sábado, 27 de outubro de 2012

JOÃO ANUNCIA A 3ª REVELAÇÃO – cap. IV


De volta a JOÃO, cap.15: v.16, veremos a 3ª Revelação anunciada. Talvez, nunca o Cristo fosse tão claro e tão explícito como nestas últimas palavras anunciadas por João, as quais poucas pessoas deram atenção o bastante, provavelmente porque evitaram esclarecer-lhes e aprofundar-lhes o sentido profético.
            Verificaremos que os profetas de agora não são apenas doze, mas milhares, milhões a enviar-nos as mensagens de Cristo - mensagens sempre anônimas, cumprindo a determinação do Cristo: ”Ele não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir”.
            A 3ª Revelação possui o seu canal por via dos espíritos - por instituições isoladas (apenas um médium) ou por grupos afins, organizados, existentes em todo mundo e que vem confirmar, explicar e desenvolver pelas Leis da natureza, tudo quanto o Cristo disse e fez. As mensagens enviadas por intermédio das grandes obras psicografadas de hoje nos permitem compreender as partes ininteligíveis ou que parecem inadmissíveis no evangelho e ajuda-nos a distinguir o que seja realidade ou alegoria, o que seja parábola ou comparação.  A 1ª Revelação teve a personificação em Moisés, a 2ª no Cristo e a 3ª, como eu disse, está a cargo de milhões de profetas, que são os médiuns espalhados pelo mundo, sem privilégios, ou seja, anonimamente. E o que há de mais positivo é que as mensagens vão sendo espalhadas simultaneamente pelo mundo afora.  
            Diz a Gênesis, por Kardec: “As duas primeiras revelações, sendo fruto de ensino pessoal, ficaram forçosamente localizadas, isto é, apareceram num só ponto, em um só lugar, em torno da qual a ideia se propagou pouco a pouco. Foram precisos muitos séculos para que os ensinamentos atingissem as extremidades do mundo”.
            Outro claríssimo capítulo, que deve ser dispensado do sentido de comparações ou de parábolas, é o de João, Capítulo 14, v. 2: “Há Muitas Moradas Na Casa De Meu Pai”. Ora, hoje, pelo nosso avanço espiritual e intelectual como cidadãos da maioridade, certamente compreenderemos quando Jesus diz: “Há muitas moradas na Casa de Meu Pai” - uma frase dita pelo mais modestos dos Homens. Nesse caso, notoriamente, a “Casa de meu Pai” seria o infinito ‘Universo’ e as diversas moradas seriam os inegáveis milhões de mundos que habitam o espaço, não nos esquecendo, é claro, das variadas dimensões existentes no universo astral.
Para mentalização sobre o infinito universo, veja o capítulo Via Láctea no final da obra.
REVELAÇÃO:
1ª Revelação: Moisés.
2ª Revelação: Jesus.
3ª Revelação: “O Consolador, O espírito da Verdade que restabelecerá todas as coisas e vo-las explicará todas” (João, capítulo. 15:16).
            Na Gênesis, por Kardec, encontraremos a seguinte explicação sobre a 3ª Revelação: ”Se Cristo não disse tudo quanto poderia dizer é porque julgou conveniente deixar certas verdades na sombra até que os homens chegassem ao estado de compreendê-las. Como Ele próprio ‘confessou’, seu ensino era incompleto, pois anunciava a vinda daquele que o completaria. Previra, pois, que suas palavras não seriam bem interpretadas e que os homens se desviariam de seu ensino”. De volta ao capítulo por inteiro: “O espírito vai guiar o testemunho dos discípulos; Ainda tenho muitas coisas para dizer, mas agora vocês não seriam capazes de suportar. Quando vier o ‘Espírito da Verdade’, ele encaminhará vocês para toda a verdade porque o espírito não falará em seu próprio nome, mas dirá o que escutou e anunciará para vocês as coisas que irão acontecer; O Espírito da Verdade manifestará a minha glória porque ele vai receber daquilo que é meu e o interpretará para vocês”.   
 Seguindo adiante, no trecho acima podemos perceber que Jesus não quis apenas ocupar espaços ou dar volume às mensagens carinhosa e espontaneamente produzidas. Pergunto: a mensagem produzida acima seria para os dias de hoje? Seremos ainda imaturos para suportar ou ‘compreender’ a verdade que Jesus desejava nos anunciar? A humanidade já não teria atingido a maioridade? Deveríamos tratar o capítulo como parábola, ficção ou alegoria? Ora, é como diz Ramatiz: “Não adianta querer endireitar a sombra de uma vara torta sem primeiro endireitar a própria vara”.
            Precisamos nos desligar de velhas raízes, de nossas tradições e de nossos conceitos servis e ultrapassados. Provavelmente, o maior desafio enfrentado por Jesus teria sido a incompreensão de religiosos oriundos de raças radicais dominantes.
            Fariseus e Escribas eram por demais orgulhosos para acolher a Jesus e às suas mensagens de fraternidade, piedade e amor. Aquela gente aguardava um rei consumado pela arrogância, trajado ao estilo faraônico - um rei que sustentasse mais poder e riqueza que o próprio Salomão. Essa gente dizia que era pela influência dos demônios é que Jesus expulsava os próprios demônios; não refletiam que se o demônio expulsava a si mesmo, conspirava contra a si próprio.
            Ainda hoje, se pudéssemos fazer o DNA da alma de parte da sociedade e de parte de religiosos, incluindo alguns teólogos, provavelmente encontraríamos Fariseus e Escribas.
            Notoriamente, da alma, até a presente data, não foi possível extrair-se o DNA. É uma pena! 

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