Ora,
todos os setores da vida humana evoluem, ‘materialmente’ pelas mãos da ciência,
pois é papel dela a evolução para a permanente busca da melhor qualidade de
vida do homem. Entretanto, o aumento de tempo de vida do homem há de ser
homogêneo, equilibrado e equitativo porque não adianta prolongar a vida do Ser
sem o seu desejo pessoal e natural em prolongar a sua própria existência.
Mas,
percebemos uma força invisível e negativa que bloqueia a evolução no campo da
filosofia que abrange religião e política pública.
A
palavra ‘caminho’ foi substituída pela palavra ‘cristianismo’ e foi uma
proposta do profeta Lucas para designar os seguidores de Cristo e que foi
acolhida por unanimidade. É por via dessa trilha é que a luz da verdade
revelará ao novo indivíduo o caminho para a libertação do velho homem que se
acha ainda enfunado na zona vibracional do instinto para a busca da
racionalidade intuitiva onde se achará o verdadeiro cristão desse novo milênio.
Alguém disse: “As Leis de Deus são eternas e não se alterarão em um segundo para
evitar uma dor ou adiantar um sorriso”. Se alguém deseja aprender, deve abrir o
coração no entendimento fraterno, democrático e espontâneo, sem os hiatos da
hipocrisia inútil e estacionária. Íris, personagem identificada em outro
capítulo de meu livro, em passeio pela natureza, diz assim: “Quanto ensina o
livro da natureza! Felizes aqueles que aprendem em suas folhas palpitantes do
saber! Para eles, será o reino dos céus”. A idiossincrasia de “céu e inferno”
haverá de ser definitivamente jogada no lixo para que o novo homem inicie novas
buscas. Por exemplo, Deus se encontra intrinsecamente onde Ele quer estar e não
necessariamente onde queremos que Ele esteja. É pobreza de ‘espírito’ o
religioso construir igrejas faraônicas na iludida pretensão de que Deus possa
adentrar ali porque aquela igreja é mais bonita do que as outras.
Por falar em igreja e, voltando à
Íris, como disse, identificada em outro capítulo, por via de uma obra espírita
psicografada, conta sobre sua existência pretérita e sua experiência física na
Espanha, no século XVI, quando ela era uma figura eclesiástica e exercia a
função de freira. Sua força e seu caráter eram particularidades que chamavam
tanto a atenção do clã eclesiástico que faziam dela uma espécie de construtora de
igrejas. Construíam obras suntuosas e faraônicas que sobrevivem até hoje
oferecendo uma beleza arquitetônica que se espalhou por toda a Espanha. Ela e
outro sacerdote amigo, ambos dotados de espíritos mais evoluídos, achavam um
desperdício de tempo e de dinheiro a construção de inúmeras igrejas; contudo,
ficavam felizes porque as obras permitiam emprego para os pobres trabalhadores.
O sacerdote, um dia, ao pé da obra, disse assim a Íris: “Se as pedras são obras
mortas, os braços que lidam com elas são obras vivas e eu quero fazer um templo
que seja eterno para que os trabalhadores tenham pão durante muitos anos; há
dinheiro de sobra na igreja e eu quero que os pobres vivam. Além do mais, nossa
religião gosta de pedras, muitas pedras, arcos, abóbadas, torres, muitas torres
e, algumas delas, bem altas com sinos grandes que despertam a consciência dos
pobres de espírito”.
Ainda sobre o livro acima referido,
alguém chamou Íris e seu amigo sacerdote para o almoço, porém, Íris não almoçou
e justificou: “tenho fome de um alimento que a terra não produz e tenho sede da
água divina. Apesar de tantas iguarias, nunca estamos satisfeitos. Sabem por
quê? Porque o vazio que sentimos só poderá ser preenchido com algo que se chama
amor”.
Afinal, quem somos nós? - “Precisamos buscar o
conhecimento sem qualquer interferência em nossos hábitos. Se pudermos fazer
isso, manifestaremos o conhecimento na realidade. Estamos aqui para sermos
criadores e para preenchermos o espaço com ideias e grandes pensamentos.
Estamos aqui para algo maior desta vida”. Este pensamento foi extraído do DVD
“Quem somos Nós”. Não é por acaso a minha homenagem feita com um capítulo
dedicado à ciência. A ciência é eventualmente criticada pelo universo
eclesiástico, injustamente. Isso acontece porque a ciência desvenda e desmonta
mitos e padrões atrasados. O inconsciente coletivo sabe que o desenvolvimento
da ciência irá fatalmente derrubar os mistérios íntimos e profundos dos padrões
indevidamente perpetuados. Tal como hoje, as igrejas dispensam algumas
mensagens bíblicas na parte da Gênese, com o vagar do tempo, mister
indispensável, e com a permissão de Deus, a ciência que nos informa que o
planeta Terra possui quatro bilhões e meio de anos e que o mesmo planeta gastou
outros tantos milhões de anos para se formar, eventualmente irá desvendar
outros mistérios.
Não foi por obra do acaso que o
homem recebeu mais de Deus: recebeu a inteligência e o livre arbítrio,
faculdades exclusivas da alma humana que fazem do indivíduo um ser privilegiado,
cujas dádivas, utilizadas com responsabilidade, permitirão a todos, tempos
ainda não sonhados. São ferramentas, atributos que inspiram esse SER a
utilizar-se da permanente pesquisa e do estudo para alcançar as metas
desejadas. A intuição, essência emanada da inteligência, é mais um presente de
Deus ao homem; é um requisito indispensável nas invenções, nas descobertas
científicas e tão permanente como o despertar do dia seguinte, cujo atributo
inspira-nos a acreditar que o futuro nunca estará pronto. É por iniciativa
desta mesma intuição que a ciência chega, rompe obstáculos, derruba crenças,
dogmas e ultrapassa mitos descartáveis. Ora! Ao homem é dado conhecer, pela
mesma ciência o inimaginável, visando ao seu conforto, seu crescimento
intelectual, social e moral.
A passos serenos, porém sucessivos
e investigativos, a astronomia ignora tabus e preconceitos e vai desvendando os
mistérios do universo. O fato é que julgamos as coisas como as vemos e
compreendemos; imaginamos que a natureza não age ou não segue seu curso sobre o
próprio planeta Terra ou sobre outros mundos, senão segundo os nossos conceitos
ou padrões.
Ramatiz
diz: “Todo ser humano, mormente, pelas suas dificuldades, busca Deus como o Supremo
alvo de sua vida. Quem procura o ‘melhor’, indubitavelmente, procura Deus, pois
nada existe melhor além D’ele”.
O novo homem e os novos tempos exigem a
conscientização para um novo padrão e um novo estilo. Os humanistas afirmam que
não se deve permitir um outro caminho que não seja à luz da filosofia
holística. O holismo vem do grego “HOLOS”, que eleva a inspiração, sugerindo a
ética e a fraternidade como força e entendimento indispensáveis para nossa
evolução espiritual. Pois bem! Se hoje não podemos encontrar Deus por suas
mensagens, suas obras ou produções, o encontraremos pelos caminhos da ciência.
Observe um exemplo: recentemente, em meados de outubro de 2005, um astrônomo,
em Minas, captou a luz originária da explosão de uma estrela que ocorrera há 12
bilhões de anos luz. Se não bastasse, bem mais longe, acima de 16 bilhões de
anos luz, encontraremos os “Quasares”, relembrando-nos que a velocidade da luz
é de 360.000 mil quilômetros por segundo.
Na
Gênese, por kardec, os amigos do plano astral fazem-nos a seguinte advertência
no campo religioso: “Se a religião se nega a avançar com a ciência, esta
avançará sozinha; somente as religiões estacionárias podem temer as descobertas
da ciência, as quais, funestas só as são as que se deixam distanciar das ideias
progressistas, imobilizando-se no absolutismo de suas crenças. Elas, em geral,
fazem tão mesquinha ideia da Divindade que não compreendem que assimilar as
Leis da natureza que a ciência revela é glorificar a Deus em suas obras; na sua
cegueira, porém, preferem render homenagem ao espírito do mal (ao demônio). Uma
religião que não estivesse em nenhum ponto em contradição com as Leis da
Natureza, nada teria a temer ao progresso e seria invulnerável”.
No
Japão, já é grande a faixa etária da terceira idade acima dos 100 anos. Essa
melhoria, construída em sua maior parte pela ciência, revela e ao mesmo tempo
recebe as bênçãos de Deus. Ora, se Deus é pai, qual pai carinhoso não quer o
melhor aos seus filhos?
Em
contramão, o setor da filosofia que abrange política e religião não registrou
nenhum avanço; não houve amadurecimento digno de registro que correspondesse ao
crescimento científico. Pelo contrário; na política, continua a corrupção que
teve início no período de Dom João VI e que prossegue até os nossos dias.
As Igrejas se esquecem de rever o entendimento
de céu e inferno. O demônio permanece ameaçador na visão do clero, cuja crença
mantém a igreja viva e o dízimo em dia.
São
crenças ultrapassadas que sustentam fantasias sem sentido e que exigem
atualização. As últimas descobertas científicas e o próprio avanço tecnológico
impõem à igreja uma nova postura frente aos fiéis; o paraíso ainda existe para
muitos e é ensinado como cenário de prazeres e emoções infantilizadas e
inadmissíveis para os nossos dias.
Ramatiz, um Espírito iluminado do
outro lado do plano físico, no livro “Elucidações do Além”, faz severa
recomendação quando diz: “as igrejas - católicas ou protestantes - mesmo sendo
entidades dignas de nosso apreço, dificultam o trabalho dos mentores
espirituais no além-túmulo, porque ao invés de esclarecerem seus adeptos quanto
à autenticidade da Lei do Carma e do processo Reencarnatório, persistem em
divulgar e ensinar a ideoplastia mórbida e infantil de Céu e Inferno. Em
consequência, tais religiosos são responsáveis pelas “crianças espirituais” que
aportam diariamente ‘do lado de lá’ completamente aterrorizadas pelos hediondos
pesadelos e isoladas mentalmente das mais singelas iniciativas das equipes
socorristas- isso nos lembra as moscas que se prendem às teias de aranhas
devido à própria imprudência e ignorância”.
Pela metafísica aprenderemos a
utilizar os elementos da natureza. A psicometria, a clarividência, a telepatia,
a radiestesia, os estados vibratórios, a levitação, a viagem astral e os dons
mediúnicos são elementos que irão orientar-nos nas dúvidas aparentemente
inexplicáveis. Pela intuição, escolheremos os livros que irão nos ensinar. Na
busca, descobriremos que o verdadeiro EVANGELHO não mente, mesmo que as pessoas
queimem os grandes livros ou as melhores bibliotecas do planeta. O fenômeno
conhecido na Ásia pelo nome de “Registro Akashico”, largamente conhecido pelos
monges do Tibet e comentado também por algumas obras espíritas é como uma fita
magnética viva que grava tudo o que ocorre na Terra desde a criação do planeta
até os nossos dias; o registro capta desde uma simples folha que cai de uma
árvore até os mais furiosos terremotos. Quando o homem fizer por merecer,
quiser estudar e aprender, sem o cabresto da mediocridade, estará a caminho da
verdadeira
mensagem universal. O
Registro Akashico e outros assuntos da metafísica constarão em capítulos
adiantes.
LI com muita atenção,entendi o que o altor deste blog quis passar,estou de pleno acordo,pois de um tempo pra cá venho sendo instruida para novos caminhos.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirParabéns! Estou encantada!
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