos.
 Kardec diz: “Pela psicanálise o homem será levado a existências pretéritas; tais fenômenos trarão à superfície certos fatos e detalhes de outras encarnações, comprovando as variadas existências com absoluto realismo, com as emoções de cenas e os quadros vividos, permitindo que ele regrida e reviva novamente os diversos estágios de sua vida pretérita, fazendo revelações das chapas fotografadas na tela da memória, facultando-lhe o retorno à vida com absoluto realismo, com as emoções de cenas e os quadros vividos”.         

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