A
palavra psíquica tem a sua origem na palavra grega psique ou (psykhe) que
significa alma, conhecida pelos ocidentais pelo nome de Espírito. Assim, quando
dizemos que a doença que acomete determinada pessoa tem a sua origem no campo
psíquico é o mesmo que dizer que a alma ou o espírito daquela pessoa
encontra-se doente.
É fácil encontrar em minha obra
minha inconfundível boa vontade para com a ciência, todavia, encontraremos
indivíduos no campo científico que ainda não se atualizaram para a realidade e
que ainda se dobram às idiossincrasias ideológicas ultrapassadas fazendo
estacionar setores no campo compreendido da psicanálise e/ou da
paranormalidade. Não há como estudar esse campo sem abrir o coração
democraticamente para a compreensão das Leis Naturais, da Lei de causa e
efeito, da preexistência da alma, da reencarnação e da capacidade psíquica
diferenciadas das pessoas em sintonia com seu compromisso cármico. Para
ilustrar meu raciocínio contarei um fato real ocorrido. Para preservar a
adolescente, irei trocar o nome, bem o lugar onde ocorreu o fato. Vamos dizer
que a menina se chama Antonieta e a cidade é St. Petersburg.
Antonieta,
desde os 11 anos começou aleatoriamente a curar as pessoas da família. Algum
tempo depois passou a tratar dos vizinhos e das demais pessoas da cidade. Sua
fama se alastrou. Ela possuía o dom da cura e enxergava dentro das pessoas como
se fosse um aparelho de RAIO X. Ela não só indicava os órgãos doentes como os
identificava e curando-os. Aquela proeza, ou façanha, tomou conta de religiosos
e da ciência. Um dia resolveram enviar Antonieta, quando ela já se achava com
18 anos, para um Comitê de estudos da paranormalidade.
Esse
Comitê se acha nos EUA, precisamente em Nova Iorque. Lá, eles examinariam os
poderes psíquicos da moça. Dizem que esse Comitê já existe há mais de 30 anos.
Fizeram nela todos os exames possíveis e impossíveis. A moça não passou no
teste que continha uma série com sete tarefas a serem respondidas.
Se
Antonieta respondesse a pelo menos cinco tarefas de cada teste seria
considerada uma paranormal. Os exames consistiam em colocar pacientes
selecionados e com variados problemas de saúde em sua presença para que ela
pudesse identificá-los. Ela não passou no teste. Provavelmente, a reprovação
tenha influenciado em seu desempenho no regresso ao lar doméstico, fato
admitido pelos próprios examinadores. Pois bem! Essa moça possui, se ainda se
acha viva, os dons da vista psíquica ou vista espiritual. Na Gênese, por
Kardec, essa vista de RAIO-X é entendida como dupla vista e os monges do Tibet
a conhecem como 3ª visão. Quando Jesus enxergou os peixes no fundo do mar e
chamou Pedro de volta ao lago para pescar, ‘Ele’ se utilizou desta mesma dupla
vista, em caráter acima de nossa compreensão e acima do excepcional. Antonieta
não passou no teste porque, por exemplo, não localizou dentro de um grupo de
sete enfermos um indivíduo que se achava com uma placa de metal na cabeça. Ora!
Ela estava acostumada a localizar os órgãos doentes, identificados pela energia
fluídica e fisiológica do ser humano e, por isso, não identificou as placas. É
muito simples: Antonieta enxerga pela vista espiritual e ela não possuía essa
consciência. Eles também não compreenderam que, ao cobrir-lhe os olhos, ela
continuaria enxergando aquilo que vê naturalmente com os olhos abertos.
Kardec diz: “Pela psicanálise o homem será
levado a existências pretéritas; tais fenômenos trarão à superfície certos
fatos e detalhes de outras encarnações, comprovando as variadas existências com
absoluto realismo, com as emoções de cenas e os quadros vividos, permitindo que
ele regrida e reviva novamente os diversos estágios de sua vida pretérita,
fazendo revelações das chapas fotografadas na tela da memória, facultando-lhe o
retorno à vida com absoluto realismo, com as emoções de cenas e os quadros
vividos”.
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