O
capítulo é da Gênesis, por Kardec e fala assim sobre Jesus: “Sua alma se achava
ao corpo unida pelos laços estritamente indispensáveis. Essa particularidade
lhe dava dupla vista e era por via de atributos inigualáveis que Jesus curava
os endemoniados e outros tantos doentes da alma e do corpo”.
Haveremos de reconhecer que os espíritas
Kardecistas são agraciados de tempos em tempos por grandes obras literárias do
ramo, nas quais, por vezes, encontraremos Jesus na época de sua missão aqui na
Terra. Ele é encontrado aqui, ali e acolá em forma humana e em entendimento
intimamente particular com o povo, junto à gente daquela época. Em peculiar
obra espírita, conta-se que Jesus foi chamado a expulsar o demônio que
atormentava alguém. Jesus, ao aproximar-se desse pobre obsediado, pela
superioridade espiritual e pelo incessante desejo de fazer o bem, curou a
vítima e o algoz. Ele, com a sua dupla vista, ao curar essas vítimas, via o
obsessor e o obsediado simultaneamente. Conta-se que o espírito obsessor, ao ver
Jesus, por sua vez, extasiado de admiração e esplendor, por si só -
desligava-se espontaneamente do obsediado e, após ter passado aquela breve
excitação e admiração, o algoz, ainda como espírito, tanto não esquecia mais
aqueles olhos serenos, amorosos e penetrantes, bem como se convertia ao caminho
da fraternidade, do perdão e do amor anunciado por Cristo.
Não detenho na lembrança o nome do
livro que contém o trecho acima, porém o trecho seguinte trata-se da imortal e
consagrada obra que recebe o nome de “Perdoo- Te” (livro psicografado por
Amália Rodrigues Soler e Eudaldo Pagés, editado na Espanha, cuja edição durou
de 1897 a 1899). Essa obra trata, pois, das diversas encarnações de Madalena- a
mesma Madalena citada na bíblia na época de Jesus e que no capítulo inicial do
livro recebe o nome de Íris. A passagem
fala de um encontro do povo com Jesus ocorrido em praça de determinada cidade
no período de Cristo. Esse encontro é narrado de maneira emocionante por
Madalena. Inicia-se assim: ‘Naquele dia, achava-me tão extasiada e tão
emocionada que não encontrava nas palavras o sentido próprio para explicar meus
sentimentos’. Mais complicado ainda, dizia ela, ‘é explicar para as pessoas do
plano físico a síntese perfeita da preleção de Cristo’. ‘Os nossos sentidos
imperfeitos são pobres para entendermos toda a emoção daquela gente, toda a
minha emoção’.
O
trecho que inclui Jesus ocorreu assim, segundo a personagem: “Muito antes de
amanhecer, pus-me a caminho com muitos outros, com quase toda a população da
aldeia, pode-se dizer, porque todos desejavam estar junto D’Ele. Que bela manhã
aquela! O céu sem nuvens, as árvores cobertas de flores, os meninos colhendo
ramos e as mulheres com seus filhinhos nos braços dizendo umas às outras: ‘O
meu filho será curado porque que eu tocarei em sua túnica’! Até os velhos,
maltratados pelos anos, diziam cheios de entusiasmo: ‘Hoje vou nascer de novo
porque o Enviado irá curar-me’! Todos colocavam suas esperanças n’Ele. Cheguei,
por fim, aos muros da cidade e tive de esperar que abrissem suas portas
(portões) que, aliás, foram estreitas (os) para dar passagem àquelas ondas de
gente. Todos foram se acomodando na grande praça que, apesar de sua extensão,
tornou-se pequena para conter tantos sedentos de justiça e de luz e tantos
famintos de saúde. Não pude acompanhá-Lo em seu trajeto. Assim, coloquei-me no
melhor lugar, ao pé das grades do templo. Ali os soldados formavam um pequeno
círculo para conter a multidão que, se não fossem eles, teriam subido até os
altares dos deuses para ouvirem falar o homem-Deus, tamanho o entusiasmo que
dominava a todos. Como estava contente meu espírito! Eu ia vê-Lo! E, desta vez,
não poderia escapar-me: iria vê-Lo em plena luz. Os raios do sol iluminariam
seus cabelos sedosos e eu ouviria a sua voz muito de perto, bem de pertinho,
pois tentaria aproximar-me o máximo possível. Precisava tanto de seu alento!
Sentia-me tão feliz pelos momentos que me esperavam! Era necessário serenar-me
para não morrer de felicidade! Por fim, começou a ouvir-se um rumor ao longe
que foi aumentando até parecer um mar encapelado invadindo montanhas com suas
ondas bravias! E, em verdade, era o mar das paixões humanas que se agitava
violentamente. Que tumulto! Que gritaria! Quantas aclamações! Quantas súplicas!
Tudo isso porque os enfermos queriam aproximar-se d’Ele, todos ao mesmo tempo!
É impossível, absolutamente impossível, descrever com detalhes o quadro que
oferecia a grande praça onde se confundiam todas as classes sociais e onde os
sofismas do passado e as verdades do futuro achavam-se frente a frente! Que
agitação! Que burburinho!
Quando Ele surgiu, bastou a Sua presença para que se acalmassem todos os
ânimos. Aquela imensa multidão emudeceu, dando passagem a Ele e a centenas de
meninos que, solícitos, rodeavam-No. Jamais esquecerei aqueles momentos
solenes. O homem-Deus, mais belo do que nunca, com seus cabelos luminosos, com
sua fronte radiante, com os seus olhos que soltavam raios de luz, com seu
melancólico sorriso, com aquela expressão que ainda não vi em nenhum rosto
humano, deteve-se ante as grades do templo. Nesse momento tornaram-se
desnecessários os homens armados para conter a multidão. Ninguém mais se movia;
ninguém se atrevia a transpor as grades do lugar sagrado. Todos os olhares
estavam fixo n’Ele; todos os ouvidos estavam atentos para não perderem uma só
das suas palavras. O homem-Deus relanceou, então, o olhar por sobre a multidão
até fixá-lo no governador e nos sacerdotes e disse assim: ‘Aqui me têm. Venho
para dissipar dúvidas e desvanecer temores. Venho dizer-lhes que eu não sou a
Lei, mas que sou o Amor; que não venho colher, mas venho unicamente semear e
que o fruto da semente que hoje atiro à terra não será colhido senão quando se
passarem muitos séculos. Venho dizer-lhes que só há um só Deus ao qual devem
adorar em espírito e verdade, um Deus único que é meu Pai e que está nos céus. Venho
dizer-lhes que os seus deuses e seus templos estão fadados a desaparecer e que
sobre as pedras de seus escombros serão levantados outros templos para o saber.
Venho dizer-lhes que só há uma religião: o bem, com um só mandamento: amem-se
uns aos outros! Eu venho redimir a humanidade por meio do meu amor e do meu
martírio. Venho curar os enfermos porque estes precisam do médico da alma. Não
me tolham o passo. Deixe-me fazer o bem e deixem que seus meninos se acerquem
de mim, pois trago para eles todo o amor de meu pai que está nos céus. Meu pai
os quer muito porque as crianças são limpas de coração e será para elas o reino
da paz e da justiça. Deixem vir a mim os pequeninos e vocês, outros poderosos
da terra, assemelhem-se a elas porque só os limpos de coração entrarão no reino
dos céus. Guardem bem minhas palavras: só há uma religião: o Bem, com um só
mandamento: amem - se uns aos outros”!
JESUS MUITAS VEZES AQUI:
Os
asiáticos veneram, cultuam e possuem como mestre e salvador, o Buda,
entretanto, alguns asiáticos conhecem muito sobre o ‘nosso Jesus’. Nesses
entrementes incluímos os monges do Tibet e suas fontes sagradas e reveladoras -
são escrituras milenares encontradas nos livros antigos e documentos
invioláveis.
Jesus
é também encontrado e citado por via do campo da metafísica e do Espiritismo
Kardecista, desde a raça Atlantes, há mais de 15 mil anos, até os dias de sua
existência. Jesus teria sido Numu, Juno, Anfion, Antúlio, Krisna, Buda e,
finalmente, o próprio Cristo. Ele teria participado da construção científica -
e nunca miraculosa do planeta Terra, há quatro e meio bilhões de anos. Sim! É o
que afirmam alguns livros.
O livro “A Caminho da Luz”, de
Emmanuel, diz assim: “Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de
todos os fenômenos de nosso sistema solar, existe uma comunidade de Espíritos
puros e eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as
rédeas da direção de toda a coletividade planetária”. Nessa comunidade de seres angélicos e
perfeitos, Jesus é um dos membros divinos.
Como disse, os monges tibetanos
conhecem essa tradição e denominam os SERES dessa comunidade como “Jardineiros
da Terra”, enquanto Emmanuel, em seu livro, os denominam de “Divinos
Jardineiros”. Segundo Emmanuel, essa comunidade ANGÉLICA já esteve aqui reunida
por duas ‘grandes oportunidades’, ou seja, quando da criação do planeta Terra e
posteriormente à face da Terra quando Cristo veio trazer a lição imortal de seu
evangelho de amor e redenção; todavia, em missões não menos importantes,
encontraremos Jesus aqui no planeta Terra por variadas ocasiões, conforme
relatamos acima.
Verdade
é que, se Jesus voltasse HOJE ao nosso meio, provavelmente ‘Ele’ não teria o
mesmo nome e novamente não seria reconhecido. Na defesa de seus ideais
atualizados sem os hiatos da hipocrisia, ‘ELE’ seria novamente pisoteado,
humilhado e novamente crucificado pelos Fariseus e Escribas de hoje. Alguém
duvida? ELE defenderia as mensagens atualizadas de acordo com as atuais
necessidades. Ele condenaria a miséria, os maus políticos, a conduta profana e
egoística de religiosos na busca incessante do dízimo para o enriquecimento
pessoal; condenaria a omissão, a impunidade, a irresponsabilidade do homem
atual frente ao meio ambiente e, provavelmente, reformaria as palavras insensatas
de São Tomaz de Aquino e do próprio Aristóteles, que defendiam a soberania do
homem sobre todas as criaturas ou seres vivos, fazendo do homem o centro do
universo moral sobre todas as coisas. Se Jesus voltasse fisicamente ao planeta
Terra, provavelmente reformaria a ideia de céu e inferno; ensinaria que a meta
de Deus ao homem é o conhecimento, o aprendizado para a vida sem fronteiras,
sem limites; aconselharia as igrejas a não criticarem a ciência, mas sim, a
incentivá-la sempre. Em resposta ao seu interlocutor que desejaria saber se no
céu caberia todas as almas renegadas, Jesus confirmaria o que Ele disse
anteriormente na bíblia e diria assim: “Na Casa de Meu Pai há muitas moradas” e
que a ‘Casa de meu Pai’ que tanto me refiro é o universo infinito e que as muitas
moradas são, inegavelmente, os milhões de mundos espalhados pelo Cosmo
infinito, não nos esquecendo das milhares de dimensões existentes no universo para
acolher os irmãozinhos desencarnados porque, quando o homem morre fisicamente,
seu espírito não vai para o céu ou para o inferno, mas estará em alguma
dimensão que corresponda ao seu entendimento espiritual para posterior volta,
como o aluno volta às aulas depois das férias dando continuidade aos estudos e
ao aprendizado; reformaria as ideias de que o homem daqui seja o centro do
universo, dizendo que essa pretensão é ridícula e que o planeta Terra é apenas
um planeta que se encontra no estágio de expiação e sofrimento, sendo,
portanto, uma esferinha insignificante em relação aos planetas evoluídos;
provavelmente nos diria que o planeta Terra é menos que um grão de areia no
meio Cósmico e diria o que disse a Pilatos: “Eu sou Rei, mas não Sou deste
mundo. Estou aqui por vontade própria. Estou aqui porque assim desejo, porque,
estando aqui, agrado a Meu Pai e ajudo aos meus pobres irmãozinhos terráqueos
na escalada da evolução, porque essa é a vontade do PAI e de suas Leis prontas.
No capítulo 8, v. 12, de João,
Jesus dizia assim: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não nadará nas trevas,
mas possuirá a luz da vida”. Então, os fariseus disseram: “o teu testemunho não
vale porque estás dando testemunho de ti mesmo”. Jesus respondeu: “Embora eu dê
testemunho de mim mesmo, o meu testemunho é válido porque eu sei de onde vim e
para onde vou. Vocês julgam como homens, mas eu não julgo ninguém; mesmo que eu
julgue, meu testemunho é válido porque eu não estou sozinho, pois Meu Pai, que
me enviou, está comigo. Na Lei de vocês está escrito que o testemunho de duas
pessoas é válido. Eu dou testemunho de mim mesmo e o Pai que me enviou, dá
testemunho de mim. Vocês não conhecem nem a mim, nem a meu Pai. Se vocês me conhecessem,
também conheceriam meu Pai”.
Em capítulos seguintes, “as
autoridades” dos judeus disseram a Jesus: “Nosso pai é Abraão”. Jesus
respondeu: “Se vocês são filhos de Abraão, façam as obras de Abraão”. Então
eles replicaram: “Não somos filhos ilegítimos, só temos um pai que é Deus”.
Jesus disse: “Se Deus fosse pai de vocês, todos me amariam, pois eu saí de Deus
e venho D’ele”. Em outro versículo, Jesus continuou: “Vocês são daqui de baixo,
eu sou lá de cima; vocês são deste mundo, mas eu não sou deste mundo”.
Provavelmente, o maior sofrimento
de Jesus tenha sido a hipocrisia em face do atraso moral e espiritual da
sociedade que era formada por Fariseus e Escribas. Em João, capítulo 8, v. 52,
os judeus Lhe disseram: “Agora sabemos que estás louco. Abraão morreu e os
profetas também e tu dizes: ‘Abraão, o pai de vocês alegrou-se quando viu o meu
dia’; Ele viu e encheu-se de alegria!”. Então os judeus revidaram: “Ainda não
tens cinquenta anos e viste Abraão?” Jesus respondeu: “Eu garanto a vocês:
antes que Abraão existisse, ‘Eu Sou’”. Então eles pegaram pedras para atirar em
Jesus.
Para
julgar com clareza alguns fatos é preciso ver-lhes todos os lados para perceber
todas as consequências. O que Jesus tentava explicar aos judeus é que Ele detinha
poderes para comunicar-se com o espírito de Abraão em qualquer momento. Só que
Jesus, diferente de nós, não traz consigo o véu do esquecimento e, por isso,
carregava na lembrança também, todos os fatos do tempo de Abraão.
Quando Jesus reencarna ‘eventualmente’
aqui, Ele também se sujeita às Leis naturais que regem o planeta Terra;
Todavia, em face de sua particular grandeza espiritual, detentor de atributos
inigualáveis, permitindo-Lhe poderes muito acima do homem comum, cujos poderes Ele
utilizava para as curas das enfermidades e para as curas das obsessões das
pessoas e detinha poderes para saber sobre o passado, sobre os fatos
contemporâneos, bem como para saber o futuro da humanidade.
Por
isso Jesus teria dito aos Fariseus e Escribas: “antes que Abraão existisse ‘Eu
Sou’ – Jesus estava a lhes dizer que Ele próprio já vivia há muitas existências
quando Abraão ainda não existia. Ora, Jesus voltou muitas vezes quando foi necessário,
reencarnando ao corpo físico com outros nomes para dar prosseguimento á suas intermináveis
obras como Mestre e Salvador.
Uma ou
outra obra espírita sempre nos ensina que sem o princípio da preexistência da
alma e da reencarnação, a maior parte das máximas do Evangelho é inteligível e
inexplicável, por isso deram lugar a interpretações tão contraditórias. Esse
entendimento e essa compreensão são as chaves do verdadeiro sentido.
JESUS É UM EXTRATERRESTRE ?
Os Espíritos na Gênese, de Kardec,
esclarecem-nos para o entendimento lógico quando dizem que: “Tudo o que possa
identificar a extensão relativa à estrutura do universo e à grandeza de Deus é
de utilidade para a ampliação de nossas ideias. Deus avulta nossos olhos à
medida que melhor compreendemos a grandeza de suas obras. Os seres humanos
encontram dificuldades em considerar os espaços radiantes que cintilam na
amplidão e acham que sejam simples massas de matérias inertes e sem vida; não
imaginam que nessas regiões distantes haja magníficos crepúsculos e noites
esplendorosas, sóis fecundos e dias transbordantes de luz, vales e montanhas e
que múltiplas produções se desenvolvam no horizonte Cósmico”.
Considerando
esses infinitos horizontes desconhecidos, harmoniosos e, voltando a Jesus, Ele
disse essencialmente o que tinha a dizer: nem mais, nem menos. Ele disse a
Pilatos: “Eu sou rei, mas meu reino não é deste mundo”. Em João 8, v. 23, Jesus
complementa: “Vocês são daqui de baixo, eu sou lá de cima; vocês são deste
mundo, mas Eu não sou deste mundo”.
Quando Jesus faz claramente a
afirmação de não pertencer ao nosso ‘mundo’, essa confirmação textual Ele a faz
na bíblia mais de uma vez. Ora! Se Ele diz não ser deste mundo, considerando o
novo ponto de vista do homem moderno que não acredita hoje como acreditava
ontem em ‘Céu e Inferno’, mas em planetas habitados, em variadas dimensões
existentes, na existência do mundo ASTRAL, tese acolhida também pela Doutrina
Espírita, pergunto: Jesus seria, então, um extraterrestre?
Jesus reencarnou aqui no planeta
Terra muitas vezes. Diferente do homem, Ele reencarnou na Terra para nos
ajudar. O homem reencarna várias vezes para o seu próprio aprendizado e volta
sempre com um novo corpo físico, visando dar continuidade ao aprendizado
através da escola da vida para a caminhada evolutiva em busca do incansável
esclarecimento espiritual e intelectual.
Alguns livros antigos informam que
JESUS esteve aqui como Antúlio, na extinta Atlântida, e ensinou os primeiros
passos da espiritualidade superior fundando o “templo da paz” e organizando
sistemas que posteriormente os essênios reviveram na Judéia.
Neste novo século, novo milênio de
emancipação intelectual e da liberdade da consciência filosófica, política e
religiosa, o direito de exame pertence a todos e as escrituras não são mais a
‘Arca Santa’, a qual ninguém se atrevia a tocar sem correr o risco de ser
fulminado. Jesus, na época de Cristo, não podia desenvolver o ensino de maneira
completa porque faltava aos homens o conhecimento que só poderiam adquirir com
o passar do tempo.
Na
primeira grande revelação planetária, Moisés se apresentou para revelar aos
homens a existência do Deus único, promulgar a Lei do Sinai e lançar as bases
da verdadeira fé a um povo atrasado no entendimento espiritual e intelectual.
Para que Moisés tivesse êxito e fosse ouvido em sua árdua missão diante daquela
gente rebelde e infiel, o próprio Moisés modelou um Deus rude, cruel, ciumento
e às vezes vingativo, quando ordenava que se retribuíssem as ofensas do “olho
por olho, dente por dente”.
Cristo, tomando o ponto de partida de
Moisés, se apresentou para a 2ª grande revelação, visando dar um novo rumo para
a vida presente e futura à família humana, ensinando o que Moisés não pôde
ensinar porque os homens se achavam ainda crianças a engatinhar. Jesus já NÃO
apresentava um Deus ciumento, cruel, que regava a terra com o sangue humano,
que ordenava o massacre e o extermínio dos povos. Mas, mostrava um Deus
clemente, que perdoa, cheio de mansidão e misericórdia e que dá a cada um
segundo as suas obras. A nova ordem de Jesus foi: “Amai a Deus sobre todas as
coisas e a vosso próximo como a ti mesmo; nisto está toda a Lei”. Entretanto,
Cristo acrescentou: “Muitas coisas que vos digo ainda não as compreendeis e
teria muitas outras a dizer, mas que não compreenderíeis; por isso é que vos
falo por parábolas, porém, enviar-vos-ei o Consolador, o ‘Espírito da verdade’
que restabelecerá todas as coisas e vo-las explicará todas” (João 14,16 e
Mateus, capítulo 18). Jesus, por essas palavras, anuncia o agente responsável
pela 3ª revelação, agente esse revelador, que são os ‘médiuns’ e que não se
resume em um só indivíduo como ocorreu na época de Moisés e do próprio Cristo,
ou seja, foram necessários muitos séculos para que os ensinos atingissem as
extremidades do mundo. Desta vez, a missão, não estando personificada em um só
indivíduo, surgirá simultaneamente em milhares de pontos diferentes do planeta
e em mensagens que visam orientar os homens rumo a um caminho mais cristão.
Esse
jeito ímpar de anunciar a nova doutrina de luz é sem dúvida a maneira mais
eficaz. Atentemo-nos para a explicação da Gênese, por Kardec, que diz assim:
“Esta circunstância, inaudita na história das doutrinas, lhe dá força
excepcional e irresistível poder de ação; de fato, se a perseguirem num ponto
em determinado país, seria materialmente impossível que a perseguissem em outro
país. Em contra posição, a um lugar onde lhe embaracem a marcha, haverá mil
outros em que florescerá. Se ferirem um indivíduo, não poderão ferir os
espíritos, que são a fonte onde ela tem origem. Se, por acaso, conseguissem
sufocá-la em todo o planeta, ela reapareceria pouco tempo depois porque repousa
sobre um fato que está na natureza onde não se podem suprimir as Leis da
natureza”.
Voltando ao tema da reencarnação,
se o homem não acata hoje a reencarnação como um fenômeno inserido no contexto
das leis naturais, o futuro se encarregará, por via da própria ciência, da
comprovação do fato. A reencarnação, pelo processo da regressão, já não deixa
dúvidas para uma parcela da ciência e suas experiências são enumeráveis. Se a
própria ciência quisesse, hoje já poderia anunciar o processo reencarnatório
como fato evidente. No gênero temático encontraremos dezenas, talvez centenas de
livros científicos relatando as experiências que estão à disposição do leitor
nas livrarias de todo o mundo.
A
Gênese, por Kardec, nos explica que o espiritismo e a ciência se completam
reciprocamente e diz: “A ciência sem o espiritismo se acha impossibilitada de
explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria. Ao espiritismo, sem a
ciência, faltariam apoio e comprovação”.
Que
relação existe entre a regressão e a reencarnação? A regressão comprova, como
disse acima, a preexistência da vida física e suas variadas fases,
acontecimentos e realizações ocorridas em uma, duas, três ou muitas
reencarnações das vidas anteriores. Ou seja, a regressão, por si só, confirma a
reencarnação.
Alguns pesquisadores da área ao praticar a
regressão em pacientes, utilizam-se de aparelhos que são ligados ao cérebro
visando examinar as variadas faixas que envolvem as conexões entre os
neurônios. Os aparelhos ligados mostram que a faixa do cérebro em trabalho se
dá na faixa da lembrança e nunca na faixa da fantasia, como inicialmente
pensavam alguns estudiosos. São essas e outras práticas utilizadas com
repetidas investigações que servirão de provas físicas e autênticas da
reencarnação pelo processo científico. Essa prova dará expansão ao
desenvolvimento para encontrar respostas para muitas perguntas, bem como
apontará caminhos para a solução de doenças tidas como crônicas e incuráveis e
que têm como fonte a origem psíquica ou do espírito (ou da alma, como queiram).
Deus, Jesus e os amigos do plano astral inspiram-nos
diariamente ao entendimento das leis naturais para nossa melhor qualidade de
vida; porém, tanto Deus, como Jesus não se estressarão se, por acaso, alguma
ovelha rebelde ou desorientada se extraviar da observação de suas Leis- o
prejuízo será do extraviado. O indivíduo terá muitas reencarnações e bastante
tempo para refletir sobre sua própria vida. O universo se acha com 12 bilhões
de anos e o planeta Terra possui quatro bilhões e meio de anos, sendo que, da
construção do planeta Terra, ‘Jesus’ foi o administrador. Essa afirmação faz
parte do acervo das escrituras milenares dos tibetanos. Existe uma lenda que
fala de uma Legião (ou Conselho de trabalhadores especiais) que cuidou da
elaboração e posteriormente da construção do planeta Terra. O livro “A Caminho
da Luz”, obra psicografada por Chico Xavier e ditada pelo espírito de Emmanuel,
fala-nos desse Magnânimo Conselho que estaria sob a orientação misericordiosa e
sábia de Jesus. Nessa ocasião, elaboraram-se na Terra inúmeras assembleias de
operários espirituais, visando o planejamento para a construção do planeta por
esses magníficos Engenheiros Cósmicos, solidificando, assim, o planeta Terra.
Conta-nos também o livro de Emmanuel que o grande Conselho estelar já esteve
aqui por duas grandes oportunidades: a primeira foi para a elaboração e a
construção da Terra e a segunda foi quando ocorreu a descida do Senhor à face
da Terra trazendo à família humana a lição de seu evangelho de amor e de
redenção.
“Se
hoje nos desviamos das verdadeiras mensagens de Cristo e não encontramos Deus
por suas obras, encontraremos a divindade, um dia, pela evolução da ciência
onde deveria existir convivência harmoniosa para o bem da própria humanidade. A
amplitude evolutiva dissolverá, ao longo do tempo, um conjunto de postulados,
de rituais vazios e sem compromissos com a verdadeira vida. Não importa que os homens destruam as maiores
ou melhores bibliotecas do mundo ou que queimem a biblioteca de Alexandria,
pois a evolução da ciência, por via das leis naturais, se encarregará, um dia,
de trazer aos homens a ‘verdade’ nua e crua”.